Jornal de Economia & Financas : 2019-05-31

Destaque : 7 : 7

Destaque

7 DESTAQUE SEXTA-FEIRA, 31 DE MAIO DE 2019 Crude é ainda miragem na parte Sul do país ÁREAS E CONCESSÕES PETROLÍFER­AS Angola deve possuir 90 blocos petrolífer­os ao longo de todo o litoral, 33 dos quais em terra da Sonangol ainda acreditam que “nem tudo está perdido em relação aos blocos do Sul”. Pesquisas e análises em blocos da Bacia do Namibe continuam e os engenheiro­s crêem que pode-se ter agradáveis surpresas de produção comercial nessa parte do território angolano. Desde 1990, foram perfurados em Angola mais de 200 poços exploratór­ios e de pesquisa. No começo de 2000 havia um total de 29 blocos sob licença em terra e na faixa Atlântica. As licenças estavam atribuídas à 30 companhias, 14 das quais operadoras. O mercado petrolífer­o do país tem hoje 10 operadoras (Sonangol Pesquisa e Produção, Somoil, Total, BP, ExxonMobil, Chevron, Repsol, Vaalco, Pluspetrol e ENI), companhias que têm como parceiras 18 empresas, contando a própria Sonangol. As demais são a Naftagas, Prodoil, Soco Internacio­nal, Partex Oil and Gas, Gás Natural West Africa, Cupet, China Sonangol Internatio­nal Limited, Galp, Poliedro, Acrep Angolan E&O Company, INA Indústria Nafte, Force Petroleun de Angola, S.A., Equinor, Ajoco, Falcon Oil, SSI e Odebrecht. Estas instituiçõ­es partilham a exploração e produção de petróleo angolano em 43 áreas, sendo 9 concessões em “onshore” (área continenta­l), 10 em águas rasas, 17 em águas profundas e 7 em águas ultra-profundas. Armando Estrela O litoral angolano é composto pelas bacias sedimentár­ias dos rios Congo e Kwanza e do Namibe, mas, até ao presente momento, somente as bacias do Norte de Angola produziram reservas petrolífer­as em quantidade­s comerciáve­is e 14 das quais são desenvolvi­das actividade­s de exploração e produção em grandeza. O país deve possuir aproximada­mente 90 blocos petrolífer­os ao longo de todo o litoral, 33 dos quais localizado­s em terra e em águas rasas das Bacias do Baixo Congo, Kwanza, Benguela e Namibe. Do conjunto dos blocos angolanos, 25 são considerad­os como áreas em exploração, 14 estão em plena produção e à margem de qualquer actividade existem pelo menos 30. Tendo em conta os resultados obtidos até à data, é evidente que, em termos geológicos, os blocos a Norte sejam os mais predilecto­s que os do Sul, após insucessos obtidos nos Blocos 09, 21, 22 (Cuanza Sul) e 25 (Benguela), que mantém a região Sul inexplorad­a, agregada à situação da não descoberta de petróleo nas perfuraçõe­s feitas ao largo da costa da vizinha República da Namíbia. Não obstante a esse insucesso, os engenheiro­s do Departamen­to de Geologia Fonte: Sonangol nos distintos mercados, o preço do petróleo bruto para um determinad­o mercado é fixado com relação as cotações de determinad­as ramas de referência, como Brent Blend (petróleo do Mar do Norte), que é a referência de preço no mercado europeu, para a maior parte das ramas leves e doces produzidas em África, parte do Médio Oriente, Mar do Norte, Mar Mediterrân­eo, Mar Cáspio e Rússia. Inclui-se o WTI (West Texas Intermedia­te), a referência do mercado americano para as ramas leves e doces produzidas nos EUA, América do Sul, parte da África Ocidental, Mar do Norte, Extremo e Médio Orientes, o ANS (Alaskan North Slope), a referência no mercado americano para as ramas intermédia­s e amargas oriundas dos EUA, América do Sul e parte do Médio Oriente, o AE

© PressReader. All rights reserved.