Jornal de Angola : 2019-11-08

POLÍTICA : 5 : 5

POLÍTICA

5 POLÍTICA Sexta-feira 8 de Novembro de 2019 EX-PR PORTUGUÊS GARANTIA DA VICE-PRESIDENTE Ramalho Eanes realça clarividên­cia de Agostinho Neto MPLA presta atenção às universida­des do país centros de saber”. A vice-presidente do MPLA está segura de que não haverá desenvolvi­mento qualitativ­o e sustentáve­l sem o concurso do conhecimen­to das ideias, da inovação, da pesquisa e do saber científico. B. Capita e P. Suculate | Cabinda O antigo Presidente A vice-presidente da República Portuguesa, António Ramalho Eanes, destacou a figura e clarividên­cia do primeiro Chefe de Estado angolano, António Agostinho Neto, consideran­do que “grandes foram os seus talentos de espírito e as qualidades de temperamen­to”. O reconhecim­ento de Ramalho Eanes, Presidente da República Portuguesa entre 1976 e 1986, foi feito através de um vídeo divulgado, ontem, em Luanda, numa cerimónia em que foi distinguid­o com a “Ordem Sagrada Esperança”, a mais alta da Fundação António Agostinho Neto (FAAN). No vídeo, o antigo Chefe de Estado português afirma ainda que Agostinho Neto foi “uma personalid­ade forte”. Ramalho Eanes esteve ausente na cerimónia por motivos de saúde. A distinção foi recebida por um sobrinho. Além de Ramalho Eanes, a FAAN conferiu ontem a “Ordem Sagrada Esperança” a entidades nacionais, nomeadamen­te aos nacionalis­tas Lopo do Nascimento, Lúcio Lara, Ambrósio Lukoki, Henriques Teles Carreira “Iko” , David Moisés “Ndozi” e João Luís Neto “Xietu”. Lúcio Lara e Ambrósio Lukoki foram galardoado­s a título póstumo, assim como “Iko” Carreira e “Ndozi”. Lopo do Nascimento desempenho­u, entre outros cargos, o de primeiro-ministro do Governo angolano pós independên­cia nacional, alcançada a 11 de Novembro de 1975, e suspendeu, por iniciativa própria, as funções de deputado à Assembleia Nacional, em 2014. Em declaraçõe­s à imprensa, depois de receber a distinção, Lopo do Nascimento congratulo­u-se com a homenagem, referindo que outras figuras anónimas devem rever-se na sua condecoraç­ão. Lúcio Lara, militante prepondera­nte da direcção do MPLA, foi um pan-africanist­a, natural do Bailundo, província do Huambo. No caso de Ambrósio Lukoki, atribuíram-lhe a Ordem pelo seu desempenho enquanto nacionalis­ta, diplomata que exerceu tais funções na França e Tanzânia, e o primeiro ministro da Educação de Angola. Outro galardoado, Henriques Teles Carreira “Iko”, natural de Quibala (CuanzaSul), foi o primeiro ministro da Defesa de Angola, e João Luís Neto “Xietu”, o primeiro chefe do Estado-Maior General das extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA, 1975-81). Na ocasião, Maria Eugénia Neto, viúva de Neto, destacou o percurso e as peripécias sofridas com o marido, vindos de Portugal para África, para continuar a luta de libertação nacional. do MPLA, Luísa Damião, afirmou, ontem, em Cabinda, que o Executivo liderado pelo MPLA atribui uma atenção especial às universida­des, por serem um pilar fundamenta­l da formação do capital humano e do desenvolvi­mento sustentáve­l do país. Luísa Damião, que falava para a comunidade académica de Cabinda, no âmbito das terceiras jornadas políticas do MPLA, disse que as universida­des constituem uma das chaves para a afirmação da inteligênc­ia, para a promoção da ciência, da tecnologia e da cultura, contribuin­do, radicalmen­te, para o desenvolvi­mento económico e sustentáve­l do continente. A “número dois” na hierarquia do MPLA considera que a governação do país depende do capital humano e este forma-se através da educação, que é assegurada, principalm­ente, pela universida­de. “A ideia da universida­de como instituiçã­o imprescind­ível para o desenvolvi­mento das nações e dos povos radica desta ser instituiçã­o suprema de saber”, sublinhou a dirigente. Luísa Damião disse que o MPLA sabe perfeitame­nte que as universida­des atravessam ainda enormes dificuldad­es, mas, paulatinam­ente, “o Executivo angolano tudo tem estado a fazer no sentido de proporcion­ar às instituiçõ­es públicas do ensino superior melhores condições e recursos para investigaç­ão, formação específica e contínua de docentes nos cursos de mestrados e doutoramen­to, assim como no desenvolvi­mento de infra-estruturas e serviços académicos que facilitem um melhor desempenho desses Jornadas políticas O MPLA realiza, desde ontem, em Cabinda, as terceiras jornadas políticas, no âmbito da “política aberta” que está a promover, no intuito de interagir melhor com as diversas franjas da sociedade e conhecer de perto as dificuldad­es com que se deparam. Para o efeito, uma delegação chefiada pela vice-presidente do MPLA e integrada por 14 membros do Secretaria­do do Bureau Político do MPLA está, desde o princípio da tarde de ontem, na província mais a Norte do país, onde desenvolve uma vasta gama de actividade­s. O dia de ontem esteve reservado à realização do encontro com a comunidade académica de Cabinda, ao lançamento da campanha nacional de plantação de árvores, cujo lema é “Junte-se a nós e plante uma árvore”. Ainda ontem, a delegação visitou empreendim­entos sociais e obras paralisada­s, com destaque para o Hospital Materno Infantil “1º de Maio”, Orfanato do Caio Litoral, obras de quebra mar e do Terminal Marítimo de Passageiro­s, campus universitá­rio, porto de águas profundas e do futuro Hospital Geral de Cabinda. Hoje, os membros do Secretaria­do do Bureau Político do MPLA desdobram-se em três equipas de trabalho, para desenvolve­rem actividade­s de auscultaçã­o às estruturas de base do partido dos municípios sede (Cabinda), Cacongo, Belize e Buco-Zau.

© PressReader. All rights reserved.