NOS CA­MI­NHOS DA CON­SO­LI­DA­ÇÃO DA PAZ

Jornal Cultura - - Artes -

Fer­nan­do Nu­nes vol­ta à pin­ce­la­da com "Nos Ca­mi­nhos da Con­so­li­da­ção da Paz", pa­ten­te no Ins­ti­tu­to Cul­tu­ral Por­tu­guês - Ca­mões até 11 de Ja­nei­ro. "É a pri­mei­ra ex­po­si­ção in­di­vi­du­al de Fer­nan­des Nu­nes no país em paz. Por­que a ar­te e a vi­da se­guem la­do a la­do, as no­vas pro­pos­tas vão, ine­vi­ta­vel­men­te, re­ve­lar a evo­lu­ção do ar­tis­ta. Trin­ta obras iné­di­tas, re­sul­ta­do de um pro­lon­ga­do tra­ba­lho de in­ves­ti­ga­ção, que exal­tam a paz, co­mo con­quis­ta mai­or de um po­vo. Nes­sa evo­lu­ção ar­tís­ti­ca é per­cep­tí- vel uma li­nha de con­ti­nui­da­de, que dei­xa re­co­nhe­cí­vel o seu tra­ço iden­ti­tá­rio. Um olhar con­tem­po­râ­neo so­bre a cul­tu­ra an­ces­tral, os seus mi­tos, as su­as len­das e su­as his­tó­ri­as. A na­tu­re­za re­vi­si­ta­da, atra­vés do em­bon­dei­ro, ár­vo­re sa­gra­da e mí­ti­ca. A Welwi­chi­aMi­ra­bi­lis, no es­plen­dor da sua sin­gu­la­ri­da­de. A mu­lher, na mul­ti­pli­ci­da­de das su­as fa­ces, co­mo seu te­ma de elei­ção", é as­sim fei­ta, em sín­te­se, apre­sen­ta­ção da obra por Te­re­sa Ma­teus, di­rec­to­ra do Ca­mões, no dia da aber­tu­ra da ex­po­si­ção, 19 de De­zem- bro de 2016. Nou­tro pon­to, Te­re­sa des­ta­ca que Fer­nan­do "Sem­pre se as­su­miu co­mo ar­tis­ta do seu tem­po, com­pro­me­ti­do com a so­ci­e­da­de em que se in­se­re, re­co­nhe­cen­do e de­fen­den­do a im­por­tân­cia da ar­te, co­mo fac­tor de in­clu­são so­ci­al, de trans­for­ma­ção e de de­sen­vol­vi­men­to", acres­cen­ta­do ain­da que "Co­mo ar­tis­ta só­cio-in­ter­ven­ti­vo, en­ten­de o seu tra­ba­lho, não nu­ma me­ra di­men­são es­té­ti­co-con­tem­pla­ti­va, mas co­mo fac­tor de mu­dan­ça de pa­ra­dig­mas na so­ci­e­da­de".

Diz ain­da a di­rec­to­ra que es­ta ex­po­si­ção po­de ser vis­ta co­mo "um re­gres­so a ca­sa". Ex­pli­ca: "O Ca­mões foi o lo­cal on­de Fer­nan­do Nu­nes nas­ceu pa­ra o pú­bli­co, co­mo ar­tis­ta. Apre­sen­tou as su­as du­as ex­po­si­ções in­di­vi­du­ais, num per­cur­so de mais de vin­te anos. A pri­mei­ra, em 1999, "Swswmw­ka" (Des­per­tar). A se­gun­da, em 2001, "A Ar­te no Es­pa­ço e no Tem­po". De­pois, foi uma ines­pe­ra­da e pro­lon­ga­da au­sên­cia. Ao lon­go dos úl­ti­mos 15 anos, es­sa pau­sa ape­nas foi in­ter­rom­pi­da par­ti­ci­pa­ção em ex­po­si­ções co­lec­ti­vas, que lhe per­mi­ti­ram con­quis­tar o Pré­mio Ci­da­de de Lu­an­da, de 2004, e o Pré­mio So­nan­gol, de 2006".

Num olhar in­tros­pec­ti­vo da sua obra, o ar­tis­ta re­fe­re: "Com es­ta ex­po­si­ção apre­sen­to al­gu­mas pro­pos­tas de ro­tu­ra de pa­ra­dig­mas de pro­du­ção e de montagem de ex­po­si­ção, um dos mei­os de promoção pú­bli­ca quer do ar­tis­ta, quer das obras de ar­te, e que jul­go de­ve me­re­cer um tra­ta­men­to ino­va­dor". --------------------

FER­NAN­DO NU­NES

nas­ceu na pro­vín­cia do Uí­ge, em 1968. Li­cen­ci­a­do em So­ci­o­lo­gia pe­lo Ins­ti­tu­to Su­pe­ri­or de Ci­ên­ci­as da Edu­ca­ção de Lu­an­da (ISCED), Lu­an­da (2010). Pos­sui for­ma­ção mé­dia em Es­cul­tu­ra, re­a­li­za­da na Es­co­la de Ar­tes Plás­ti­cas do Ins­ti­tu­to Mé­dio de For­ma­ção Ar­tís­ti­ca e Cul­tu­ral ( INFAC), Lu­an­da (1997). Ac­tu­al­men­te é ges­tor da co­lec­ção EnsAr­te.

Com par­ti­ci­pa­ção em mais de 20 ex­po­si­ções co­lec­ti­vas, já por du­as ve­zes apre­sen­tou tra­ba­lhos in­di­vi­du­ais, cons­tam no seu per­cur­so ar­tís­ti­co: 2001 apre­sen­ta “Ar­te no Es­pa­ço e no Tem­po”, Cen­tro Cul­tu­ral Por­tu­guês; lo­cal on­de vol­ta a apre­sen­tar em 1999 “Swswmw­ka”. Pré­mi­os: em 2006 foi Pré­mio So­nan­gol;em 2004 foi Pré­mio Ci­da­de de Lu­an­da, em 2001 foi Men­ção Hon­ro­sa no Con­cur­so da De Be­ers, em 2004 foi Men­ção Hon­ro­sa em Es­cul­tu­ra no Pré­mio Ci­da­de de Lu­an­da, em 1998 foi se­gun­do clas­si ica­do no Pré­mio EnsAr­te, em 1999 foi Men­ção Hon­ro­sa Pré­mio Ci­da­de de Lu­an­da, em 1996 foi Men­ção Hon­ro­sa no Pré­mio EnsAr­te.

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