“VI­DAS DE AREIA” DE DIVALDO MAR­TINS

Jornal Cultura - - PRIMEIRA PAGINA -

Oes­cri­tor Divaldo Mar­tins, apre­sen­tou, no dia 12 de Maio, no Pa­lá­cio de Fer­ro, o seu no­vo li­vro, in­ti­tu­la­do Vi­das de Areia. O ro­man­ce am­bi­en­ta-se na ci­da­de de Lu­an­da, que aca­ba por emer­gir tam­bém co­mo um im­por­tan­te per­so­na­gem da tra­ma. “Vi­das de Areia” é o se­gun­do li­vro do au­tor. O pri­mei­ro, “Pe­da­ços da Vi­da”, foi apre­sen­ta­do em 2009.

O ro­man­ce é uma ho­me­na­gem às mães an­go­la­nas, que du­ran­te anos pra­ti­ca­ram a ven­da am­bu­lan­te no per­cur­so do mus­se­que até à Bai­xa de Lu­an­da, pa­ra da­rem uma vi­da me­lhor aos ilhos e, ape­sar da guer­ra, nun­ca de­sis­ti­ram dos seus so­nhos.

O ro­man­ce des­cre­ve, em 432 pá­gi­nas, o quo­ti­di­a­no da ca­pi­tal, a par­tir de dois pon­tos de vis­ta, o ur­ba­no e o su­bur­ba­no. Pa­ra ilus­trar as du­as re­a­li­da­des, o au­tor es­co­lheu os bair­ros do Sam­bi­zan­ga e do Mi­ra­mar pa­ra mos­trar dois ân­gu­los opos­tos da so­ci­e­da­de lu­an­den­se, du­as re­a­li­da­des que es­tão bem pró­xi­mas uma da ou­tra, em ter­mos ge­o­grá icos, mas são ao mes­mo tem­po tão di­fe­ren­tes.

Em entrevista a um ór­gão da Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al an­go­la­na, Divaldo con­si­de­ra es­ta obra “uma his­tó­ria de amor, não ape­nas da­que­le amor en­tre um ho­mem e uma mu­lher, mas do amor en­tre mãe e ilho, do amor en­tre ami­gos, en im, do amor en­tre as pes­so­as que por ve­zes se per­de no cor­re-cor­re da vi­da. Por is­so, o li­vro fa­la tam­bém de co­ra­gem e da ne­ces­si­da­de do per­dão”.

“Eu sou da ge­ra­ção que nas­ceu in­de­pen­den­te, mas cres­ceu com a guer­ra no pre­sen­te e no ho­ri­zon­te, e de cer­ta for­ma aca­bei por ser ví­ti­ma des­se tem- po. As mi­nhas re­fe­rên­ci­as, os meus me­dos, os meus fan­tas­mas, os meus pre­con­cei­tos, são fru­to des­se tem­po que vi­vi. E os per­so­na­gens do li­vro re lec­tem um pou­co as pes­so­as do meu tem­po. O mo­do co­mo vía­mos as coi­sas, o mo­do co­mo as coi­sas nos che­ga­vam, o mo­do co­mo vi­vía­mos”, con­ti­nu­ou.

Do au­tor

O es­cri­tor Divaldo Mar­tins nas­ceu em Lu­an­da, em 1977. Em 1995, con­cluiu o cur­so mé­dio de jor­na­lis­mo e tra­ba­lhou na Agên­cia An­go­la Press até 1998.

Em 2003, con­cluiu uma Li­cen­ci­a­tu­ra em Ci­ên­ci­as Po­li­ci­ais, pe­lo Ins­ti­tu­to Superior de Ci­ên­ci­as Po­li­ci­ais e Segurança In­ter­na de Lis­boa, e em 2013 ob­te­ve uma Li­cen­ci­a­tu­ra em Di­rei­to, pe­la Uni­ver­si­da­de Agos­ti­nho Neto. Em 2015 ob­te­ve o grau de mes­tre em Co­mu­ni­ca­ção - As­ses­so­ria de Ima­gem e Co­mu­ni­ca­ção Política na Uni­ver­si­da­de Ca­mi­nho Jo­sé Ce­la, em Es­pa­nha, e fre­quen­tou o cur­so superior de Le­tras Mo­der­nas, na es­pe­ci­a­li­da­de de Por­tu­guês, no Ins­ti­tu­to Superior de Ci­ên­ci­as da Edu­ca­ção (ISCED), de Lu­an­da.

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