Jornal de Angola

Raul Danda sepultado no cemitério de Malembo

- Bernardo Capita | Cabinda

Os restos mortais do deputado Raul Manuel Danda foram sepultados, ontem, na comuna de Malembo, 35 quilómetro­s a norte da cidade de Cabinda. No Pavilhão de Jogos da Escola Barão Puna, onde o corpo foi velado, o governador provincial, Marcos Nhunga, homenageou Raul Danda, consideran­do-o uma figura exemplar. Além da homenagem do governador da província , foram lidas mensagens da família, da UNITA e da Assembleia Nacional, que destacaram as qualidades do deputado e jornalista Raul Danda.

O corpo do deputado Raul Danda, falecido sábado, em Luanda, por doença, foram a enterrar, ontem, sextafeira, no cemitério do Zene, comuna de Malembo, sua terra natal, em Cabinda.

Lágrimas, gritos e tristeza foi o que se constatou na cerimónia fúnebre, assistida por várias entidades, entre deputados à Assembleia Nacional, membros do governo da província, autoridade­s tradiciona­is e religiosas, magistrado­s judiciais e do Ministério Público, representa­ntes da sociedade civil, familiares e amigos do malogrado.

A primeira vice-presidente da Assembleia Nacional, Emília Carlota Dias, considerou prematura a morte de Raul Danda, por ter sido “um homem de grande dimensão, por causa da sua personalid­ade e da forma como forjou o seu percurso como deputado, académico, actor convicto, cheio de ideias que sempre acreditou numa Angola melhor e de inclusão.” Raul Danda, prosseguiu, foi um homem ferrenho e aguerrido nos debates parlamenta­res e defensor dos interesses mais legítimos do povo angolano. “Foi um grande filho de Angola e de Cabinda em particular”, sublinhou, Emília Carlota Dias, momentos depois da descida da urna à sepultura.

Posteriorm­ente, a deputada considerou relevantes as homenagens prestadas ao malogrado, sobretudo na vertente tradiciona­l, pela população da comuna de Malembo. Este tributo, disse, só foi possível pelo facto de Raul Danda ter sido “um homem de cultura e que valorizava os hábitos e costumes do nosso país”.

O secretário-geral da Assembleia Nacional, Agostinho de Nery, disse que a morte de Raul Danda foi uma situação inesperada, acrescenta­ndo que “o malogrado foi sempre uma pessoa que soube ser e estar e, sobretudo, interpreta­r muito bem o que é ser um parlamenta­r”. “Descrever a pessoa do Danda é muito difícil neste momento”, concluiu Agostinho de Nery.

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JOSÉ SOARES | EDIÇÕES NOVEMBRO | CABINDA
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JOSÉ SOARES | EDIÇÕES NOVEMBRO | CABINDA No funeral, foram destacadas as qualidades do deputado

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