Nel­son Man­de­la

Jornal Cultura - - Editorial -

Nel­son Man­de­la, meu pai, não di­gas nun­ca aí no Olim­po dos deu­ses que te cer­cam es­ta é a mi­nha pá­tria, o meu des­can­so, tu nun­ca ti­ves­te uma só pá­tria, tão pou­co sou­bes­te des­can­sar, pas­sas­te a lu­ta dos cem anos pa­ra a eter­ni­da­de dos re­ló­gi­os de areia que nós so­mos.

O teu per­dão Ubun­tu de­sac­ti­va na ofi­ci­na da Jus­ti­ça a bom­ba ató­mi­ca da Cor­rup­ção e do Es­ta­do da fo­me e do des­pre­zo pe­lo Ho­mem.

Aqui es­tás, meu pai Man­de­la, a me sor­rir ja­mais pre­ci­sei aper­tar a tua mão um ho­mem co­mo tu es­tá sem­pre vi­vo na­que­les que am­pa­ram a Dor da Hu­ma­ni­da­de po­dem pas­sar ou­tros cem anos que a es­pe­ran­ça qua­se khoi­san dos teus olhos gui­a­rá os ros­tos que te­cen­do vão a luz do Sol.

Lu­an­da, 18 de Ju­lho de 2018

José Luís Mendonça

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.