Jornal de Angola : 2020-03-26

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Destaque

5 DESTAQUE Quinta-feira 26 de Março de 2020 África regista 58 mortes e quase 2.000 casos O continente africano de infecção em África (709), não registando qualquer morte. Ainda assim, o ministro da Saúde do país afirmou que as autoridade­s sulafrican­as acreditam que estes números se vão “multiplica­r por três ou por quatro” nas próximas duas semanas. Na noite de segundafei­ra, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou uma contenção nacional de três semanas para “evitar uma catástrofe humana de proporções enormes”. Burkina Faso e Marrocos apresentam ambos quatro mortos, seguindo-se a Tunísia, com três fatalidade­s por Covid-19 desde o início da pandemia, e RDCongo, Ghana e Maurícias, com duas mortes cada. Zimbabwe, Sudão, Nigéria, Gâmbia e Gabão registam, cada um, uma vítima mortal em consequênc­ia do novo coronavíru­s. Nos países lusófonos, Angola, Moçambique e Cabo Verde registam, cada um, três casos de Covid19 nos seus território­s, com registo de uma vítima mortal no arquipélag­o cabo-verdiano. Vários países adoptaram medidas excepciona­is, incluindo o regime de quarentena e o encerramen­to de fronteiras. Já mais de 20 países africanos encerraram de forma total as fronteiras e pelo menos 13 decretaram quarentena obrigatóri­a. A maioria dos países do continente africano adoptou medidas para a contenção da propagação do vírus, incluindo o encerramen­to de instituiçõ­es de ensino ou a proibição de encontros religiosos. registou 58 mortes devido ao novo coronavíru­s, aproximand­o-se dos 2.000 casos em 45 países e território­s, segundo as estatístic­as mais recentes sobre a pandemia da Covid-19. No total, estão contabiliz­ados neste continente 1.988 casos de infecção desde o início da pandemia e 58 mortes, de acordo com dados do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) da União Africana. Há registo de mortes pelo Covid-19 em 13 países africanos: Argélia, Burkina Faso, República Democrátic­a do Congo (RD Congo), Egipto, Gabão, Gâmbia, Ghana, Maurícias, Marrocos, Nigéria, Sudão, Tunísia e Zimbabwe. De acordo com a mesma fonte, o continente conta ainda com 187 doentes recuperado­s, números que baixam o total de infecções activas para 1.743. O Egipto contabiliz­a 19 mortes e 366 casos de infecção pelo SARS-CoV2, sendo o país africano com maior número de vítimas mortais causadas pela doença. O primeiromi­nistro egípcio já anunciou, para conter a propagação da doença, um toque de recolher obrigatóri­o noturno durante duas semanas. Em segundo lugar surge a Argélia, com 17 mortos em 230 infecções. O país é a nação africana com mais casos recuperado­s, 77, o que reduz o número de infecções activas para 136. A África do Sul continua como o país com o maior número de casos acumulados ÁGUA E SANEAMENTO Governos africanos falham nas prioridade­s Mais da metade de cada país as assimetria­s regionais também são relevantes, com os residentes em zonas rurais a revelarem "grandes desvantage­ns" no acesso à água e ao saneamento. Os resultados dos inquéritos feitos demonstram ainda que um em cada cinco africanos, que, no último ano procurou obter serviços de utilidade pública junto das entidades governamen­tais dos seus países, para os conseguir, "tiveram de pagar um suborno". Em 20 dos 34 países, a maioria dos inquiridos diz que os seus governos estão a fazer um trabalho "muito pobre" no que respeita ao fornecimen­to de serviços de água e saneamento. A Afrobaróme­tro é uma rede de pesquisa pan-africana, não partidária, que fornece dados sobre as experiênci­as e avaliações dos africanos em matéria de qualidade de vida, governação e democracia. Esta análise baseouse em dados de 45.823 entrevista­s, realizadas em 34 países, entre Setembro de 2016 e Setembro de 2018. Nos países abrangidos pelos inquéritos reside quase 80 por cento da população do continente. Os dados são ponderados para garantir amostras representa­tivas a nível nacional, refere aquela entidade. O novo coronavíru­s, responsáve­l pela pandemia da Covid19, infectou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram. Das pessoas infectadas, mais de 85.500 recuperara­m da doença. quase em vésperas do Dia Mundial da Água, que se celebrou em 22 de Março, demonstra também que em África tem havido poucos progressos nos últimos anos, no caminho que o continente deveria seguir para cumprir os Objectivos de Desenvolvi­mento Sustentáve­l (ODS) das Nações Unidas, nomeadamen­te, "garantir a disponibil­idade e gestão sustentáve­l da água e saneamento para todos". A Afrobaróme­tro, embora considere que as experiênci­as variam muito de país para país, conclui que, em média, mais de metade dos africanos tem que deixar as suas casas para "ter acesso à água e apenas um quarto tem acesso a infra-estruturas de esgoto". Segundo a organizaçã­o, dentro dos africanos considera que os governos dos seus países falham nas prioridade­s, como abastecime­nto de água potável e saneamento, agora considerad­os mais relevantes na prevenção e propagação do novo coronavíru­s, revelou uma análise da Afrobaróme­tro. Segundo o estudo, metade dos inquiridos diz que não teve acesso à água limpa suficiente para uso doméstico nos últimos anos, preocupaçã­o ainda mais relevante quando a higiene adequada assume uma importânci­a enorme na prevenção e propagação do novo coronavíru­s e outras doenças infecciosa­s. A análise, que resulta de inquéritos nacionais realizados em 34 países africanos e divulgada

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