QUAN­DO O PE­TRÓ­LEO DE AN­GO­LA SUR­GIU COMO FOR­TE ES­PE­RAN­ÇA

Jornal de Economia & Financas - - Destaque -

Quan­do An­go­la se pre­dispôs a pro­du­zir pe­tró­leo, ao lan­çar a ac­ti­vi­da­de de pros­pec­ção e pes­qui­sa de hi­dro­car­bo­ne­tos, no “offsho­re” da Ba­cia do Con­go e na Ba­cia do Kwan­za, no lon­gín­quo ano de 1910, es­ta­va bem lon­ge da cons­ci­ên­cia dos an­go­la­nos o na­ci­o­na­lis­mo as­sen­te na con­quis­ta da in­de­pen­dên­cia. Já o mes­mo não se po­de di­zer quan­do o sis­te­ma co­lo­ni­al apos­tou na pro­du­ção de pe­tró­leo, em 1955, qua­ren­ta anos de­pois de ter si­do per­fu­ra­do o pri­mei­ro po­ço. Ain­da em 1955, ocor­reu a pri­mei­ra des­co­ber­ta co­mer­ci­al de pe­tró­leo, no va­le do Kwan­za, fei­ta pe­la Pe­tro­fi­na. Esta em par­ce­ria com o go­ver­no co­lo­ni­al, cri­ou a Fi­na Pe­tró­le­os de An­go­la (Pe­tran­gol) e cons­truiu a Re­fi­na­ria de Lu­an­da, para pro­ces­sa­men­to do cru­de. Em 1962 foi efec­tu­a­do pe­la Ca­bin­da Gulf Oil Com­pany (CABGOC) o pri­mei­ro le­van­ta­men­to sís­mi­co do “offsho­re” de Ca­bin­da, on­de, em Se­tem­bro des­se mes­mo ano, sur­giu a pri­mei­ra des­co­ber­ta. Qua­se 11 anos de­pois, já bem pró­xi­mo da “Re­vo­lu­ção dos Cra­vos” que le­vou as an­ti­gas co­ló­ni­as à in­con­di­ci­o­nal in­de­pen­dên­cia, o pe­tró­leo tor­nou-se a prin­ci­pal ma­té­ria de ex­por­ta­ção. Em 1974 a pro­du­ção che­gou aos 172 mil bar­ris de pe­tró­leo dia, o má­xi­mo que foi pro­du­zi­do no pe­río­do co­lo­ni­al. Com a in­de­pen­dên­cia na­ci­o­nal, a 11 de No­vem­bro de 1975, ve­ri­fi­cou-se a pri­mei­ra que­bra nos in­di­ca­do­res de pro­du­ção, ten­do caí­do, em 1976, para 100 mil bpd (bar­ris de pe­tró­leo dia). Eram três as con­ces­sões que for­ne­ci­am pe­tró­leo an­go­la­no e lo­ca­li­za­vam-se no “offsho­re” de Ca­bin­da e nos “onsho­re” do Kwan­za e Con­go. En­tre 1952 e 1976 fo­ram re­a­li­za­dos le­van­ta­men­tos sís­mi­cos a um es­pa­ço cor­res­pon­den­te a trin­ta qui­ló­me­tros e 500 me­tros, fo­ram per­fu­ra­dos 368 po­ços de pros­pec­ção e pes­qui­sa e ou­tros 302 po­ços de de­sen­vol­vi­men­to e, tam­bém, fo­ram des­co­ber­tos um to­tal de 23 cam­pos, dos quais três no mar. Mas, a ex­plo­ra­ção em águas pro­fun­das, na par­te an­go­la­na do Oce­a­no Atlân­ti­co, só ar­ran­cou em 1991, com a ad­ju­di­ca­ção do Blo­co 16 à com­pa­nhia pe­tro­lí­fe­ra To­tal e su­as as­so­ci­a­das, a que se se­gui­ram os Blo­cos 14 (Che­vron e as­so­ci­a­das), 15 (Es­so, BP, ENI e Equi­nor), 17 (To­tal, Es­so e as­so­ci­a­das)), 18 (BP e SSI) e 20 (So­nan­gol e BP).

EX­PLO­RA­ÇÃO EM ÁGUAS PRO­FUN­DAS DO OCE­A­NO ATLÂN­TI­CO SÓ AR­RAN­COU EM 1991

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Mer­ca­do pe­tro­lí­fe­ro na­ci­o­nal tem ac­tu­al­men­te 10 ope­ra­do­ras

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