Além dos sen­ti­dos

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Vai além dos sen­ti­dos aque­le ver­so en­tre as sí­la­bas es­cul­pi­do Vai além dos sen­ti­dos, o ven­to tré­mu­lo e fu­gi­dio o tem­po no ei­xo dos sen­ti­dos Do se­co ri­a­cho efé­me­ra luz trans­bor­da Trans­cor­re o nó dos sen­ti­dos, em ca­da ápi­ce o sen­ti­do O tem­po, o ver­so e luz em ca­da tom ge­mi­do De tu­do em tu­do faz sen­ti­do Tu­do é em prol dos sen­ti­dos! Vai além dos sen­ti­dos Se dos ver­des ver­sos ane­lar­mos os sen­ti­dos Se tu­do trans­cor­rer em luz, tu­do sem luz Se quan­do o ver­so trans­cen­de o tem­po In­da que não ou­sa­mos sen­tir, há no tem­po luz a luir De tu­do em tu­do faz sen­ti­do, Tu­do é em prol dos sen­ti­dos A vi­da, a mor­te, o dia e a noi­te de tu­do em tu­do faz sen­ti­do Tu­do é em prol dos sen­ti­dos A lá­gri­ma e o que ne­la se faz A dor e o que ne­la apraz, de tu­do em tu­do faz sen­ti­do Tu­do é em prol dos sen­ti­dos Em tu­do há sen­ti­do, quan­do além dos sen­ti­dos!

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