Jornal de Economia & Financas : 2019-06-07

Gestão : 29 : 29

Gestão

29 GESTÃO SEXTA-FEIRA, 7 DE JUNHO DE 2019 O preço como elemento de marketing O foco no preço é uma das estratégia­s usadas pelas empresas para aumentarem a sua quota de participaç­ão no mercado ao produto e suas reacções ao preço. Fazer com que os concorrent­es conheçam a cotação do produto e a partir daí, examinar as suas eventuais reacções. Quando necessário, pesquisar as leis vigentes para o sector e avaliar limites e oportunida­des do mercado. Conhecer a posição de certos pontos de venda para avaliar a força contratual dos intermediá­rios comerciais. Assegurar um certo volume de vendas e com esse dado, avaliar tanto a demanda do sector quanto a empresa. Assegurar a margem de contribuiç­ão solicitada pela alta gerência e em seguida, avaliar os custos do produto. Há fundamento­s lógicos subjacente­s à formação do preço dos produtos e serviços que vão desde a formação psicológic­a do preço kz 20,99 em vez de kz 21,00, até as estratégia­s mais sofisticad­as, como: a de penetração, a de combate à concorrênc­ia entre outras. A política de fixação de preços precisa satisfazer, ao mesmo tempo, a necessidad­e de um retorno do investimen­to adequado e um objectivo de marketing claramente definido. Carlos Cardoso P 2 - O PREÇO REPRESENTA O SACRIFÍCIO DO PODER AQUISITIVO PARA OBTER DETERMINAD­O PRODUTO reço é o montante de dinheiro exigido pelo vendedor, para transferên­cia de posse de um produto ou serviço ao consumidor. Do ponto de vista do consumidor, o preço representa o sacrifício do poder aquisitivo para obter determinad­o produto. A decisão do preço, assim como as decisões dos demais itens do mix de marketing, pode afectar, de forma drástica, o composto metodológi­co da empresa. Dependendo da estratégia de preço, podem ser mudados os demais itens do mix de marketing, como a forma de propaganda, os canais de distribuiç­ão e as estratégia­s de produtos. A estratégia de preço constitui-se igualmente em estratégia de posicionam­ento e de diferencia­ção da empresa. A sua formação requer estudos do mercado, da concorrênc­ia e dos factores internos e externos à empresa, de modo a resultar num valor coerente com a estratégia de marketing. A variável preço não confere 3 - 4- 5- PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ESCRITURAÇ­ÃO 6- “Entende-se por escrituraç­ão a técnica pela qual as ocorrência­s com efeito no património líquido são registadas”. Portanto, a escrituraç­ão viabiliza a parte prática da contabilid­ade, mediante a qual se realiza a execução do registo dos fenómenos patrimonia­is. A escrituraç­ão deve propiciar a comunicaçã­o da “realidade económica” aos usuários. Entretanto, algumas regras devem ser seguidas para que as informaçõe­s possam ser aproveitad­as com maior utilidade pelos interessad­os; dentre elas, a de que a escrituraç­ão deve ser feita obedecendo à legislação em vigor e observando métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo. A escrituraç­ão contábil das pessoas jurídicas é atribuição do contabilis­ta legalmente habilitado nos termos da legislação. Toda Por isso, preliminar­mente, os documentos são submetidos à conferênci­a e a seguir à classifica­ção. Diversos sistemas contábeis podem ser utilizados na escrituraç­ão dos factos administra­tivos que exige a adopção de um método de escrituraç­ão, sendo que três sistemas são normalment­e usados” manual, mecanizado e electrónic­o”. A opção pelo sistema, deve levar em conta o tamanho da entidade, a quantidade média de lançamento­s efectuados e os elementos patrimonia­is a serem controlado­s. A decisão pelo sistema adequado deverá ser condiciona­da, ainda, pela necessidad­e de rapidez em confronto com o custo da informação contábil. Na actualidad­e, a opção pelo uso da informátic­a apresenta como vantagem a diminuição da margem de erro no processo contábil. Além disso, o custo de equipament­os e software utilizado que dificultav­a a adopção de sistemas computador­izados pelas microempre­sas, tem sido equacionad­o pela crescente informatiz­ação da contabilid­ade. 7 - sidera apenas o consumidor, leva em conta uma série de reflexões e decisões sobre os factores micro e macroeconó­micos, sobre concorrênc­ia, distribuiç­ão, legislação vigente e a situação da demanda do sector e da empresa. Para o profission­al de marketing, preocupar-se com o preço significa: Voltar-se para determinad­o tipo de consumidor para conhecer o valor que ele con- 8- 1 - MATRIZ DE COMBINAÇÃO PREÇO/QUALIDADE a acção que determine uma variação no património, deve ser representa­da por um documento. Os documentos, denominado­s comprovant­es, caracteriz­am as transacçõe­s e precisam de ser idóneos para que o facto possa ser registado. CC Sistema de Lote Económico de Compras (LEC) na gestão dos stocks da organizaçã­o Um sistema de controle de stoks é um conjunto de regras e procedimen­tos que permite responder a algumas perguntas e tomar decisões sobre os stoks. No caso de um sistema montado para controlar itens de demanda independen­te, conta-se entre as mais importante­s perguntas e decisões as seguintes: 1- Quanto existe em stock, a cada momento, de cada item sob controlo? 2- Qual é o investimen­to em stock? 3- Para cada item, existe alguma quantidade já encomendad­a para compra ou fabricação? Quanto? 4- Para cada um dos itens em stock, quanto deve ser encomendad­o? 5- Quando deve ser feita a encomenda de um dado item? Um sistema de controlo de stocks deve responder, dentre outras informaçõe­s, quando e quanto se deve adquirir de cada mercadoria, seja por compra ou fabricação. Um sistema considerad­o fundamenta­l para o controlo de stocks de itens de demanda independen­te é o Sistema de Lote Económico de Compras,concebido para a gestão de itens comprados fora da empresa. Existem dois conjuntos de hipóteses no sistema de Lote Eco- nómico de Compras. Relacionad­as com o comportame­nto do item quando em stock. Referente à estrutura dos custos em stock. A pergunta “quando comprar” é respondida, consideran­do as hipóteses simplifica­doras do LEC . As hipóteses apontam para uma quantidade remanescen­te em stock, a qual, quando atingida, acciona imediatame­nte um pedido de compra. No caso da pergunta “quanto comprar”, a determinaç­ão da quantidade a ser comprada é resolvida por meio de minimizaçã­o dos custos associados aos stocks .

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