Dí­vi­da ge­ral da EN­DE atin­ge 123,7 mil mi­lhões de kwanzas

O mai­or cus­to da em­pre­sa é com a aqui­si­ção de energia à RNT nu­ma al­tu­ra em 2019 a fac­tu­rou foi de Akz 9 mil mi­lhões

Jornal Economia and Finanças - - DESTAQUE -

A si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra da Em­pre­sa Na­ci­o­nal de Dis­tri­bui­ção de Elec­tri­ci­da­de (EN­DE) é con­si­de­ra­da crí­ti­ca, sen­do a dí­vi­da ge­ral de 123,7 mil mi­lhões de kwanzas, dos quais 473,4 mi­lhões (al­ta ten­são), 50,9 mil mi­lhões (mé­dia ten­são) e 72,3 mil mi­lhões (bai­xa ten­são).

Da­dos­da­em­pre­sain­di­cam­que es­te ce­ná­rio é por cul­pa da en­tra­da em­vi­gor­da­no­va­ta­ri­fa­e­re­ti­ra­da­do sub­sí­di­oà­pre­ço,oque­vei­o­a­di­fi­cul­ta­ra­ge­ra­ção­de­mei­os­lí­qui­dos­pa­ra aten­de­ra­ac­ti­vi­da­de­de­ex­plo­ra­ção.

Se­gun­do um do­cu­men­to da em­pre­sa, o mai­or cus­to pren­de-se com a aqui­si­ção de energia eléctrica ao prin­ci­pal for­ne­ce­dor, no ca­so a Re­de Na­ci­o­nal de Trans­por­te (RNT-EP), cu­jo pe­so é su­pe­ri­or a 65 por cen­to.

Cer­ca de 81 por cen­to dos re­ce­bi­men­tos são pa­ra o pa­ga­men­to ao prin­ci­pal for­ne­ce­dor RNT (aqui­si­ção de energia), sa­lá­ri­os e im­pos­tos, sen­do que em 2019, a dí­vi­da de cli­en­tes tam­bém man­te­ve uma ten­dên­cia de cres­ci­men­to com 12 por cen­to em re­la­ção ao ano an­te­ri­or.

Pa­ra in­ver­ter es­ta ten­dên­cia, es­tá em cur­so a abor­da­gem com a RNT a re­ti­ra­da da pon­ta da fac­tu­ra­ção, ins­ta­la­ção de me­di­do­res nos pon­tos de en­tre­ga, do la­do da re­cei­ta ac­ções de fis­ca­li­za­ção dos cli­en­tes com con­ta­gem pré-pa­ga­men­to, mon­ta­gem de con­ta­do­res e iní­cio de cam­pa­nhas de sen­si­bi­li­za­ção ao pa­ga­men­to dos con­su­mos.

Es­te ce­ná­rio pre­o­cu­pan­te, in­di­ca a fon­te, exi­ge da ges­tão ac­ções con­cer­ta­das e con­cre­tas pa­ra equi­li­brar os re­sul­ta­dos pa­ra além de trans­mi­tir á tu­te­la a ne­ces­si­da­de de ade­qua­ção dos ins­tru­men­tos que per­mi­tem a ren­ta­bi­li­da­de.

Pa­ra ate­nu­ar o im­pac­to do no­vo ta­ri­fá­rio es­tá em cur­so um con­jun­to de ac­ções pa­ra a me­lho­ria das re­cei­tas e com­ba­te à frau­de.

Re­sul­ta­dos al­can­ça­dos

No do­mí­nio co­mer­ci­al, a energia ad­qui­ri­da e dis­tri­buí­da ti­ve­ram va­ri­a­ções de 7 por cen­to, as co­bran­ças em kwh ti­ve­ram um au­men­to de 20 por cen­to.

A energia dis­tri­buí­da pe­la En­de cor­res­pon­deu a 10,9 mil mi­lhões de kwanzas, con­tra 10,2 mil mi­lhões em 2018. A fac­tu­ra­da em 2019 foi de 9 mil mi­lhões de kwanzas, con­tra 7,5 mil mi­lhões (2018).

A energia co­bra­da atin­giu 6,5 mil mi­lhões de kwanzas, con­tra 5,9 mil mi­lhões (2018), uma va­ri­a­ção de 11%.

As per­das co­mer­ci­ais ci­fra­ram-se em 17 por cen­to, uma re­du­ção de 34 em re­la­ção a 2018 e um des­vio de 31% em re­la­ção ao Pla­no Es­tra­té­gi­co.

Pa­ra au­men­ter os re­sul­ta­dos co­mer­ci­ais, pre­vê-se a ins­ta­la­ção ou subs­ti­tui­ção de con­ta­do­res aos cli­en­te do seg­men­to de al­ta ten­são e mé­dia, com vis­ta a me­lho­ria da qua­li­da­de da fac­tu­ra­ção.

Con­tro­lo de cli­en­tes

Em 2019, a En­de con­tro­la­va 1,6 mi­lhões de cli­en­tes, con­tra 1,4 mi­lhões (2018). Com con­ta­gem são 762.678, em 2019 e 565.605 (2018). Na mo­da­li­da­de de pré-pa­ga­men­to es­tão re­gis­ta­dos 592.775, con­tra 385.702 (2018). No pós-pa­ga­men­to são 169.903 (179.903), sem con­ta­gem 927.265 (913.231).

A tarifa mé­dia de aqui­si­ção de energia eléctrica, em 2019 foi de 7,93 kwh/Akz, en­quan­to que a mé­dia de ven­da foi de 11,58 kwh/ Akz, con­tra 5,21 (2018).

A em­pre­sa con­tro­la 56 agen­tes au­to­ri­za­dos, con­tra 66 (2018).

A ener­gi­as ad­qui­ri­da e dis­tri­buí­da ti­ve­ram va­ri­a­ções po­si­ti­vas de 7,0 por cen­to, as co­bran­ças em kwh ti­ve­ram um au­men­to de 20, nu­ma al­tu­ra em que os cli­en­tes au­men­ta­ram 14 em re­la­ção ao ano an­te­ri­or e re­gis­ta um des­vio de 3 em re­la­ção a me­ta do Pla­no Es­tra­té­gi­co.

Os cli­en­tes do sis­te­ma pré-pa­ga­men­to re­gis­ta­ram au­men­to de 54 por cen­to, sen­do que a co­ber­tu­ra do pré-pa­ga­men­to é de 35, su­pe­ri­or em 34 em re­la­ção ao ano an­te­ri­or.

As per­das co­mer­ci­ais ci­fra­ram-se em 17 por cen­to, uma re­du­ção de 34 em re­la­ção a 2018.

“Es­tes re­sul­ta­dos são o co­ro­lá­rio dos in­ves­ti­men­tos re­a­li­za­dos quer pe­la em­pre­sa co­mo pe­lo Sec­tor, lo­go, a adop­ção de me­di­das pa­ra me­lho­rar é ur­gen­te pa­ra es­ta­bi­li­za­ção do sec­tor”, su­bli­nha a fon­te.

A TARIFA MÉ­DIA DE AQUI­SI­ÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA, EM 2019 FOI DE 7,93 KWH/AKZ, EN­QUAN­TO QUE A TARIFA MÉ­DIA DE VEN­DA FOI DE 11,58

In­ves­ti­men­tos

Pa­ra o re­for­ço da ta­xa de elec­tri­fi­ca­ção, a En­de in­ves­tiu kz 1,5 mil mi­lhões em 2019, sen­do 45,9 mi­lhões pa­ra a re­gião cen­tro, 99,4 mi­lhões (Les­te), 854, 4 mi­lhões (Lu­an­da), 356,1 mi­lhões (Nor­te), 175, 4 mi­lhões (Sul).

Es­tes in­ves­ti­men­tos con­tri­buí­ram pa­ra uma ta­xa de pe­ne­tra­ção por mu­ni­cí­pio de 50 por cen­to, a pre­sen­ça em 82 dos 164, es­tan­do em cur­so a en­tra­da no An­du­lo (Bié), Qui­ba­la e Ca­cu­lo (Cu­an­za Sul).

En­de

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