Idei­as e opor­tu­ni­da­des de ne­gó­cio

É co­mum en­tre os jo­vens em­pre­en­de­do­res a exis­tên­cia de conflitos na dis­tin­ção cla­ra do que re­pre­sen­ta uma ideia ou uma opor­tu­ni­da­de efec­ti­va para se fir­mar no mer­ca­do

Jornal de Economia & Financas - - Gestão - Car­los Car­do­so

De acor­do com Do­la­be­la, a ideia cau­sa gran­de fas­cí­nio ao seu cri­a­dor. O ape­go à ideia im­pe­de a sua aná­li­se para que se­ja de­vi­da­men­te va­li­da­da e fre­quen­te­men­te trans­for­ma-se na ra­zão do in­su­ces­so. O dis­tan­ci­a­men­to emo­ci­o­nal é im­pres­cin­dí­vel ao jo­vem em­pre­en­de­dor.

Um dos mai­o­res mi­tos a res­pei­to de no­vas idei­as de ne­gó­cio é que elas de­vam ser úni­cas. O fac­to de uma ideia ser ou não úni­ca não im­por­ta. O que im­por­ta

mes­mo é que o em­pre­en­de­dor uti­li­ze a sua ideia, iné­di­ta ou não, de mo­do a trans­for­má-la num pro­du­to ou ser­vi­ço que fa­ça a sua em­pre­sa cres­cer.

As opor­tu­ni­da­des, ge­ral­men­te são úni­cas, pois o em­pre­en­de­dor po­de fi­car vá­ri­os anos sem ob­ser­var e apro­vei­tar uma opor­tu­ni­da­de de de­sen­vol­ver um no­vo pro­du­to, ga­nhar no­vo mer­ca­do e es­ta­be­le­cer uma par­ce­ria que o di­fe­ren­cie dos seus con­cor­ren­tes.

A opor­tu­ni­da­de tem al­go de no­vo, é atractiva, aten­de a uma de­man­da dos cli­en­tes, es­tá vin­cu­la­da a um pro­du­to ou ser­vi­ço que agre­ga va­lor ao seu con­su­mi­dor.

A ideia po­de trans­for­mar-se nu­ma ar­ma­di­lha que le­ve o em­pre­en­de­dor ao fra­cas­so, pois nas­ce de um es­ta­do de pai­xão.

É acon­se­lhá­vel que o em­pre­en­de­dor teste a sua ideia ou con­cei­to de ne­gó­cio jun­to a cli­en­tes em po­ten­ci­al, em­pre­en­de­do­res mais ex­pe­ri­en­tes (con­se­lhei­ros) e ami­gos pró­xi­mos, evi­tan­do as­sim que a pai­xão pe­la ideia ce­gue a sua vi­são ana­lí­ti­ca do ne­gó­cio. Além do mais, a ideia em si só, não va­le na­da. No em­pre­en­de­do­ris­mo, o im­por­tan­te é sa­ber de­sen­vol­vé-la, im­ple­men­tá-la e cons­truir a par­tir de­la um ne­gó­cio de su­ces­so.

Exis­tin­do uma ideia que se jul­gue in­te­res­san­te e que po­de trans­for­mar-se em ne­gó­cio de su­ces­so, o em­pre­en­de­dor de­ve fazer a si mes­mo e aos só­ci­os as se­guin­tes per­gun­tas:

Quais são os cli­en­tes que com­pra­rão o pro­du­to ou ser­vi­ço da em­pre­sa?

Qual o ta­ma­nho ac­tu­al do mer­ca­do ( em va­lor mo­ne­tá­rio) e em nú­me­ro de cli­en­tes?

O mer­ca­do es­tá em cres­ci­men­to, es­tá­vel ou estagnado? Quem são os con­cor­ren­tes? Não ha­ven­do res­pos­ta para es­sas per­gun­tas bá­si­cas, com da­dos con­cre­tos, en­tão es­ta­mos di­an­te de ape­nas uma ideia e não uma opor­tu­ni­da­de de mer­ca­do.

Ou­tro fac­tor que de­ve ser con­si­de­ra­do é o ti­ming da ideia. Prin­ci­pal­men­te em em­pre­sas de ba­se tec­no­ló­gi­ca, o ti­ming é cru­ci­al, pois a tec­no­lo­gia evo­lui mui­to ra­pi­da­men­te, e com is­so , o ci­clo de vi­da dos pro­du­tos é ca­da vez mais cur­to, exi­gin­do ain­da mai­or ino­va­ção e agi­li­da­de das em­pre­sas para se man­te­rem com­pe­ti­ti­vas no mer­ca­do.

A OPOR­TU­NI­DA­DE TEM AL­GO DE NO­VO É ATRACTIVA ATEN­DE A UMA DE­MAN­DA ES­TÁ VIN­CU­LA­DA A UM PRO­DU­TO OU SER­VI­ÇO QUE AGRE­GA VA­LOR AO CON­SU­MI­DOR

DR

Idei­as bri­lhan­tes quan­do bem de­sen­vol­vi­das po­dem ser trans­for­ma­das em ex­ce­len­tes opor­tu­ni­da­des de ne­gó­cio

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