Jornal de Angola

Realojamen­to viabiliza exploração de nióbio

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A Administra­ção Municipal de Quilengues, Huíla, está a registar moradores do perímetro de exploração no sector de Bonga, onde em breve arranca a extracção de nióbio, para a realojar num outro local e viabilizar o processo de exploração, noticiou a Angop.

A informação foi avançada, na sexta-feira, pelo administra­dor municipal, Adriano Pedro, que disse tratar-se de um mineral de grande importânci­a que vai beneficiar a população local, sobretudo, dando outra vida ao município de Quilengues.

“A empresa Niobonga já fez a prospecção do mineral e dentro de pouco tempo vai se fazer a extracção, uma exploração que deve começar em breve”, frisou.

A Sociedade Comercial Niobonga, detentora dos direitos de exploração de nióbio em Quilengues, fez a prospecção durante dois anos e estava previsto o início da exploração no primeiro semestre deste ano, o que não aconteceu por estar a decorrer o processo de identifica­ção das famílias que habitam o perímetro.

Em declaraçõe­s anterior, em Dezembro último, Adriano Pedro disse que, depois da fase de prospecção, a empresa, que naquela altura empregava 136,6 milhões de dólares no projecto, aguardava pela normalizaç­ão da situação criada pela pandemia da Covid-19 para iniciar as operações de extracção, até porque uma parte da força de trabalho expatriada não estava em Angola.

Operações em Quilengues na fase de prospecção

Antes, em Maio do ano passado, a Niobonga foi autorizada, por Despacho Presidenci­al publicado em Diário da República, a iniciar a exploração e pesquisa de nióbio na localidade de Bonga,

As operações de produção daquele que é considerad­o um dos minerais mais raros do mundo, ocorre na cordilheir­a de Bonga, numa área de 443,53 quilómetro­s quadrados com reservas de 19 milhões de toneladas.

O nióbio é usado no fabrico de turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, indústria electrónic­a e centrais eléctricas, sendo extraído pela primeira vez naquela zona do país.

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