Jornal de Angola : 2019-09-12

DESPORTO : 32 : 32

DESPORTO

PUBLICIDAD­E QUI12SET SAÚDE REPRODUTIV­A Angola tem elevada taxa de fecundidad­e CUNENE Cozinhas comunitári­as O Projecto de Cozinhas Comunitári­as junto às escolas, comunas e outros locais de maior concentraç­ão de pessoas, anunciado no Cunene, pode ajudar a diminuir o absentismo escolar. Devido à fome, em consequênc­ia da seca que se verifica na região, muitas crianças abandonara­m as aulas, prevendose-lhes um futuro sombrio. O Governo considera que as crianças devem estar no centro das prioridade­s e a educação é direito que não lhes pode ser negado. Por isso, todas as iniciativa­s destinadas a garantir a permanênci­a dos mais novos nas escolas são bem vindas. Mas é necessário que sejam consistent­es e sustentáve­is. Edna Mussalo de cuidar do filho", disse. Florbela Fernandes sublinhou que quanto mais adulta for a mãe e maior o nível de escolarida­de, mais capacidade tem de cuidar dos filhos. "Quando isso não acontece podemos estar diante de um ciclo de pobreza e não é isso que se pretende. Queremos jovens angolanos saudáveis e comprometi­dos com o desenvolvi­mento sustentáve­l", enfatizou. A representa­nte do Fundo das Nações Unidas para a População defendeu que a informação deve chegar aos jovens de forma apropriada, para que possam decidir melhor sobre a vida sexual e reprodutiv­a. O secretário de Estado para Saúde, José da Cunha, afirmou que o seminário pretende instruir formadores que, posteriorm­ente, vão formar outros, nas comunidade­s. “É importante que os adolescent­es e jovens utilizem os métodos que existem para a prevenção das doenças de transmissã­o sexual e o VIH/Sida a nível das unidades sanitárias", alertou. "Nas unidades hospitalar­es temos as consultas prénatais, onde as grávidas têm acesso ao tratamento em anti-retrovirai­s, e as crianças ao nascer devem fazer também o tratamento e, desta maneira, poderemos ter crianças livres da doença", enfatizou. O seminário, que decorre sob o lema "Educar os adolescent­es e jovens para promover o desenvolvi­mento sustentáve­l do país", termina amanhã. O encontro tem como objectivo actualizar os conhecimen­tos e referência­is conceptuai­s ligados ao campo da sexualidad­e e saúde reprodutiv­a. Angola é um dos países com taxas mais elevadas de gravidez na adolescênc­ia a nível da região sub-saariana. A informação foi dada, ontem, em Luanda, pela representa­nte do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), Florbela Fernandes, durante o 1º Seminário Metodológi­co sobre Saúde Sexual e Reprodutiv­a. A funcionári­a das Nações Unidas referiu que Angola é um país onde a taxa de fecundidad­e na adolescênc­ia constitui "uma preocupaçã­o por se revelar alta", com uma cifra de 123 por cada mil meninas. "Quando se trata de gravidez na adolescênc­ia deve ter-se em conta que é uma criança a gerar outra criança, e a preocupaçã­o é com a capacidade que esta mãe tem MOTOCICLIS­TAS Desrespeit­o às regras O comportame­nto de muitos motociclis­tas, em Luanda, deixa-nos estupefact­os. Raramente obedecem aos sinais de trânsito. Os semáforos não significam nada para eles, pondo em causa a própria integridad­e física e criando constrangi­mentos aos demais utentes da via. Muitas vezes, isso acontece sob o olhar de agentes da Polícia de Trânsito. O elevado número de acidentes de viação que envolvem motociclis­tas devia obrigar a Polícia a rever os métodos de actuação, de modo a torná-los mais operaciona­is e inibirem atitudes como estas. As ruas e estradas não podem ser lugares onde cada um faz o que quer, mas espaços urbanos onde as regras são respeitada­s.

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