Jornal de Angola

Um país de justiça so­ci­al e de ho­mens ín­te­gros

- Politics · Angola

Com o país li­te­ral­men­te a sa­que e mi­lhões de an­go­la­nos a pas­sar por di­fi­cul­da­des ex­tre­mas, não tra­var o re­ga­bo­fe e pro­cu­rar dar dig­ni­da­de às pes­so­as, co­mo o es­tá a fa­zer o ac­tu­al Go­ver­no, li­de­ra­do pe­lo Pre­si­den­te João Lourenço, é o mes­mo que pac­tu­ar com a des­gra­ça co­lec­ti­va des­te po­vo he­rói­co e ge­ne­ro­so. Pro­cu­rar des­vi­ar as aten­ções do ac­tu­al com­ba­te à cor­rup­ção e à im­pu­ni­da­de, com acu­sa­ções gra­tui­tas de que se es­tá pe­ran­te uma justiça se­lec­ti­va, é, no mí­ni­mo, de­fen­der o rou­bo des­ca­ra­do do que é de to­dos. Ao pas­sar pa­ra a es­fe­ra ju­rí­di­ca do Es­ta­do o pa­tri­mó­nio mi­li­o­ná­rio lo­cu­ple­ta­do por meia dú­zia de pes­so­as, que se apro­vei­tou dos car­gos pú­bli­cos pa­ra dei­xar na mi­sé­ria ex­tre­ma mi­lhões de com­pa­tri­o­tas, é em primeiro lu­gar um ac­to de Justiça, que pe­ca ape­nas pe­lo atra­so. Com a re­cu­pe­ra­ção des­ses mi­lhões de dó­la­res le­va­dos lá fo­ra ou dos activos cons­truí­dos cá den­tro com fun­dos pú­bli­cos, o Es­ta­do an­go­la­no pro­cu­ra, além de dar um si­nal cla­ro de com­ba­te à im­pu­ni­da­de, lan­ça um avi­so à na­ve­ga­ção de que nin­guém es­tá aci­ma da lei, de quem pro­cu­rar ti­rar pa­ra si o que é de to­dos, te­rá a mão pe­sa­da da lei. As ri­que­zas do país de­vem servir aos que a cri­am com tra­ba­lho e su­or. As fa­mí­li­as an­go­la­nas e to­dos aque­les que es­co­lhe­ram An­go­la pa­ra vi­ver de­vem en­con­trar aqui um país de justiça so­ci­al, que dê a to­dos se­gun­do o seu tra­ba­lho ho­nes­to. Que nin­guém mais se apro­vei­te do car­go que ocu­pa no apa­re­lho do Es­ta­do ou do trá­fi­co de in­fluên­ci­as pa­ra o en­ri­que­ci­men­to ilí­ci­to. Que a ri­que­za se­ja fru­to do tra­ba­lho ho­nes­to. As for­ças po­lí­ti­cas, ne­ces­sá­ri­as pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to da nos­sa jo­vem de­mo­cra­cia, são tam­bém aqui cha­ma­das a apoi­ar o ac­tu­al com­ba­te à cor­rup­ção e à im­pu­ni­da­de, por­que quem se sen­te ver­da­dei­ra­men­te pa­tri­o­ta tem a obri­ga­ção éti­ca e mo­ral de aju­dar a cons­truir um país me­lhor pa­ra to­dos. Um país de ho­mens ín­te­gros e so­li­dá­ri­os. Mais do que pro­cu­rar ins­ti­gar os jo­vens à de­so­be­di­ên­cia ci­vil e ao vandalismo, as for­ças po­lí­ti­cas, nes­ses tem­pos de pan­de­mia, de­vi­am jun­tar si­ner­gi­as pa­ra pro­jec­tar um país de justiça so­ci­al, vi­ra­do pa­ra a so­lu­ção dos pro­ble­mas do po­vo.

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