Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

OPINIÃO : 2 : 2

OPINIÃO

OPINIÃO 2 Economia & Finanças de 1 a 100, o indivíduo responsáve­l de uma unidade orçamental, ou empresa pública, não pode apresentar um relatório e contas com insuficiên­cia de dados e com incumprime­nto (ilegalidad­e) de 60 por cento, significa isso dizer que este não serve para fazer parte da equipa do Executivo que tem metas a atingir. Deve demitir-se e não aguardar exoneração, porque trata-se de um bem público e não pessoal, e mesmo ainda que o bem fosse privado, os sócios da empresa jamais admitiriam a continuida­de desse gestor, que não consegue atingir 50 por cento de cumpriment­o de normas internas da empresa. Este gestor cria declive na linha de negócios da empresa, desnortean­do as projecções, os objectivos e as metas definidas. Assim, na criação dos nomes das instituiçõ­es públicas devem ter o cuidado com os nomes a serem atribuídos, porque muitos desses nomes já fomentaram muito azar, muita confusão, muitos problemas, dissabores, até mesmo tornar diversos forçados na meia luz que se almejava no grupo. Consultar historiado­res, antropólog­os, sociólogos, educadores, mesmo sacerdócio­s ou missionári­os, seria a melhor opção, através do ponto de vista e do impacto que trará perante a sociedade e de quem vai gerir, porque certos nomes existentes em algumas instituiçõ­es públicas são nomes que fomentam desgraça social, porque muitos gestores nunca perceberam que aquilo é público e não pessoal ou sua nobreza. CONTINUAMO­S A DIZER QUE É URGENTE E CONTÍNUO APOSTAR NA ECONOMIA DO FUTURO, OU NA FORMAÇÃO DO CAPITAL HUMANO, E É NECESSÁRIO REPENSAR AS ESTRATÉGIA­S DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E SOCIAIS DO PAÍS Sabem porquê? Porque as pessoas temem mais a Deus, que as Leis. As leis podem ser aplicadas de acordo com a sua abrangênci­a (acepção amplíssima, sentido amplo, acepção técnica e específica). Por que esta sociedade não alcança os seus direitos, se o direito está lá? Porque entre o proibido e o artigo da lei, maior parte da sociedade, até mesmo gente abastada (classe média e nível alta), desrespeit­a as lei, mas temem a Deus. A atribuição de um nome a um filho, os pais devem ter muito cuidado com o próprio nome a ser dado, porque o mito depois torna-se realidade. Quando o filho recebe o nome de Bota-Fogo, Azarado, Paixão, e Nvunda, Generoso, muita coisa triste na vida pode acontecer. É o nosso caso em Angola. Sabem porquê? Porque vivemos de muita penumbra, onde a transparên­cia dos servidores públicos ainda é caótica. Quem é servidor público tem que cumprir com todos os pressupost­os emanados na lei. Ou seja, numa linha Manuel João Quindai Contabilis­ta e docente universitá­rio 3HQXPEUD ÀQDQFHLUD YHUVXV erário de aristocrac­ia A penumbra determina a posição por onde estamos, para onde vamos e onde saímos. Esta sobra que nem a meia luz nos dá fez e faz com que muitos gestores públicos na época e alguns na actualidad­e se sentissem que estão numa almofada de ar fresco. De que forma? Quem está na sombra, nunca vai sentir que um dia vai precisar de uma segurança social ou protecção social robusta. A penumbra financeira que vive, dá-lhe conforto insubstitu­ível, assim eles pensam e almejam. São considerad­as pessoas generosas ou nobres. A penumbra financeira surge através de tendências de aristocrac­ia que durante muito tempo estava a ser feita no país, e por outro lado, tem a ver com alguns factores que transtorna­m a administra­ção pública, como o nepotismo, amiguismo, bajulação, corrupção e apoderamen­to de bens públicos em bens pessoais. O Presidente Nelson Mandela dizia que a pior bomba que mata uma nação, não é a bomba atómica ou arma de guerra... é dos Governos feitos nobres que não se preocupam em formar bem a sua Nação. Educar, orientar, ensinar e formar como deve ser, para que cada cidadão ou pai, crie e sustente condigname­nte a sua família, o seu povo ou a sua sociedade aí onde estiver. Continuamo­s a dizer que é urgente e contínuo apostar na economia do futuro, ou na formação do capital humano, e é necessário repensar as estratégia­s das políticas públicas e sociais do país incluindo o campo económico que sustenta estas políticas. Mesmo com o esforço e apelo do mais alto dirigente do país, muitos continuam a criar penumbras financeira­s, pensando que ainda estão na era da aristocrac­ia. A nobreza dentro de um Governo é um problema sério em que, quando é desmontado até a penumbra fica sem saber onde fica a meia luz. O combate à corrupção, é uma tarefa de todos e terá que passar pela reformulaç­ão e reestrutur­ação profunda no ensino e formação do homem novo, com base num sistema de educação robusto, incluindo matérias de educação religiosa nos currículos de ensino, informação e cultura de denúncia de actos que em nada abonam a nova sociedade angolana. CEDIDA

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