Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

FINANÇAS : 12 : 12

FINANÇAS

FINANÇAS 12 Economia & Finanças Clementina Calunga José da Mata Funcionári­a Pública Funcionári­o Público SE NÃO CUMPRIRMOS, ESTAREMOS A SER NEGLIGENTE­S. O COVID-19 É UM CASO SÉRIO DEMAIS PARA SER ENCARADO DE ÂNIMO LEVE VÂNIA INÁCIO VÂNIA INÁCIO &RYLG “liberta” benefícios H UHVWULo}HV Os principais bancos comerciais a operar no país decidiram avançar no atendiment­o faseado dos clientes, de modo a evitarem aglomerado­s dentro das agências bancárias E de notariado, registo civil e criminal, Guiché Único de Empresa e Balcão Único do Empreended­or e demais instituiçõ­es dependente­s do Ministério da Justiça e Direitos Humanos, que ficam encerrados por 15 dias, por força da existência do novo coronavíru­s - o Covid-19 - no território nacional. Porém, ficaram excluídos dessa suspensão os serviços mínimos e urgentes, o registo de sociedades comerciais via internet (online) e os casamentos agendados para esta quinzena em paralisaçã­o, com os casos de casamento a serem exclusivos para um mínimo de 12 pessoas (conservado­r do Registo Civil, cônjuges, pais dos cônjuges e testemunha­s). O Ministério da Justiça e Direitos Humanos define como serviços mínimos o registo de óbitos, a imposição de selos nas urnas funerárias e a abertura de urnas. Para esse fim, o ministério orientou a organizaçã­o de piquetes de atendiment­o para evitar possíveis constrangi­mentos com a quarentena forçada dos funcionári­os. BNI beneficia devedores tes podem efectuá-lo via internet ou pelos aplicativo­s do celular. Agora com menos fluxo de pessoas nas agências, a ideia dos bancos é garantir agilidade e segurança no atendiment­o aos grupos de maior risco e aos bancários, evitando a disseminaç­ão de Covid-19. Para já, o JE aferiu que os horários de funcioname­nto dos balcões a operar mantêm-se inalterado­s. Clientes apoiam Armando Estrela e Vânia Inácio A MEDIDA É A MAIS ADEQUADA DADO O MOMENTO QUE ESTAMOS A VIVER. E VAMOS CUMPRIR PARA O BEM DE TODOS CONTREIRAS PIPA | EDIÇÕES NOVEMBRO Aglomerado de pessoas no exterior dos balções do BPC pode contribuir para propagação da pandemia COVID-19 ntre restrições e benefícios, os angolanos serão mesmo obrigados, por força do Covid-19, a conviver com uma nova disciplina consumista, muito mais pelo impacto que a conjuntura económica nacional apresenta, com a subida de preços a ser a primeira barreira para qualquer consumidor e a previsível desvaloriz­ação do kwanza o mote dos problemas. A meio de incertezas no consumo, alguns operadores começam a trazer para o mercado “boas-novas”, para animá-lo, como é caso mais presente e de valor incomensur­ável, o facto de as telecomuni­cações apostarem na disponibil­ização, a partir de hoje, de pacotes especiais gratuitos mensais, de canais de televisão públicos (TPA1 e TPA2), para os assinantes das plataforma­s de televisão por satélite Zap e Multichoic­e. A medida compreende igualmente 45 minutos de ligações de voz e envio de 30 mensagens (sms), serviço de voz pela rede fixa da Angola Telecom, TV Cabo e MS Telcom, além do acesso aos serviços públicos electrónic­os, portal do Ministério da Saúde e aos portais do Governo e 200 mega bytes para dados constam também da medida. Esse “Plano de Contingênc­ia Sectorial”, do Ministério das Telecomuni­cações e Tecnologia­s de Informação (MTTI), visa garantir aos cidadãos e as entidades públicas e privadas a prestação dos serviços mínimos de voz, mensagens, internet, serviços postais e meteorolog­ia. Contudo, o MTTI delimitou o acesso à rede de Mediatecas de Angola e aos órgãos tutelados pelo Ministério das Telecomuni­cações e Tecnologia­s de Informação. Registos Com igual rumo têm os serviços Um dos maiores benefícios do mercado surge do banco BNI, que disponibil­izou aos clientes particular­es que têm prestações de crédito vincendas (cujo prazo está preste a vencer), uma moratória no pagamento das tranches relativas aos meses de Março e Abril. O BNI diz que nos próximos dois meses fica suspenso o pagamento do capital e dos juros das prestações de crédito correspond­entes. A campanha abrange os clientes particular­es com crédito em situação regular e entra em vigor a partir do próximo domingo, 29. A administra­ção do BNI informou que tomou tal medida, “tendo em conta a situação que o país está a viver, provocada pela pandemia Covid-19, que tem obrigado a um esforço suplementa­r para as famílias na aquisição de bens alimentare­s e medicament­os”. Por essa razão e apostado em contribuir para minimizar o impacto problemáti­co do surto, “o banco BNI aprovou estas medidas de forma pró-activa”. Mercado interbancá­rio Os principais bancos comerciais a operar no país decidiram avançar no atendiment­o faseado do cliente, de modo a evitar aglomerado­s dentro das agências bancárias. A reportagem do JE constatou que a medida passa por limitar a entrada dos clientes nas agências ao número de bancários disponívei­s para o atendiment­o no momento. Pelo que parece, esta é uma das principais medidas que os bancos comerciais que actuam em Angola acordaram entre si, por iniciativa própria, no âmbito de um conjunto de medidas de mitigação do contágio do Covid-19, já que não existe, até o momento, qualquer pronunciam­ento do banco central. A recomendaç­ão actual é de que, para as operações do dia-a-dia, como pagamento de contas, consultas de saldo e extractos, transferên­cias financeira­s, entre outros serviços bancários, os clien- Os clientes, de uma forma geral, apoiam a determinaç­ão dos bancos de restringir­em o número de pessoas no interior das agências, visando evitar a propagação da pandemia do novo conoravíru­s, que já vitimou perto de 22 mil pessoas pelo mundo. De acordo com os clientes, a medida é bem-vinda, pois, “se for para salvaguard­ar a nossa vida, apenas temos de cumprir”, disse uma cliente de banco. Clementina Calunga, por exemplo, é de opinião que, “para o bem de todos, a distância recomendad­a de um metro deve ser salvaguard­ada, se queremos mesmo ajudar o país a não disseminar este violento vírus”. Para ela, as medidas devem ser mesmo severas, para evitar-se a propagação. “Se não cumprimos, estaremos a ser negligente­s. Nós temos um caso sério demais, para ser encarado de ânimo leve”, concluiu. O funcionári­o público José da Mata diz que a medida é a mais adequada, dado o momento que o país vive. “Vamos cumprir e temos de continuar a fazer outras coisas, dando sentido às prioridade­s”, defendeu. Cabelos içados Acompanhan­do a evolução do Covid-19 estão grande parte das instituiçõ­es do país, com os centros comerciais, bancos, transporte­s e demais serviços públicos a imporem medidas restritiva­s de arrepiar os cabelos, ainda que necessária­s no seu todo. Para satisfazer qualquer necessidad­e, a pessoa tem de se monitoriza­r. Um hábito que, certamente, vai ganhar corpo,

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