CI­DA­DES VÃO ES­TAR LI­GA­DAS POR CATAMARÃ ES­TE ANO

Jornal Economia and Finanças - - REPORTAGEM -

O ser­vi­ço de trans­por­te de pas­sa­gei­ros, com em­bar­ca­ções do ti­po Catamarã, na ro­ta Lu­an­da/ Soyo/Cabinda, po­de­rá ser lan­çar, ain­da es­te ano, pe­la Se­cil Ma­rí­ti­ma.

Em en­tre­vis­ta à An­gop, o ad­mi­nis­tra­dor fi­nan­cei­ro da em­pre­sa pú­bli­ca, João Mar­tins, a pro­pó­si­to da ex­tin­ção da TMA Ex­press, fir­ma que ge­ria os Ca­ta­ma­rãs em Lu­an­da, re­fe­riu que o iní­cio das ope­ra­ções da ro­ta in­ter pro­vin­ci­al es­tá de­pen­den­te da con­clu­são do pro­jec­to de re­a­bi­li­ta­ção e cons­tru­ção de ter­mi­nais de pas­sa­gei­ros no Soyo e Cabinda.

En­quan­to se aguar­da pe­la cons­tru­ção des­sas in­fra-es­tru­tu­ras, dis­se que a Se­cil tra­ba­lha nos es­tu­dos de vi­a­bi­li­da­des so­bre os pre­ços dos bi­lhe­tes e os cus­tos ope­ra­ci­o­nais.

Em Lu­an­da, o trans­por­te de pas­sa­gei­ros ma­rí­ti­mos por ca­ta­ma­rãs foi lan­ça­do em 2014, sob ges­tão da ex­tin­ta TMA Ex­press, no âm­bi­to do pro­gra­ma de in­te­gra­ção e com­ple­men­ta­ri­da­de das to­das as mo­da­li­da­des de trans­por­tes: aé­reo, ro­do­viá­rio, fer­ro­viá­rio e ma­rí­ti­mo.

A ideia era mi­ni­mi­zar os cons­tran­gi­men­tos dos ci­da­dãos re­si­den­tes no Ki­lam­ba e Ben­fi­ca a che­gar mais rá­pi­do ao cen­tro da ci­da­de, na ro­ta Ca­pos­so­ca/ Por­to de Lu­an­da, pa­ra evi­tar os ha­bi­tu­ais trans­tor­nos no trân­si­to caó­ti­co da ci­da­de.

Es­cla­re­ceu que em fun­ção da ex­tin­ção TMA Ex­press, a Se­cil her­dou os ac­ti­vos e pas­si­vos, daí es­ta­rem a pa­gar os sa­lá­ri­os em atra­so de 2018, 2019 e ou­tras dí­vi­das, bem co­mo em­pre­gar al­guns dos fun­ci­o­ná­ri­os, em fun­ção das es­pe­ci­fi­ci­da­des téc­ni­cas (pi­lo­tos, ca­pi­tãs e con­tra­mes­tres).

Fra­cas­so do negócio

A dis­per­são dos ser­vi­ços ren­tá­veis e a fal­ta de ma­nu­ten­ção da Do­ca dos Ca­ta­ma­rãs es­ti­ve­ram na ba­se do fra­cas­so da Uni­da­de de Ne­gó­ci­os dos Trans­por­tes Ma­rí­ti­mos de An­go­la (UN-TMA Ex­press), se­gun­do o co­or­de­na­dor de co­mis­sá­ri­os de bor­do, Ema­nu­el da Cos­ta.

A TMA tem ago­ra qua­tro Ca­ta­ma­rãs, no­me­a­da­men­te, o Lu­an­da, Ca­cu­a­co, Pan­gui­la, Ma­cocô. O Cat-An­go­la I nau­fra­gou em 2019.

A em­pre­sa trans­por­tou até 21 de Se­tem­bro de 2018, pe­lo me­nos 1,09 mi­lhões de pas­sa­gei­ros des­de que co­me­çou a cir­cu­lar em 2014.

Em Ou­tu­bro de 2018, ao pre­ço mé­dio de AKz 250 o bi­lhe­te de pas­sa­gem, a TMA Ex­press re­gis­tou um pre­juí­zo de AKz 33,3 mi­lhões.

Des­de 2014 os ca­ta­ma­rãs re­a­li­za­ram 20 mil e 775 vi­a­gens de ida e vol­ta do Mu­seu da Es­cra­va­tu­ra ao Por­to de Lu­an­da, pas­san­do pe­lo Ca­pos­so­ca e vi­ce-ver­sa.

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