Es­ta­ti­za­ção de em­pre­sas de­ve aten­der es­tra­té­gi­as

Os in­te­res­ses ge­rais da so­ci­e­da­de e dos en­tes pri­va­dos pre­ci­sam ser sal­va­guar­da­dos na re­la­ção cor­po­ra­ti­va

Jornal de Economia & Financas - - Gestão - DR

Na mai­o­ria dos paí­ses a ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca co­mo um to­do tem dois pi­la­res fun­da­men­tais: a ini­ci­a­ti­va pri­va­da e a par­ti­ci­pa­ção do Es­ta­do. Co­mo re­gra ge­ral, há cer­to equi­lí­brio en­tre um sec­tor e ou­tro. No en­tan­to, em al­gu­mas cir­cuns­tân­ci­as po­lí­ti­cas, pro­põe- se que o Es­ta­do as­su­ma um pro­ta­go­nis­mo mai­or e quan­do is­so ocor­re se fa­la de es­ta­ti­za­ção.

Na tra­di­ção so­ci­a­lis­ta e em al­guns re­gi­mes na­ci­o­na­lis­tas fo­ram co­lo­ca­das em prá­ti­ca me­di­das pa­ra que o es­ta­do con­tro­le cer­tos sec­to­res da eco­no­mia.

A es­ta­ti­za­ção es­tá ba­se­a­da nu­ma ideia fun­da­men­tal: os in­te­res­ses ge­rais de uma so­ci­e­da­de não po­dem es­tar nas mãos dos sec­to­res pri­va­dos. Aque­les que pro­mo­vem a es­ta­ti­za­ção afir­mam que al­guns sec­to­res eco­nó­mi­cos têm um va­lor es­tra­té­gi­co pa­ra o con­jun­to de uma na­ção e, con­se­quen­te­men­te, não é ad­mis­sí­vel que es­te­ja nas mãos dos in­te­res­ses par­ti­cu­la­res de ac­ci­o­nis­tas e in­ves­ti­do­res.

Co­mo re­gra ge­ral, as em­pre­sas pri­va­das que aca­bam sen­do de ti­tu­la­ri­da­de es­ta­tal são aque­las que têm re­la­ção com ser­vi­ços que afec­tam os in­te­res­ses na­ci­o­nais: sec­tor de ener­gia, ser­vi­ços ban­cá­ri­os, in­fra-es­tru­tu­ra, mi­ne­ra­ção, tu­ris­mo, co­mu­ni­ca­ções, etc.

A pro­pri­e­da­de es­ta­tal dos bens de pro­du­ção foi co­lo­ca­da em fun­ci­o­na­men­to nos re­gi­mes co­mu­nis­tas ao lon­go do sé­cu­lo XX. O ba­lan­ço fi­nal da es­ta­ti­za­ção tem si­do ne­ga­ti­vo, uma vez que o sec­tor pú­bli­co não ge­ren­cia os re­cur­sos de ma­nei­ra efi­caz e tam­bém não con­se­gue sa­tis­fa­zer as ne­ces­si­da­des dos con­su­mi­do­res.

DR

Es­ta­do tem ne­ces­si­da­de de preservar os seus in­te­res­ses prin­ci­pais

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