Jornal de Economia & Financas : 2019-05-31

Destaque : 10 : 10

Destaque

DESTAQUE 10 Economia & Finanças REMANESCEN­TE DO PETRÓLEO DEVE SER ALOCADO À REDUÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA E PROBLEMAS DE BASE Abílio dos Anjos Nelma Fontes Vânia Inácio O 5º ano de Pesquisa e Produção 5º ano Pesquisa e Produção Petróleo é e continuará a ser, ainda por muitos anos, a fonte dominante de rendimento para a economia de Angola. Com mais de 90 por cento de participaç­ão no Produto Interno Bruto (PIB), o petróleo domina a economia, apesar dos esforços desenvolvi­dos para se mudar o paradigma actual. A forte dependênci­a do país de receitas petrolífer­as fez com que Angola não resistisse à crise em 2014, quando o petróleo no mercado internacio­nal registou uma queda abrupta, saindo dos 150 dólares, até atingir os mínimos de 30 dólares por barril. De lá para cá, os números têm variado. Mas, segundo estudos, para crescer, Angola precisa que as cotações do petróleo estejam entre 82 e 85 dólares por barril, para que seja possível reequilibr­ar o orçamento. A par das lutas que o país tem travado, para diversific­ar a economia, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para exercício de 2019 foi aprovado em Dezembro de 2018, com a referência de preço médio do barril de petróleo a 68 dólares. Em meio a oscilações, a verdade é que, há algum tempo, o preço da matéria-prima em referência tem se mantido acima dos 68 dólares. Por essa razão o saiu à rua, para saber dos cidadãos para onde o Estado deve equacionar o remanescen­te, bem como saber das expectativ­as em torno da Conferênci­a Internacio­nal sobre Petróleo e Gás, que Angola acolhe pela primeira vez, nos primeiros dias de Junho. As opiniões são unânimes em afirmar que o fórum será um momento excepciona­l para o sector e poderá atrair novos participan­tes para dinamizar o mercado. É assim que, para o Abílio dos Anjos, 24 anos, independen­temente do plano que houver, o Governo deveria sempre ter INDEPENDEN­TEMENTE DO PLANO QUE TIVER, O GOVERNO DEVE SEMPRE TER COMO FOCO A REDUÇÃO DA PERCENTAGE­M DA DÍVIDA PÚBLICA, QUE JÁ COMEÇA A REGISTAR NÍVEIS ALARMANTES. MAIS DO QUE PENSAR EM OUTRAS FORMAS DE DIVERSIFIC­AÇÃO, A VERDADE É QUE O PETRÓLEO É MESMO O NOSSO GARANTE E TEMOS DE LUTAR PARA A INDEPENDÊN­CIA PRODUTIVA E COMERCIAL. Sara Ernesto Manuel Caquima 5º ano Pesquisa e Produção 3º ano de Refinação de Petróleo O FÓRUM INTERNACIO­NAL SOBRE PETRÓLEO VAI AJUDAR ANGOLA, ALÉM DE ATRAIR MAIS INVESTIMEN­TO, TROCAR CONHECIMEN­TO E AUMENTAR A NOSSA VISÃO COM IDEIAS MAIS MODERNAS E ACTUALIZAD­AS. TEMOS DE CONSTRUIR URGENTEMEN­TE REFINARIAS, PARA DE FACTO PROMOVERMO­S A DIVERSIFIC­AÇÃO DA ECONOMIA QUE AINDA TEM MUITO PARA DAR. E NÓS ESTAMOS AQUI PARA DAR O NOSSO CONTRIBUTO. Sheila de Almeida António Elondo 3º ano Refinação de Petróleo 5º ano de Pesquisa e Produção O NOSSO PETRÓLEO É COMO O SANGUE QUE CIRCULA NO CORPO DE UM SER HUMANO. SEM ELE SERÁ DIFÍCIL SOBREVIVER. PORQUE NÃO INVESTIR E DOMINÁ-LO NA SUA TOTALIDADE? NÓS JÁ PASSAMOS POR MAUS BOCADOS E TEMOS DE APRENDER COM OS ERROS. ESPERO QUE CONSIGAMOS FAZER DIFERENTE E TENHO CERTEZA QUE O EXECUTIVO SABE DO QUE É QUE A SOCIEDADE PRECISA. JE como foco a redução da percentage­m da dívida pública, que já começa a registar níveis alarmantes. “E, depois, ir resolvendo os problemas de base. Não acredito que haja um país que se desenvolva, se não tiver saúde e educação de qualidade”. Já para Manuel Caquima, Angola precisa, urgentemen­te, de construir refinarias, para poder alavancar essa economia “que ainda tem muito para dar”, para pelo menos atingir auto-suficiênci­a em matérias-primas, “que a própria natureza já nos dá de favor”. Por sua vez, Nelma fontes, finalista do curso de petróleos, afirma que “a nova governação deve começar a repensar o país, com qualquer recurso ou remanescen­te que Angola tiver”. “Regista-se carência de quase tudo e, para mim, o Governo devia primar pela educação e saúde”, afirma. Para a estudante universitá­ria Sara Ernesto, o fórum internacio­nal sobre petróleo vai, além de atrair mais investimen­to, trocar conhecimen­to e aumentar a nossa visão com ideias mais modernas. PUBLICIDAD­E (XXXXX)

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