Mar­ro­cos quer co­me­çar a pro­va com vi­tó­ria fren­te à se­lec­ção do Irão

Jornal de Angola - - ESPECIAL - António de Bri­to António de Bri­to

De­pois do bri­lha­re­te na fa­se de qua­li­fi­ca­ção, Mar­ro­cos de­fron­ta o Irão ho­je às 16h00, no Es­tá­dio de São Pe­ters­bur­go, com o cla­ro ob­jec­ti­vo de ven­cer, em par­ti­da do Gru­po B do Cam­pe­o­na­to do Mun­do de Fu­te­bol Rús­sia'2018.

Ori­en­ta­dos pe­lo fran­cês Her­vé Re­nard (an­ti­go se­lec­ci­o­na­dor dos Pa­lan­cas Ne­gras), os Leões do Atlas a atra­ves­sam um bom mo­men­to de for­ma, vis­to que não per­dem qual­quer jo­go a um ano. A se­lec­ção mar­ro­qui­na é mui­to for­te a de­fen­der e ata­car, o de­fe­sa Di­rar e o avan­ça­do Aziz Bouhad­douz fa­zem a di­fe­ren­ça na equi­pa trei­na­da por Re­nard.

Do la­do do Irão, Sa­dar Az­moun (Ru­bin Ka­zan da Rús­sia) e Ash­kan De­ja­gan (Not­tingham de In­gla­ter­ra) são as co­que­lu­ches da se­lec­ção co­man­da­da pe­lo por­tu­guês, Car­los Qu­ei­roz.

Em Mun­di­ais de Fu­te­bol, Mar­ro­cos e Irão cru­zam-se pe­la pri­mei­ra vez, sen­do que no pri­mei­ro jo­go par­ti­cu­lar em­pa­ta­ram a (1-1), em 2005.

Com a quin­ta pre­sen­ça na pro­va mun­di­al, Mar­ro­cos pro­cu­ra o apu­ra­men­to iné­di­to pa­ra os oi­ta­vos-de-fi­nal. Dos 13 jo­gos dis­pu­ta­dos em Mun­di­ais, a se­lec­ção mar­ro­qui­na tem um re­gis­to de du­as vi­tó­ri­as, qua­tro em­pa­tes e se­te der­ro­tas.

O Irão par­ti­ci­pa pe­la quin­ta vez nos Cam­pe­o­na­tos do Mun­do, de­pois da es­treia em 1978. Pa­ra o jo­go com o Irão, o téc­ni­co Her­vé Re­nard de­ve apos­tar nes­te "on­ze", Bou­nou, na ba­li­za, quar­te­to de­fen­si­vo, Mendyl, Be­na­tia, Di­rar, Ziye­ch. No meio cam­po, ac­tu­am qua­tro uni­da­des, no­me­a­da­men­te Fajr, Be­nas­ser, Ha­rit, Car­ce­la-Gon­çal­vez. Jo­gam ao ata­que, En-Nesy­ri e Aziz Bouhad­douz, num cla­ro 4-4-2, des­do­brá­vel.

Fren­te aos Leões dos Atle­tas, o trei­na­dor Car­los Qu­ei­roz de­ve apre­sen­tar a se­guin­te equi­pa, com Bei­ran­vand na ba­li­za. Chesh­mi, Mon­ta­ze­ri, Mohm­ma­di e Hos­sei­ni (de­fe­sas), To­ra­bi, Haj­sa­fi, Sho­ja­ei e Ami­ri (mé­di­os), Ta­re­mi e Az­mou (avan­ça­dos).

Du­ran­te a fa­se de apu­ra­men­to, a se­lec­ção ira­ni­a­na pas­se­ou clas­se no seu agru­pa­men­to, ten­do ven­ci­do 12 jo­gos e em­pa­ta­do seis. Mar­cou 36 e con­sen­tiu ape­nas cin­co. As se­lec­ções do Egip­to e Uru­guai de­fron­tam-se ho­je, às 13 ho­ras, no Are­na Eka­te­rin­burg, pa­ra a con­clu­são da pri­mei­ra jor­na­da do Gru­po A do Cam­pe­o­na­to do Mun­do de Fu­te­bol, que se re­a­li­za na Rús­sia.

Com a le­são no om­bro to­tal­men­te de­be­la­da, con­traí­da na fi­nal da Li­ga dos Cam­peões di­an­te do Real Madrid, Moha­med Sa­lah jo­ga de iní­cio fren­te aos sul-ame­ri­ca­nos, pa­ra sa­tis­fa­ção dos adep­tos do fu­te­bol afri­ca­no.

On­tem, a es­tre­la do Li­ver­po­ol de In­gla­ter­ra trei­nou sem quais­quer li­mi­ta­ções, pe­lo que a sua pre­sen­ça em cam­po con­fe­re con­fi­an­ça e alen­to à se­lec­ção egíp­cia.

Por par­te do Uru­guai, Luís Suá­rez (Bar­ce­lo­na) e Ca­va­ni (Pa­ris Saint-Ger­main), O Cam­pe­o­na­to do Mun­do de Fu­te­bol de 2026, a pri­mei­ra com 48 se­lec­ções, se­rá dis­pu­ta­da na Amé­ri­ca do Nor­te, com jo­gos nos Es­ta­dos Unidos, no Ca­na­dá e no Mé­xi­co. A de­ci­são foi anun­ci­a­da em Mos­co­vo, du­ran­te o Con­gres­so da FIFA.

A can­di­da­tu­ra li­de­ra­da pe­los Es­ta­dos Unidos te­ve 134 vo­tos, con­tra 65 vo­tos do Mar­ro­cos, que con­tou com o vo­to do Bra­sil, em­bo­ra a CBF te­nha de­cla­ra­do an­te­ri­or­men­te vo­to na can­di­da­tu­ra ven­ce­do­ra.

Em 13 de Abril, um en­con­tro em Bu­e­nos Ai­res se­lou o apoio da Con­me­bol a can­di­da­tu­ra dos Es­ta­dos Unidos a se­de da Co­pa de 2026. A can­di­da­tu­ra mar­ro­qui­na foi der­ro­ta­da após a quin­ta ten­ta­ti­va de or­ga­ni­zar o Mun­di­al.

A edi­ção de 2026 vai mar­car o iní­cio de um no­vo mo­de­lo, com mais par­ti­ci­pan­tes, mais jo­gos, mais es­tá­di­os e mais paí­ses or­ga­ni­za­do­res. Ao in­vés das ac­tu­ais 32 se­lec­ções di­vi­di­das em oi­to gru­pos de qua­tro, o Mun­di­al te­rá 48 paí­ses, di­vi­di­dos em 16 gru­pos de três.

Os dois pri­mei­ros de ca­da sé­rie avan­çam pa­ra a fa­se do ma­ta-ma­ta, que tem uma eta­pa a mais do que a ac­tu­al. O no­vo for­ma­to do Cam­pe­o­na­to do Mun­do vai obri­gar a FIFA a re­de­se­nhar as eli­mi­na­tó­ri­as, já que to­das as con­fe­de­ra­ções te­rão mais va­gas do que têm ho­je.

O Mun­di­al da Amé­ri­ca do Nor­te se­rá mai­o­ri­ta­ri­a­men­te dis­pu­ta­da nos EUA.

Das 80 par­ti­das 60 vão dis­pu­tar-se nos Es­ta­dos Unidos, in­clu­si­ve a fi­nal. As de­mais 20 são di­vi­di­das en­tre Ca­na­dá e Mé­xi­co.

Se­rá o se­gun­do Mun­di­al nos Es­ta­dos Unidos, or­ga­ni­za­do­res do tor­neio em 1994, e a ter­cei­ra do Mé­xi­co, de­pois de 1970 e 86.

Em 2022 a pro­va é dis­pu­ta­da no Ca­tar. Ao pas­so que em 2030, só há três can­di­da­tu­ras ofi­ci­al­men­te lan­ça­das, Ar­gen­ti­na, Pa­ra­guai e Uru­guai. E é pro­vá­vel que Chi­na e In­gla­ter­ra tam­bém se lan­cem. Não há da­ta pre­vis­ta pa­ra a FIFA.

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