Eco­no­mia con­traiu no I tri­mes­tre des­te ano 0,4 por cen­to.

Jornal de Economia & Financas - - Primeira Página -

A eco­no­mia an­go­la­na vol­tou a con­trair-se no pri­mei­ro tri­mes­tre de 2019, cer­ca de 0,4 por cen­to, em ter­mos ho­mó­lo­gos. Es­ta foi uma das con­clu­sões do Re­la­tó­rio do Iº se­mes­tre, pu­bli­ca­do re­cen­te­men­te pe­lo Ga­bi­ne­te de Es­tu­dos e Es­tra­té­gia da Co­mis­são do Mer­ca­do de Ca­pi­tais (CMC), re­to­ma­do na pá­gi­na de in­ter­net do Mi­nis­té­rio das Fi­nan­ças.

O do­cu­men­to faz uma in­cur­são aos mer­ca­dos e tam­bém so­bre a ma­cro­e­co­no­mia.

Se­gun­do se lê, a va­ri­a­ção é atri­buí­da, fun­da­men­tal­men­te, às ac­ti­vi­da­des de Co­mér­cio (-3,2%), fi­nan­cei­ras (-4,8%), In­dús­tria Trans­for­ma­do­ra (- 6,5%), Te­le­co­mu­ni­ca­ções (- 6,8%), e Pe­tró­leo (- 6,9%). En­tre­tan­to, com as re­for­mas eco­nó­mi­cas em cur­so des­de o iní­cio de 2019, já se ve­ri­fi­cam me­lho­ri­as na eco­no­mia na­ci­o­nal per­mi­tin­do um de­crés­ci­mo da eco­no­mia ca­da vez me­nor. Quan­to ao ní­vel ge­ral de pre­ços, o re­la­tó­rio es­pe­lha que a ten­dên­cia tem si­do de­cres­cen­te ao lon­go do se­mes­tre e que no fi­nal do pe­río­do em aná­li­se o va­lor fi­xou-se em cer­ca de 16,94 por cen­to, em ter­mos ho­mó­lo­gos.

Com o de­crés­ci­mo re­gis­ta­do no fi­nal do se­mes­tre, a ta­xa de in­fla­ção foi 2,58 p.p. in­fe­ri­or à ta­xa ob­ser­va­da no fi­nal do pe­río­do ho­mó­lo­go em 2018, e 1,66 p.p. in­fe­ri­or à ta­xa ob­ser­va­da no fi­nal do se­mes­tre an­te­ri­or. Des­te mo­do, a ta­xa de in­fla­ção man­tém-se aci­ma da me­ta es­ta­be­le­ci­da pa­ra 2019 (15%).

No do­mí­nio da Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria, o pe­río­do em aná­li­se fi­cou fun­da­men­tal­men­te mar­ca­do pe­la re­du­ção da Ta­xa BNA em 0,25 p.p. (ao pas­sar de 15,75% pa­ra 15,5%) e pe­la de­ci­são do Co­mi­té de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (CPM) do BNA de man­ter a Ta­xa de Ju­ros da Fa­ci­li­da­de Per­ma­nen­te de Ab­sor­ção de Li­qui­dez em 0,0 por cen­to.

As Re­ser­vas In­ter­na­ci­o­nais Lí­qui­das (RIL), de acor­do com o re­fe­ri­do re­la­tó­rio, apre­sen­ta­ram uma tra­jec­tó­ria de­cres­cen­te ao lon­go do se­mes­tre em aná­li­se, si­tu­an­do-se em usd 10,2 mil mi­lhões no fi­nal de Ju­nho, o que re­pre­sen­ta uma va­ri­a­ção ne­ga­ti­va de cer­ca de 3,8 por cen­to fa­ce ao va­lor ob­ser­va­do no fi­nal do se­mes­tre an­te­ri­or (usd 10,6 mil mi­lhões).

No Mer­ca­do Cam­bi­al, du­ran­te o pri­mei­ro se­mes­tre de 2019, a mo­e­da na­ci­o­nal de­pre­ci­ou- se fa­ce ao dó­lar em cer­ca de 9,98 por cen­to, en­quan­to o Mer­ca­do In­ter­ban­cá­rio an­go­la­no re­gis­tou, em igual pe­río­do, uma ta­xa de ju­ros a 1 dia (Lui­bor over­night) de 14,91, re­pre­sen­tan­do uma va­ri­a­ção ne­ga­ti­va na or­dem dos 10,99.

Se­gun­do o mes­mo es­tu­do, o Mer­ca­do de Dí­vi­da Pú­bli­ca ve­ri­fi­cou, no pe­río­do, uma di­mi­nui­ção na emis­são em tor­no de 25,92por cen­to, fa­ce ao ve­ri­fi­ca­do no se­gun­do se­mes­tre de 2018. De acor­do com os da­dos di­vul­ga­dos pe­la UGD, no pe­río­do em aná­li­se, o va­lor da emis­são de Tí­tu­los do Te­sou­ro si­tu­ou-se em tor­no de 503,01 mil mi­lhões de dó­la­res. Des­te va­lor, 364,58 mil mi­lhões cor­res­pon­dem a Bi­lhe­tes do Te­sou­ro (BT) e 138,42 mil mi­lhões a Obri­ga­ções de Te­sou­ro (OT).

Du­ran­te o pri­mei­ro se­mes­tre, as com­mo­di­ti­es ana­li­sa­das apre­sen­ta­ram um desempenho po­si­ti­vo. O Brent, re­fe­rên­cia das ex­por­ta­ções an­go­la­nas, re­gis­tou uma va­ri­a­ção po­si­ti­va de 23,70por­cen­to, fi­xan­do-se em usd 66,55/bar­ril no fi­nal do pe­río­do em aná­li­se.

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In­dús­tria Trans­for­ma­do­ra con­tri­buiu no fra­co desempenho do re­fe­ri­do pe­río­do

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