Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

DESTAQUE : 10 : 10

DESTAQUE

DESTAQUE 10 Economia & Finanças Supermerca­dos limitam YHQGD SRU FRQVXPLGRU Produtos como o álcool gel, óleo maná, feijão e açúcar fazem parte do leque dos bens que registam maior demanda nas grandes superfície­s comerciais e com forte tendência de subida de preços para casa quantidade­s maiores, de acordo com os gestores dos supermerca­dos visitados. “Normalment­e, compro o suficiente para o mês, mas estou preocupada com a possibilid­ade de acabar o produto, mas com esse decreto de Estado de Emergência, prefiro prevenir”, disse Flávia Peres de 24 anos de idade. Disse que, só numa semana gastou 200 mil kwanzas, em produtos básicos como frescos, óleo, produtos enlatados, artigos de higiene e limpeza e reforçou itens básicos. que compõem a cesta básica, registaram nas últimas semanas um consideráv­el aumento de preços, sendo que a caixa de peixe corvina, por exemplo, já ficou fora das possibilid­ades de muitas famílias por estar a custar mais de 31 mil kwanzas. De acordo com os consumidor­es dos armazéns dos Congolense­s e Estalagem, o preço dos produtos antes do Covid-19 já vinham a apresentar variação decrescent­e” mas há duas semanas que os preços voltaram a subir e nem sei porquê”. Segundo conta, para alguns produtos ela optou por fazer sócia por estarem fora das possibilid­ades do seu bolso. “Vim para comprar um pouco de tudo, para reservar em casa, mas com esses preços vou levar pouca coisa ”, afirmou. Nos armazéns da Estalagem , por exemplo, a caixa de entrecosto subiu de 15.000 para 20.900 kwanzas. Já a caixa de frango que antes estava a ser comerciali­zada a 7.000 kwanzas, chega agora a custar 9.800 kwanzas. O mesmo aconteceu com o saco de 25 kilos de arroz, que está agora a ser vendido a 11. 500 kwanzas, contra os 8.000 comerciali­zados anteriorme­nte. À semelhança do que acontece com as caixas de óleo e massa e açúcar, que agora custam 9.300 e 4.300, registaram um aumento que varia de 300 a 1000 kwanzas, dependendo do armazém onde se adquire os bens. Vânia Inácio A corrida das famílias aos supermerca­dos e armazéns de Luanda para a aquisição de bens de consumo e itens de higiene e limpeza, em função do Covid-19, está a provocar a redução na oferta de produtos, especialme­nte dos da cesta básica, como o açúcar. A pesquisa da equipa de reportagem do Jornal de a diversos estabeleci­mentos apurou que, nesses últimos dias, a venda de produtos de higiene e álcool gel para desinfesta­ção é dos itens mais vendidos e a escassear, superando até os produtos da cesta básica. Na ronda aos supermerca­dos o constatou que, o álcool gel é dos produtos com maior procura. Os poucos supermerca­dos que ainda têm o produto são os que comerciali­zam mais caro, chegando a custar até 32 mil kwanzas, o bidom de 5 litros. No supermerca­do Kibabo, até terça-feira última ( data que escasseou), o bidom de 5 litros de alcool-gel estava a ser comerciali­zado a 18 mil kwanzas. Nas prateleira­s, os alimentos básicos, como óleo, leite em pó, açúcar, arroz e massas, também estão na lista dos mais procurados, estando as prateleira­s abastecida­s em cada hora. O medo da escassez total tem mudado os hábitos dos consumidor­es que, nos últimos dias, têm levado Economia & Limitação do produtos Finanças Nas várias prateleira­s dos diferentes supermerca­dos, há cartazes informando o limite de compra de unidades por pessoa. A Shoprite, por exemplo, tem vários produtos com limitação e de acordo com o administra­dor, Salvador Emílio é importante limitar o stock “para que todos possam ter a oportunida­de de comprar”. O gestor esclareceu que “o abastecime­nto está normalizad­o, mesmo com o aumento do fluxo de clientes”, e têm em stock quantidade suficiente de produtos da cesta básica para pelo menos os próximos dois meses. O responsáve­l garantiu que até ao momento não há razão para as famílias se alarmarem em relação a escassez de produtos e garante que enquanto as fronteiras da África do Sul e Namíbia continuare­m abertas, o stock será reposto sempre que necessário. Por sua vez, a gestora do Jumbo, Marília Inácio afirmou que enquanto o Executivo não ordenar que se NORMALMENT­E, COMPRO O SUFICIENTE PARA UM MÊS, MAS ESTOU PREOCUPADA COM A ESCASSEZ ENTENDEMOS A PREOCUPAÇíO DAS FAMÍLIAS EM FAZER STOCK, MAS AINDA TEMOS O SUFICIENTE JE fechem as lojas, o estabeleci­mento vai trabalhar normalment­e sem alteração de horário. “Eu entendo a preocupaçã­o das famílias e o pânico que se assiste nos últimos dias para fazer stock, mas apelo ao bom censo dos consumidor­es em levar somente o necessário. Ainda temos em stock, produtos suficiente­s para aguentar ainda algum tempo. Marília Inácio informou que em épocas normais, os consumidor­es levavam somente o necessário para suprir as necessidad­es de um mês, mas, nas últimas semanas, a tendência é levarem em maiores quantidade­s. “por isso é que em alguns produtos muito procurados, como o arroz já tivemos que pôr limitação”, afirmou. Preços Se nos supermerca­dos o preço dos produtos não se registou grandes alterações, nos armazéns a realidade já é outra. Principalm­ente os produtos

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