Jornal Cultura : 2019-11-05

LETRAS : 9 : 9

LETRAS

|9 Cultura LETRAS 5 a 18 de Novembro de 2019 | AKAA Paris, próxima paragem da MOVART “ A MOVART vai, pela primeira vez, entrar na maior feira dedicada à arte contemporâ­nea e design africano, a AKAA – Feira Internacio­nal de Arte Africana de Paris, uma montra para as energias criativas de África, que tem como objectivo in luenciar a arte contemporâ­nea em todo o mundo. Para essa estreia, a galeria convidou os artistas KEYEZUA (Angola), MÁRIO MACILAU (Moçambique) e RENÉ TAVARES (São Tomé e Príncipe). "Floathing Nightmares" será a obra apresentad­a por KEYEZUA na feira, série especialme­nte criada para o BredaPhoto, um trabalho focado no cenário do futuro despótico em que os migrantes africanos são infectados por tra icantes de seres humanos com um vírus misterioso. Não sentem dor nem têm emoções! Sem conseguir resistir, os migrantes tornam-se as vítimas não-dispostas do trá ico humano e da escravidão moderna. Com a série "Fé", MÁRIO MACILAU, documenta do “animismo”, a prática do animismo na cultura moçambican­a da actualidad­e. Este animismo é herdeiro de formas tradiciona­is de religião nas quais se acreditava existirem espíritos que habitam os objectos e os fenómenos da natureza: assim se explicava a in luência dos espíritos dos antepassad­os na existência dos vivos. “Através das suas práticas, estas religiões tradiciona­is preservara­m as antigas tradições culturais de Moçambique. Tais práticas incluem ensinament­os, medicina tradiciona­l, métodos de cura, ritos de passagem para os jovens (mulheres e homens) e aconselham­ento sobre as condutas a observar entre os membros de uma comunidade." Integrado no Projeto Tchiloli Unlimited, a série ACTOR - NOT AN ACTOR funciona como mais uma plena pesquisa pessoal que RenéTavares vem o que a África e sua diáspora têm para oferecer – não por uma noção de “alteridade” ou exotismo, mas porque esses artistas expressam realidades e discursos muitas vezes invisíveis, ou sub-representa­dos, no cenário artístico internacio­nal. A MOVART acedeu a novos mercados participan­do de várias feiras de arte em Nova York, Miami, Joanesburg­o, Cidade do Cabo e Londres – provocando impacto e grande admiração em colecciona­dores e visitantes. Com foco em artistas angolanos, a MOVART está empenhada em elevar o seu per il internacio­nalmente, expondo para uma audiência global a rica linguagem artística de um país pouco conhecido. A galeria MOVART também pretende ser um espaço para discussões dinâmicas e contribuiç­ões inovadoras em assuntos especí icos de Angola e da África. A MOVART acredita na criação de um mundo globalizad­o, onde prevaleça uma expansão cada vez maior do pensamento e da sensibilid­ade, por isso, expõe as pessoas à diversas realidades, pois busca nossa humanidade comum e fomenta a construção de um olhar mais crítico sobre mundo em que vivemos, e é na arte que encontra a ferramenta essencial para se alcançar tais ideais. A MOVART acredita na criação de um mundo globalizad­o, onde prevaleça uma expansão cada vez maior do pensamento e da sensibilid­ade, por isso, expõe as pessoas à diversas realidades, pois busca nossa humanidade comum e fomenta a construção de um olhar mais crítico sobre mundo em que vivemos, e é na arte que encontra a ferramenta essencial para se alcançar tais ideais. “ desenvolve­ndo ao longo do seu trabalho em torno de património de São Tomée Priń cipe. A serie ACTOR - NOT AN ACTOR traduz um espaço de memória colectiva que confronta dois tempos, e mostranos como a permeabili­dade da historia alimenta os valores sociais e culturais. Toda a fotogra ia éuma encenaca̧ õ que aproxima cada “actor” da recriação da histoŕ ia e exalta o ambiente no qual assume a função de guardião do seu papel, tanto na vida como no teatro. Éum lugar de fruica̧ õ estet́ ica e lud́ ica, e a teatraliza­ca̧ õ de uma ontologia, uma re lexão em acto sobre os valores morais, sobre diferentes concepções da pessoa e o seu lugar no mundo, sobre o mundo e as suas fronteiras. MOVART A MOVART – primeira galeria comercial em Angola – abriu suas portas no início de 2017 na Marginal de Luanda. Tendo como sua mais importante missão, garantir que o mundo conheça tudo

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