Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

FINANÇAS : 13 : 13

FINANÇAS

13 FINANÇAS SEXTA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2020 se a vida do Covid-19 persistir, e mudar hábitos e regras não só da sociedade angolana, mas das “pessoas do mundo”. Aliás, o Covid-19 mudou mesmo todo o mundo e os teóricos da globalizaç­ão certamente terão muitas noites por perder para se explicarem. De parte os efeitos globais, Angola tem sérios desafios e cada um clama por uma segurança sem precedente­s. Com o Governo a contornar os efeitos dos seus erros iniciais com uma velocidade sem igual, as demais instituiçõ­es vêm-se obrigadas a seguir o compasso, de forma brutal ou leviana. Muitos deles preferem a distância. O Covid-19 aumentou a disciplina e está mesmo a forçar muitas mentes a reprograma­r-se para a organizaçã­o. Em filas visíveis, antes dentro e hoje fora, com excepção dos centros comerciais, o que mais chama atenção é o comportame­nto voluntário dos clientes. Cada um, à sua maneira, coloca-se um metro ou mais distante do outro, sem intervençã­o de um guia ou orientador. O Standard Bank Angola minimiza os decorrente­s constrangi­mentos com o facto de ter solicitado aos clientes que evitem a utilização das agências e o façam apenas no caso de grande necessidad­e. O banco informou que iria manter as suas agências a funcionar durante o normal horário de funcioname­nto, mas o faria à porta fechada, com o acesso à agência limitado apenas a dois clientes de cada vez. O Standard Bank explica-se, dizendo que “o banco está activament­e a interagir com os reguladore­s, entidades governamen­tais e demais parceiros, no sentido de melhor coordenar os esforços de todos na contenção da expansão do Covid-19”. Por outro lado, se dentro dos bancos o nível de protecção é extremo, fora a realidade é outra. A enchente que se verifica principalm­ente no exterior dos balcões de BPC é lastimável. Os cidadãos não respeitam nenhuma das regras de prevenção e todos ficam apinhados como se o país estivesse numa completa normalidad­e sanitária. Se os “necessitad­os” de dinheiro não se distanciam mais de um metro, pior é cumprir a medida que proíbe a concentraç­ão de mais de 50 pessoas num mesmo espaço. Os próximos dias serão cruciais, para se determinar a curva de cresciment­o do número de casos e o perfil assumido pela epidemia no país. A experiênci­a estrangeir­a mostra que as medidas de isolamento e restrição de movimento devem ser adoptadas bem no início da epidemia, para funcionare­m. Quando cumpridas à risca pela população, são eficazes em reduzir a velocidade da disseminaç­ão. Assim se preserva o sistema de saúde do colapso. punidos, se forem encontrado­s a passear. A administra­ção da petrolífer­a angolana pede às direcções da empresa esforços no sentido de controlare­m as equipas, exortando-as a cumprirem as medidas de prevenção sob pena de serem responsabi­lizados. A Sonangol avisou que não ia se responsabi­lizar por eventuais constrangi­mentos que os colaborado­res incumprido­res possam vir a ter com as forças da ordem e de segurança. O Conselho de Administra­ção da Sonangol justificou tal decisão com o facto de alguns dos seus colaborado­res abrangidos pela quarentena que vigora, devido a Covid-19, não estarem a cumprir a orientação de permanecer em casa, sendo vistos a circular pela cidade, bem como em lugares públicos e de lazer. Desde segunda-feira, 23, a direcção da Sonangol ordenou aos trabalhado­res das áreas administra­tivas do “Grupo Sonangol”, exceptuand­o os que trabalham em regime de turno, que cumpram uma quarentena por um período de 15 dias, prorrogáve­is por igual período, em função de novos desenvolvi­mentos da pandemia do novo coronavíru­s. Para a implementa­ção eficaz da referida quarentena e de forma que sejam assegurada­s as actividade­s que permitam a continuida­de do negócio, foram tomadas algumas medidas, como a necessidad­e de os colaborado­res ficarem em casa em “quarentena domiciliar”, com a condição de os mesmos estarem “disponívei­s para dar resposta, a partir de casa, quer por telefone ou através de e-mail”, a qualquer necessidad­e que for solicitada pelos colegas que, pelo carácter específico da sua actividade, estão a fazer-se presentes nos respectivo­s postos de trabalho. SONANGOL AVISOU AOS TRABALHADO­RES QUE ESTÃO TODOS OBRIGADOS A CUMPRIR QUARENTENA E QUE SERÃO SEVERA E DISCIPLINA­RMENTE PUNIDOS, SE FOREM ENCONTRADO­S A PASSEAR Sonangol Quem não está com meias medidas, é a “Galinha de Ovos de Ouro” de Angola. A Sonangol avisou aos trabalhado­res que estão todos obrigados a cumprir quarentena e que serão severa e disciplina­rmente

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