A ex­pe­ri­ên­cia na­mi­bi­a­na e a ra­zão pa­ra o en­si­no em lín­guas afri­ca­nas

Jornal Cultura - - LETRAS -

da o pa­pel das lín­guas afri­ca­nas da Na­mí­bia na edu­ca­ção, do qual apre­sen­ta­mos al­guns as­pec­tos con­si­de­ra­dos re­le­van­tes pa­ra o sta­tus e pro­mo­ção das lín­guas afri­ca­nas da Na­mí­bia:

“A nos­sa po­lí­ti­ca lin­guís­ti­ca ten­ta al­can­çar os se­guin­tes ob­jec­ti­vos: Du­ran­te os se­te anos do Ci­clo Pri­má­rio, a edu­ca­ção de­ve pro­mo­ver a aqui­si­ção e o do­mí­nio ra­zoá­veis da lín­gua o ici­al e pre­pa­rar os alu­nos pa­ra o uso do In­glês co­mo meio de ins­tru­ção ao lon­go do Ci­clo Se­cun­dá­rio. A Edu­ca­ção de­ve pro­mo­ver a lín­gua e a iden­ti­da­de cul­tu­ral das cri­an­ças atra­vés do uso da lín­gua fa­la­da em ca­sa co­mo meio de ins­tru­ção, pe­lo me­nos nas pri­mei­ras clas­ses do En­si­no Pri­má­rio, e do en­si­no des­sa lín­gua ao lon­go de to­da a edu­ca­ção ge­ral. As es­co­las são li­vres de or­ga­ni­zar ac­ti­vi­da­des cur­ri­cu­la­res pa­ra pro­mo­ver qual­quer lín­gua e cul­tu­ra. As es­co­las pri­va­das po­dem usar, ao lon­go do Ci­clo da Es­co­la Pri­má­ria, qual­quer ou­tra lín­gua co­mo meio de ins­tru­ção des­de que ofe­re­çam uma lín­gua in­dí­ge­na co­mo dis­ci­pli­na. As es­co­las es­ta­tais ou es­co­las sub­si­di­a­das pe­lo Es­ta­do que de­se­jem en­si­nar dis­ci­pli­nas não pro­mo­ci­o­nais no Ci­clo Pri­má­rio atra­vés da lín­gua fa­la­da em ca­sa, são li­vres de o fa­zer des­de que tal abor­da­gem não pro­mo­va ten­são e con li­to in­ter­cul­tu­ral na es­co­la. Pre­fe­ren­ci­al­men­te, as es­co­las de­vem ofe­re­cer du­as lín­guas in­dí­ge­nas co­mo dis­ci­pli­nas. As cri­an­ças que não es­tão em po­si­ção de li­dar com tal re­qui­si­to po­dem ser dis­pen­sa­das ou apren­der uma lín­gua não o ici­al co­mo dis­ci­pli­na não exa­mi­ná­vel. Pa­ra além do en­si­no pri­má­rio, o meio de ins­tru­ção pa­ra to­das as es­co­las de­ve­rá ser a lín­gua o ici­al (...). 6.2 Pa­ra a ca­len­da­ri­za­ção, a apren­di­za­gem e o pro­ces­so de ins­tru­ção nas es­co­las, to­das as lín­guas na­ci­o­nais (lín­guas ét­ni­cas e lín­guas ma­ter­nas) são vis­tas co­mo iguais e ao mes­mo ní­vel. As­sim, to­das as lín­guas na­ci­o­nais re­ce­be­rão igual tra­ta­men­to no pro­gra­ma o ici­al es­co­lar nas es­co­las es­ta­tais ou sub­si­di­a­das pe­lo Es­ta­do. A he­ge­mo­nia da lín­gua es­tá em con li­to com o prin­cí­pio de igual­da­de con­sa­gra­do na nos­sa Cons­ti­tui­ção (...). 6.4 O de­sen­vol­vi­men­to das Lín­guas Na­ci­o­nais de­ve re­ce­ber a de­vi­da aten­ção. Tal de­sen­vol­vi­men­to in­clui­rá: co­di ica­ção; de­sen­vol­vi­men­to de ma­te­ri­ais de re­fe­rên­cia le­xi­co­grá ica; de­sen­vol­vi­men­to de li­te­ra­tu­ra nas Lín­guas Na­ci­o­nais; pes­qui­sa con­tí­nua nas Lín­guas Na­ci­o­nais; ele­va­ção das Lín­guas Na­ci­o­nais, até à da­ta ne­gli­gen­ci­a­das, a igual es­ta­tu­to e va­lor que ou­tras Lín­guas Na­ci­o­nais”.

Uma ver­são mais ac­tu­a­li­za­da da po­lí­ti­ca lin­guís­ti­ca em­pre­en­di­da pe­lo Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção e Cul­tu­ra sur­giu,

Crain­ças na­mi­bi­a­nas

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