TO­TA I R

Jornal Cultura - - DIÁLOGO INTERCULTURAL - JOSÉ LUÍS MEN­DON­ÇA

Oam­bi­en­te so­le­ne e se­rá­fi­co da Igre­ja de Nos­sa Se­nho­ra dos Re­mé­di­os re­ce­beu no pas­sa­do dia 7 de De­zem­bro to­da a mís­ti­ca de tre­ze can­ções de Na­tal in­ter­pre­ta­das pe­lo Co­ral ACDS da em­pre­sa TO­TA E&P An­go­la.

O con­cer­to gos­pel te­ve Gil­les Estè­ve ao pi­a­no, du­as lau­tas e um co­ral de cer­ca de 30 vo­zes. O tom ge­ral di­fun­diu nas abó­ba­das da ve­lha igre­ja um man­to de su­a­vi­da­de que dei­xou em êx­ta­se os santos nas pa­re­des e en­cheu os co­ra­ções da as­sis­tên­cia de si­lên­ci­os vi­tais, por­que o dia-a-dia do fa­do hu­ma­no de ter su­ar o pão se es­va­ne­ceu na to­a­da das vo­zes con­cer­ta­das.

An­tó­nio Pin­to (Ki­tu­xi), res­pon­sá­vel pe­la ACDS (Ac­ti­vi­da­des Cul­tu­rais, Des­por­ti­vas e So­ci­ais da TO­TAL), con ir­mou que to­dos os anos o gru­po co­ral da TO­TAL vem até An­go­la e dá dois con­cer­tos: um, que é em Ju­nho nor­mal­men­te; e o ou­tro, uns di­as an­tes do Na­tal. “Até é tra­di­ci­o­nal, já há mui­tos anos. Eles in­ter­pre­tam nes­te mo­men­to, can­ções de Na­tal de vá­ri­os paí­ses, de vá­ri­as épo­cas. Nor­mal­men­te em Ju­nho são coi­sas mais ela­bo­ra­das, re­pro­du­ção dos gran­des mes­tres da mú­si­ca clás­si­ca. O gru­po tem 32 ele­men­tos, mas al­guns es­tão de fé­ri­as, por­tan­to, pen­so que de­vem ron­dar en­tre os 40 a 50 mem­bros”, ex­pli­cou Ki­tu­xi ilu­mi­nan­do ca­da pa­la­vra com a au­ra be­a­tí ica da sua bar­ba hir­su­ta e ca­be­lo a São Pedro. O co­ro é com­pos­to por tra­ba­lha­do­res da TO­TAL e seus fa­mi­li­a­res.

Emí­lia José, an­go­la­na, de 24 anos, não é da TO­TAL. Foi con­vi­da­da por um dos co­ris­tas do Co­ro ACDS. O seu tom de voz é so­pra­no. Faz par­te des­te gru­po há três me­ses. An­te­ri­or­men­te, in­te­grou o co­ro da Igre­ja Me­to­dis­ta. As can­ções in­ter­pre­ta­das na­que­le do­min­go fo­ram di­tas em fran­cês e in­glês. “Gos­to de can­tar mú­si­ca lí­ri­ca. Ale­gra o co­ra­ção”, de­sa­ba­fou Emí­lia.

Gil­les Estè­ve, o ma­es­tro, apren­deu mú­si­ca em Fran­ça, e já car­re­ga na al­ma 37 anos de ex­pe­ri­ên­cia. To­da uma vi­da. Aque­la noi­te na igre­ja, hou­ve can­tos de Na­tal de di­ver­sas par­tes do mun­do, ar­ran­ja­das por um com­po­si­tor su­e­co. Can­ções da Sué­cia, Es­ta­dos Uni­dos da Amé­ri­ca, Fran­ça, Es­pa­nha e In­gla­ter­ra. “Es­ta mú­si­ca le­va sem­pre a ale­gria da no­tí­cia do nas­ci­men­to de Cris­to, com evo­ca­ção dos reis ma­gos, dos pas­to­res que vão vi­si­tar a man­ge­dou­ra on­de nas­ceu o me­ni­no pre­des­ti­na­do. Pa­ra o pú­bli­co an­go­la­no de­se­jo que pas­sem fes­tas fe­li­zes na ale­gria e que can­tem, por­que can­tar é vi­ver a vi­da du­as ve­zes. Não en­con­trei can­ções de An­go­la que abor­dem es­ta te­má­ti­ca do Na­tal, mas es­pe­ro que me aju­dem a iden­ti­fi­cá-las pa­ra o pró­xi­mo ano”, de­se­jou Gil­les, o ma­es­tro do Na­tal fran­cês em An­go­la.

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Flau­tis­tas

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Gil­les Es­te ve

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