AS TA­XAS DE JU­RO SÃO ELE­VA­DAS

Jornal de Economia & Financas - - Entrevista -

Os pre­ços ac­tu­ais de vi­a­tu­ras no­vas es­tão aquém do bol­so dos fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos. O que es­tá a ser fei­to pa­ra in­ver­ter o ac­tu­al qua­dro?

É ver­da­de que o po­der de com­pra é mais li­mi­ta­do. Ou­tra di­fi­cul­da­de é que o aces­so ao cré­di­to já foi mais fá­cil. A ta­xa de ju­ros pra­ti­ca­da ac­tu­al­men­te pe­lo sis­te­ma ban­cá­rio so­bre em­prés­ti­mos é mui­to ele­va­da o que im­pos­si­bi­li­ta que o ci­da­dão co­mum pos­sa uti­li­zar es­te re­cur­so.Os pre­ços de vi­a­tu­ras são di­rec­ta­men­te afec­ta­dos pe­la des­va­lo­ri­za­ção do kwan­za.

O anún­cio so­bre a re­to­ma da im­por­ta­ção de vi­a­tu­ras usa­das cau­sou al­gum des­con­for­to à as­so­ci­a­ção?

De ma­nei­ra ne­nhu­ma, até por­que o seu im­pac­to nas nos­sas ven­das é mui­to li­mi­ta­do, pe­las ra­zões já re­fe­ri­das. Even­tu­al­men­te até po­de­rá pro­vo­car um au­men­to na ven­da de pe­ças.

Os cli­en­tes re­cla­mam pe­la al­ta de pre­ços das pe­ças so­bres­sa­len­tes, fa­vo­re­cen­do o mer­ca­do pa­ra­le­lo na aqui­si­ção das mes­mas. Não pensam cri­ar uma no­va po­lí­ti­ca de ven­da de pe­ças?

Os pre­ços das pe­ças são afec­ta­dos pe­la des­va­lo­ri­za­ção do kwan­za. Gran­de par­te das pe­ças do mer­ca­do pa­ra­le­lo não são de ori­gem, e mui­tas de­las po­dem ser fal­sas, e por­tan­to, de má qua­li­da­de. Lo­go, são de fac­to mais ba­ra­tas. Te­mos com bas­tan­te frequên­cia cli­en­tes que re­cor­rem às nos­sas ofi­ci­nas pa­ra cor­ri­gir pro­ble­mas pro­vo­ca­dos por apli­ca­ção de pe­ças de má qua­li­da­de fei­tas fo­ra do nos­so cir­cui­to. A qua­li­da­de dos nos­sos ser­vi­ços se­rá no ge­ral su­pe­ri­or, de­vi­do à qua­li­da­de dos nos­sos co­la­bo­ra­do­res, equi­pa­men­tos e pe­ças uti­li­za­das de al­ta qua­li­da­de.

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