Lei­te em pó con­cre­ti­za "Fei­to em An­go­la"

Em­bo­ra o pre­ço de ven­da de uma la­ta de 1,8 qui­lo­gra­ma es­te­ja ain­da um pou­co aci­ma das ex­pec­ta­ti­vas por ser só ela mais de 10% do sa­lá­rio mí­ni­mo na­ci­o­nal a ofer­ta de mar­cas lo­cais es­tá ca­da vez mais vi­sí­vel

Jornal de Economia & Financas - - Preços - Isa­que Lou­ren­ço

Be­ber lei­te é re­co­men­dá­vel. Dos pri­mei­ros di­as de vi­da ao es­ta­do adul­to, tal re­co­men­da­ção vi­sa a com­pen­sa­ção de ca­rên­ci­as de ou­tros nu­tri­en­tes não in­ge­ri­dos pe­lo or­ga­nis­mo hu­ma­no.

A ver­da­de é que até aos nos­sos di­as ter lei­te à me­sa e na quan­ti­da­de que se quer ain­da é pri­vi­lé­gio pa­ra pou­cos.

O pre­ço da la­ta de lei­te em pó de 1,8 qui­lo­gra­ma os­ci­la en­tre kz 2.500 e 4.800, um va­lor que é se­gu­ra­men­te em mé­dia su­pe­ri­or a 10 por cen­to do Sa­lá­rio Mí­ni­mo Na­ci­o­nal, mui­to re­cen­te­men­te ajus­ta­do pa­ra kz 26 e 30.ooo.00.

O que se nos dá a ver pe­los su­per­mer­ca­dos e tal­vez se­ja a boa no­tí­cia, pa­ra con­ten­tar os olhos e os ou­vi­dos, quan­do era mais im­por­tan­te a bar­ri­ga, é que a mai­o­ria das mar­cas que es­tão em amos­tra nos su­per­mer­ca­dos são de pro­du­ção na­ci­o­nal.

O mes­mo ce­ná­rio po­de tam­bém ser vis­to nos UHT, vul­go lei­te lí­qui­do ou de pa­co­te, que tam­bém mai­o­ri­ta­ri­a­men­te é su­por­ta­do por mar­cas na­ci­o­nais, mui­tas das quais fa­zem a pre­fe­rên­cia da pro­cu­ra.

En­tre o la­men­to de quem não o tem à me­sa por in­ca­pa­ci­da­de de com­prar e os ou­tros que co­me­çam a sor­rir pe­la pre­sen­ça de mais mar­cas an­go­la­nas, o pro­gra­ma de substituiç­ão das im­por­ta­ções pa­re­ce es­tar nu­ma tra­jec­tó­ria de as­cen­ção ple­na e com re­sul­ta­dos bas­tan­tes vi­sí­veis na eco­no­mia.

JA IMA­GENS

Pra­te­lei­ras re­che­a­das com mar­cas de lei­te em pó e lí­qui­do (UHT) fei­tos lo­cal­men­te

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