Ex­plo­são em Pa­ris faz vítimas mor­tais e fe­ri­dos gra­ves

For­te ex­plo­são nu­ma pa­da­ria, em Pa­ris, pro­vo­cou pe­lo me­nos qua­tro mor­tos, de­ze­nas de fe­ri­dos e da­nos, ain­da por cal­cu­lar, à ho­ra o fe­cho des­ta edi­ção

Jornal de Angola - - PRIMEIRA PÁGINA -

Qua­tro pes­so­as, en­tre as quais dois bom­bei­ros, mor­re­ram on­tem, na sequên­cia de uma for­te ex­plo­são que acon­te­ceu an­tes das 9h00 da manhã, nu­ma pa­da­ria no 9º bair­ro de Pa­ris, ca­pi­tal de Fran­ça.

Há ain­da pe­lo me­nos 30 pes­so­as fe­ri­das de­vi­do à ex­plo­são que pro­vo­cou da­nos nos edi­fí­ci­os e des­truiu mon­tras nas re­don­de­zas, além de vi­a­tu­ras que se en­con­tra­vam pró­xi­mo do lo­cal da ex­plo­são, se­gun­do a Po­lí­cia e jor­na­lis­tas da agên­cia Fran­ce-Press.

En­tre as vítimas, há pe­lo me­nos 8 fe­ri­dos gra­ves, es­cre­ve o jor­nal Le Fi­ga­ro. Se­gun­do vá­ri­as fon­tes, mais de 200 bom­bei­ros fo­ram des­lo­ca­dos ao lo­cal pa­ra com­ba­ter as chamas que fo­ram ex­tin­tas de­pois de mui­to tra­ba­lho, pe­lo que há dois bom­bei­ros en­tre os fe­ri­dos gra­ves.As au­to­ri­da­des in­ves­ti­gam uma fu­ga de gás na Rue de Tré­vi­se co­mo a prin­ci­pal pis­ta pa­ra ex­pli­car o si­nis­tro.

A ex­plo­são des­truiu mon­tras das re­don­de­zas e vi­dros de ja­ne­las de ha­bi­ta­ções. O ministro do In­te­ri­or, Cris­tophe Cas­ta­ner, e o Pri­mei­roMi­nis­tro, Édou­ard Phi­lip­pe, vi­si­ta­ram ime­di­a­ta­men­te o lo­cal, on­de es­ti­ve­ram mais de 200 bom­bei­ros e uma cen­te­na de po­lí­ci­as. Tam­bém An­ne Hi­dal­go, pre­si­den­te da Câ­ma­ra de Pa­ris, es­te­ve no lo­cal do in­ci­den­te.

Cho­que

Mo­ra­dor da zo­na de on­de ocor­reu o in­cên­dio se­gui­do de ex­plo­são dis­se ao DN que por mui­to tem­po ou­via-se o vai­vém dos he­li­cóp­te­ros das equi­pas de emer­gên­cia.

“Per­ce­bi que era gra­ve pe­la on­da de cho­que pro­vo­ca­da pe­la ex­plo­são. O meu pré­dio tre­meu”, con­tou ao DN Jo­nathan Cays­si­als, um edi­tor de ví­deo de 30 anos que mo­ra na Rue Rou­ge­mont, a cer­ca de 200 me­tros da pa­da­ria na Rue de Tré­vi­se. “To­dos os mo­ra­do­res do meu pré­dio reu­ni­ram-se pa­ra ver de on­de vi­nha aqui­lo. Vi­mos o fu­mo su­bir e per­ce­be­mos que a ex­plo­são de­ve­ria ter si­do pró­xi­ma”, ex­pli­cou.

Ao fi­nal da manhã, a área mais pró­xi­ma da pa­da­ria es­ta­va ain­da li­mi­ta­da por um pe­rí­me­tro de se­gu­ran­ça e con­ti­nu­a­va a ou­vir-se “o vai­vém dos he­li­cóp­te­ros”, con­tou Jo­nathan. “A mi­nha vi­zi­nha dis­se-me que o quar­tei­rão con­ti­nua blo­que­a­do por­que há re­ceio de que as con­du­tas de gás fa­çam ex­plo­dir ou­tra par­te do pré­dio da pa­da­ria”.

O edi­fí­cio on­de vi­ve não so­freu da­nos, mas há vá­ri­os na zo­na com as mar­cas da vi­o­lên­cia da ex­plo­são.

“As si­re­nes dos bom­bei­ros e da Po­lí­cia jun­tam-se ao ruí­do dos he­li­cóp­te­ros que não pa­ra­vam de re­gres­sar ao quar­tei­rão des­de a ex­plo­são”, acres­cen­tou o jo­vem.

Pa­ris per­ma­ne­ceu on­tem em aler­ta de se­gu­ran­ça tam­bém de­vi­do a mais uma ma­ni­fes­ta­ção dos “Co­le­tes Ama­re­los”, com 5 mil po­lí­ci­as nas ru­as da ci­da­de. Em to­da a Fran­ça fo­ram mo­bi­li­za­dos cer­ca de 80 mil po­lí­ci­as e agen­tes dos ser­vi­ços de se­gu­ran­ça.

Es­te é o no­no sá­ba­do de mo­bi­li­za­ção con­tra o au­men­to dos com­bus­tí­veis, por uma ta­xa­ção mais jus­ta e con­tra a que­da do po­der de com­pra, além de exi­gi­rem a saí­da do Pre­si­den­te Em­ma­nu­el Ma­cron do po­der. A em­ble­má­ti­ca tor­re Eif­fel foi fe­cha­da, tal co­mo os mu­seus em Pa­ris, pa­ra pre­ve­nir qual­quer im­pac­to da ma­ni­fes­ta­ção.

DR

As au­to­ri­da­des in­ves­ti­gam as cau­sas da ex­plo­são em pa­da­ria nu­ma das ru­as de Pa­ris

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