Nós te­mos di­fi­cul­da­des de cli­en­tes para com­prar o ci­men­to

As­so­ci­a­ção da In­dús­tria Ci­men­tei­ra da An­go­la (AICA) re­ve­la que es­tão em cur­so ne­go­ci­a­ções, para que o pro­du­to pos­sa tam­bém ser co­mer­ci­a­li­za­do na RDC e Zâm­bia

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página - An­tó­nio Eu­gé­nio

Opre­si­den­te da As­so­ci­a­ção da In­dús­tria Ci­men­tei­ra da An­go­la (AICA), Ma­nu­el Jú­ni­or Pa­ca­vi­ra, dis­se ao JE que as cin­co fá­bri­cas exis­ten­tes no país apre­sen­tam um ex­ce­den­te de pro­du­ção na or­dem dos dois mi­lhões e trin­ta mil to­ne­la­das de ci­men­to por ano, já que a pro­du­ção ins­ta­la­da é de oi­to mi­lhões 30 mil to­ne­la­das por ano.

O ex­ce­den­te po­de ser co­mer­ci­a­li­za­do em paí­ses vi­zi­nhos e, nes­te mo­men­to, avan­çou a fonte, es­tão em cur­so ne­go­ci­a­ções com as au­to­ri­da­des co­mer­ci­ais da Re­pú­bli­ca De­mo­crá­ti­ca do Con­go, para es­te ab­sol­ver a qu­an­ti­da­de em ex­ces­so. “Estamos ago­ra com di­fi­cul­da­des de cli­en­tes que com­prem o nos­so ci­men­to, daí ter­mos urgência em en­con­trar so­lu­ção”, dis­se.

Pre­o­cu­pa­ção

A pa­ra­li­sa­ção de al­gu­mas obras, o bai­xo po­der de com­pra, o es­ta­do avan­ça­do de de­gra­da­ção das es­tra­das na­ci­o­nais são apon­ta­dos co­mo fac­to­res que blo­quei­am a co­mer­ci­a­li­za­ção do ci­men­to no país.

Es­tes fac­to­res es­tão tam­bém a dar va­zão para que o ci­men­to se­ja co­mer­ci­a­li­za­do a pre­ço al­to, pre­ju­di­can­do os cli­en­tes e sin­gu- la­res que even­tu­al­men­te pre­ten­dem fa­zer obras.

Por exem­plo, re­fe­riu, “para o ci­men­to che­gar à Ca­bin­da tem de ser por via ma­rí­ti­ma e quan­do che­ga ao por­to, as ta­xas são al­tas. Is­so faz com que, quan­do o pro­du­to che­ga, se­ja ven­di­do a pre­ços al­tos”.

As pro­vín­ci­as do Cu­an­do Cu­ban­go, Cu­ne­ne e Huí­la são ou­tras lo­ca­li­da­des on­de o pre­si­den­te das ci­men­tei­ras con­si­de­ra que o pre­ço de co­mer­ci­a­li­za­ção é ele­va­do, por di­fi­cul­da­des na trans­por­ta­ção.

O res­pon­sá­vel apon­ta que a in­dús­tria ci­men­tei­ra an­go­la­na cres­ceu ex­po­nen­ci­al­men­te nos úl­ti­mos 14 anos, fruto das ne­ces­si­da­des da re­cons­tru­ção do país.

Par­ce­ria

A AICA re­ve­lou que um dos seus as­so­ci­a­dos, no­me­a­da­men­te a CIF, tem uma ca­pa­ci­da­de de pro­du­ção de 3,6 mi­lhões de to­ne­la­das por ano e a Ci­man­go­la com 1,8 mi­lhões.

A Fá­bri­ca de Ci­men­to do Kwan­za Sul (FCKS) tem uma pro­du­ção de 1,4 mi­lhões, a Ci­men­fort, lo­ca­li­za­da no mu­ni­cí­pio da Ca­tum­be­la (Ben­gue­la) tem uma pro­du­ção de 1,4 mi­lhões e a Sé­cil Lo­bi­to pro­duz 260 mil to­ne­la­das por ano.

A ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da do Clin­quer re­pre­sen­ta 6,4 mi­lhões de to­ne­la­das. Até 2016, o ci­men­to ti­nha atin­gi­do uma pro­du­ção de 8 mi­lhões de to­ne­la­das e, des­de 2017, a ci­fra fi­xou-se em 8,6 mi­lhões.

Nos úl­ti­mos qua­tro anos, a co­mer­ci­a­li­za­ção de ci­men­to apre­sen­tou re­sul­ta­dos pou­co ani­ma­do­res, ten­do al­can­ça­do 4,9 mi­lhões de to­ne­la­das, em mé­dia.

Por exem­plo, em 2015 fo­ram co­mer­ci­a­li­za­das 5,1 mi­lhões de to­ne­la­das, em 2016 em tor­no de 3,8, em 2017 bai­xou-se para 2,6 e, até o mês de Ou­tu­bro pas­sa­do, atin­giu-se 2,2 mi­lhões de to­ne­la­das.

O re­pre­sen­tan­te da as­so­ci­a­ção re­ve­lou ain­da que a ní­vel da uti­li­za­ção dos equi­pa­men­tos, em re­la­ção à ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da, ve­ri­fi­cou-se uma mé­dia de 61 por cen­to em 2014, su­biu-se para 64% em 2015, em 2016 para 48% e, em 2017, bai­xou-se para 30 por cen­to.

NÓS TE­MOS DI­FI­CUL­DA­DES DE CLI­EN­TES PARA COM­PRA­REM O CI­MEN­TO, DAÍ A NE­CES­SI­DA­DE DE EN­CON­TRAR UMA SO­LU­ÇÃO

VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Até o ano de 2016, o ci­men­to ti­nha atin­gi­do a pro­du­ção de 8 mi­lhões de to­ne­la­das e em 2017 ci­frou-se em 8,6 mi­lhões, o que re­pre­sen­tou um gran­de ga­nho

VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Pre­si­den­te da AICA, Ma­nu­el Jú­ni­or Pa­ca­vi­ra, des­cre­ve os avan­ços do sec­tor

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