O RE­A­JUS­TE DOS PRE­ÇOS DOS SER­VI­ÇOS PÚ­BLI­COS E PRI­VA­DOS

Jornal de Economia & Financas - - Voz Do Cidadão - Al­ber­to Qui­lu­ta

Nu­ma ron­da, pa­ra sa­ber o im­pac­to das cons­tan­tes de­pre­ci­a­ções dos ser­vi­ços pú­bli­cos e pri­va­dos foi pos­sí­vel ve­ri­fi­car, que tal fac­to es­tá a in­flu­en­ci­ar na va­ri­a­ção dos pre­ços, co­mo os trans­por­tes pú­bli­cos (com­boi­os e au­to­car­ros), ener­gia, água, Zap, TV Ca­bo, DSTV e a pos­sí­vel su­bi­da dos com­bus­tí­veis.

A ru­bri­ca “Voz do ci­da­dão” foi à rua ou­vir opi­niões e pos­sí­veis so­lu­ções na vi­são da­que­les, que são tam­bém des­ti­na­tá­ri­os e be­ne­fi­ciá­ri­os dos ser­vi­ços.

Jor­ge Pau­lo, fun­ci­o­ná­rio pú­bli­co é de opi­nião que, ha­ja mai­or con­tro­lo nas de­ci­sões. As en­ti­da­des re­gu­la­do­ra e dis­ci­pli­nar de­vem ter em aten­ção as su­as ta­re­fas, por­que es­te é um país que tem leis, mas pe­los vis­tos as pes­so­as não cum­prem com as leis exis­ten­tes, dan­do pri­vi­lé­gi­os a uns e des­fa­vo­re­cen­do as ca­ma­das mais vul­ne­rá­veis, que são sem­pre as mais afec­ta­das com es­tas cons­tan­tes su­bi­das de pre­ços. O Es­ta­do ti­nha que reu­nir com to­das as as­so­ci­a­ções que de­fen­dem os di­rei­tos dos con­su­mi­do­res no país, e com a As­sem­bleia Na­ci­o­nal, pa­ra po­de­rem de­fi­nir me­lhor as po­lí­ti­cas dos re­a­jus­tes dos pre­ços dos ser­vi­ços pú­bli­cos e pri­va­dos.

Cla­ri­ce Bar­ros ,tam­bém fun­ci­o­ná­ria pú­bli­ca, la­men­ta e diz ser in­jus­to, o que acon­te­ce no nos­so país. So­be a água, ener­gia, Dstv, Zap e Trans­por­tes, em­bo­ra es­tes te­nham si­do pou­pa­dos.Se não au­men­ta­rem os sa­lá­ri­os isto vai sem­pre pre­ju­di­car-nos. O Exe­cu­ti­vo e as as­so­ci­a­ções que de­fen­dem os di­rei­tos dos con­su­mi­do­res de­vem reu­nir con­di­ções pa­ra reajustar os pre­ços de to­dos os ser­vi­ços pa­ra não su­bi­rem e não cau­sa­rem trans­tor­nos ao bol­so dos ci­da­dãos.

To­mé da Cruz, fun­ci­o­ná­rio pú­bli­co de­fen­de que os pre­ços não po­dem su­bir por cau­sa do cus­to de vi­da ac­tu­al. O país não po­de es­tar sem­pre a su­bir os pre­ços pa­ra evi­tar a in­fla­ção. O Es­ta­do de­ve­ria fa­zer auscultaçõ­es pa­ra dar opor­tu­ni­da­de a to­da a so­ci­e­da­de de sa­ber o que se pas­sa em re­la­ção aos pre­ços dos ser­vi­ços.

Nu­nes Moi­sés, con­ta­bi­lis­ta diz que é com de­sa­gra­do que vê os pre­ços dos vá­ri­os sec­to­res tan­to pú­bli­cos co­mo pri­va­dos a su­bi­rem con­si­de­ra­vel­men­te, e tu­do is­so vem en­ca­re­cer ain­da mais a vi­da do ci­da­dão, pen­so que es­tas me­di­das co­mo se diz na gí­ria vão “re­ben­tar com a vi­da do po­vo”, por­que não acom­pa­nha­mos uma su­bi­da pa­ra­le­la dos rendimento­s das fa­mí­li­as, que con­ti­nu­am a ser os mes­mos, mas os ser­vi­ços e bens con­ti­nu­am a su­bir dan­do ao ci­da­dão me­nos po­der de com­pra em to­dos os sec­to­res, e ago­ra com a che­ga­da do IVA as coi­sas fi­cam ain­da mais com­pli­ca­das.

An­tó­nio An­dra­de, con­ta­bi­lis­ta adu­a­nei­ro afir­ma que, to­dos os

ser­vi­ços es­tão a su­bir de uma vez e não é jus­to, de­via ser uma su­bi­da paulatina, ho­je um pro­du­to e de­pois ou­tro ser­vi­ço pa­ra não afec­tar a ca­ma­da mais des­fa­vo­rá­vel.

O téc­ni­co de In­for­má­ti­ca, Me­lo Kum­bi, não con­cor­da com a su­bi­da dos pre­ços dos ser­vi­ços e com as de­ci­sões das ope­ra­do­ras tan­to pú­bli­cas co­mo pri­va­das. Ou se­ja an­tes de su­bi­rem os seus ser­vi­ços ti­nha que con­sul­tar o Exe­cu­ti­vo, pa­ra po­de­rem re­gu­lar e reajustar os pre­ços e não só su­bir à re­ve­lia co­mo acon­te­ceu a al­gum tem­po com a ZAP e ou­tros ser­vi­ços.

No en­ten­der de Cris­tó­vão For­tu­na­to, fun­ci­o­ná­rio pú­bli­co, a su­bi­da é nor­mal. No ca­so de­le, diz con­se­guir fa­zer os pa­ga­men­tos dos vá­ri­os ser­vi­ços pú­bli­co e pri­va­dos, mas tam­bém de­fen­de que é in­jus­ta a su­bi­da dos pre­ços por­que a mai­or par­te da po­pu­la­ção não tem bol­so pa­ra sus­ten­tar es­tes ser­vi­ços.

Ca­ro­li­na Fa­ria, ad­mi­nis­tra­ti­va, la­men­ta o im­pac­to da su­bi­da dos pre­ços. Por sua vez, diz ser di­fí­cil, sus­ten­tar es­tes ser­vi­ços por ser mãe e pai. Ve­ja só, há uns anos, os pre­ços da ener­gia, Zap, Dstv e água eram ra­zoá­veis, mas ago­ra es­tão ca­da vez mais ca­ros. Se­rá que não exis­tem as­so­ci­a­ções de di­rei­to do con­su­mi­dor pa­ra re­gu­la­rem es­te qu­a­dro? Es­pe­ro que se­ja re­vis­to es­te as­sun­to.

Car­los Ne­lo, au­di­tor, sa­li­en­ta que a si­tu­a­ção tor­na-se mais di­fí­cil pa­ra o con­su­mi­dor fi­nal. É pre­ci­so que as en­ti­da­des pú­bli­cas e pri­va­das analisem com má­xi­mo cui­da­do e agreguem va­lo­res fun­ci­o­nais pa­ra que nin­guém se­ja pre­ju­di­ca­do, ou en­tão, que não se­ja ape­nas um faz de con­ta.

O me­ta­lúr­gi­co Pa­ci­ên­cia Ale­xan­dre não de­fi­ne a su­bi­da dos pre­ços dos pro­du­tos co­mo um re­a­jus­te. Pa­ra ele, isto é uma in­fla­ção que re­ver­te ao bol­so do ci­da­dão, uma vez que o sa­lá­rio não so­be. Ho­je, con­si­de­ra, não se con­se­gue com­prar ou pa­gar ser­vi­ços. Des­te mo­do, o Es­ta­do de­ve reajustar os sa­lá­ri­os, por­quan­to, só is­so não re­sol­ve na­da, por­que se so­be o sa­lá­rio so­be tu­do no mer­ca­do, e ne­nhu­ma au­to­ri­da­de fis­ca­li­za is­so. É ne­ces­sá­rio a au­tu­a­ção da fis­ca­li­za­ção do co­mér­cio.

Jor­ge Pau­lo Fun­ci­o­ná­rio Pú­bli­co

AS EN­TI­DA­DES RE­GU­LA­DO­RA E DIS­CI­PLI­NAR DE­VEM TER EM ATEN­ÇÃO AS SU­AS TA­RE­FAS, POR­QUE ES­TE

É UM PAÍS QUE TEM LEIS

An­tó­nio An­dra­de Con­ta­bi­lis­ta Adu­a­nei­ro

NÃO É JUS­TO. DE­VIA SER UMA SU­BI­DA PAULATINA. HO­JE UM PRO­DU­TO E DE­POIS OU­TRO SER­VI­ÇO

Cla­ri­ce Bar­ros Fun­ci­o­ná­ria Pú­bli­ca

O EXE­CU­TI­VO E AS AS­SO­CI­A­ÇÕES QUE DE­FEN­DEM OS DI­REI­TOS DOS CON­SU­MI­DO­RES DE­VEM REU­NIR CON­DI­ÇÕES PA­RA REAJUSTAR OS PRE­ÇOS

Me­lo Kum­bi Téc­ni­co de In­for­má­ti­ca

AN­TES DE SU­BI­REM OS SEUS SER­VI­ÇOS TI­NHAM QUE CON­SUL­TAR O EXE­CU­TI­VO, PA­RA PO­DE­REM RE­GU­LAR E REAJUSTAR PRE­ÇOS

To­mé da Cruz Fun­ci­o­ná­rio Pú­bli­co

O ES­TA­DO DE­VE­RIA FA­ZER AUSCULTAÇÕ­ES PA­RA DAR OPOR­TU­NI­DA­DE A TO­DA A SO­CI­E­DA­DE

Cris­tó­vão For­tu­na­to Fun­ci­o­ná­rio Pú­bli­co

É IN­JUS­TA A SU­BI­DA DOS PRE­ÇOS POR­QUE A MAI­OR PAR­TE DA PO­PU­LA­ÇÃO NÃO TEM BOL­SO PA­RA SUS­TEN­TAR ES­TES SER­VI­ÇOS

Car­los Ne­lo Au­di­tor

A SI­TU­A­ÇÃO TOR­NA-SE MAIS DI­FÍ­CIL PA­RA O CON­SU­MI­DOR FI­NAL. É PRE­CI­SO QUE AS EN­TI­DA­DES PÚ­BLI­CAS E PRI­VA­DAS ANALISEM COM MÁ­XI­MO CUI­DA­DO E AGREGUEM VA­LO­RES

Nu­nes Moi­sés Con­ta­bi­lis­ta

OS SER­VI­ÇOS E BENS CON­TI­NU­AM A SU­BIR E OS CI­DA­DÃOS ACA­BAM TEN­DO ME­NOS PO­DER DE COM­PRA

Ca­ro­li­na Fa­ria Ad­mi­nis­tra­ti­va

SE­RÁ QUE NÃO EXIS­TEM AS­SO­CI­A­ÇÕES DE DI­REI­TO DO CON­SU­MI­DOR PA­RA RE­GU­LA­REM ES­TE QU­A­DRO?

Pa­ci­ên­cia Ale­xan­dre Me­ta­lúr­gi­co

HO­JE NÃO SE CON­SE­GUE COM­PRAR OU PA­GAR MUI­TO DOS SER­VI­ÇOS. É NE­CES­SÁ­RIO A AU­TU­A­ÇÃO DA FIS­CA­LI­ZA­ÇÃO DO CO­MÉR­CIO SO­BRE OS PRE­ÇOS

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