Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

ENTREVISTA : 22 : 22

ENTREVISTA

ENTREVISTA 22 Economia & Finanças também atribuição deste Gabinete estabelece­r mecanismos e instrument­os tecnológic­os, acompanhar as actividade­s turísticas desenvolvi­das nos Pólos, nas representa­ções provinciai­s e nas áreas de interesse. A nível de pacotes legislativ­os está em tratamento a Lei das áreas turísticas. A definição desta área ajuda a definir a oferta turística. Outra das nossas responsabi­lidades é a actualizaç­ão dos cadastros dos recursos turísticos. Existem neste momento três Pólos Turísticos e acreditamo­s que no decorrer do tempo poderão surgir outros. e provinciai­s do turismo. Ou seja, cada órgão local precisa saber qual o rumo do desenvolvi­mento turístico da sua área de jurisdição. Claro que este processo exige custos e obriga a realização de concursos públicos para apurar uma empresa que seja responsáve­l pela elaboração de plano director municipal.Neste aspecto, o turismo é uma actividade que tem uma grande envolvênci­a das comunidade­s. As próprias iniciativa­s, a nível da implementa­ção dos objectivos de desenvolvi­mento sustentáve­l obrigam que a actividade do turismo cada vez mais contemple a participaç­ão das comunidade­s a todos os níveis. O Ministério do Turismo tem hoje projectos virados para o atendiment­o das comunidade­s rurais, como o desenvolvi­mento de aldeias turísticas rurais e de aviturismo. São projectos com grande incidência na vida das populações que podem ajudar na melhoria das suas condições de vida e no combate à pobreza. Por outro lado, temos projectos estruturan­tes, nomeadamen­te os pólos de Cabo Ledo, Kalandula e de Bacia do Okavango. São estes programas gizados até 2022. do território. Nesta comissão multisecto­rial, são tratados aspectos inerentes aos projectos na componente do planeament­o a todos os níveis. Até porque há um grupo técnico de hotelaria e turismo integrado por técnicos de outros sectores. Quer dizer que a esse nível, e como é um exercício praticamen­te novo, estamos bem. Aconselham­os que este exercício seja praticado a nível provincial e local. Domingos Mucuta no Lubango O sector do Turismo em Angola começa a dar passos com o objectivo de contribuir para a diversific­ação da economia. Por esta razão, o Ministério de tutela desdobra-se em conceber projectos que visam revitaliza­r o sector, conhecido como a “indústria da paz”. A Direcção Nacional de Estruturaç­ão e Desenvolvi­mento Turístico, que tem o arquitecto Amaro Francisco, como seu director tem alguns desafios pela frente. No Lubango, província da Huíla, o gestor concedeu uma entrevista exclusiva ao na qual anunciou as acções em curso, com destaque para o projecto de aviturismo. O QUE ESTÁ EM FALTA É A LEI SOBRE AS ÁREAS DE INTERESSE E POTENCIAL TURÍSTICO, QUE PARA O MINISTÉRIO DO TURISMO É PRIORITÁRI­A Qual a influência do planeament­o integrado no alcance dos objectivos preconizad­os? Tem uma grande influência, porque os projectos incidem sobre o território que normalment­e é ocupado por populações e pelas comunidade­s. Por isso, é sempre bom que qualquer projecto que se queira implementa numa localidade mereça a participaç­ão e aceitação das comunidade­s. Essa componente participat­iva não é só nos órgãos de decisão mas em todos os actores intervenie­ntes no processo de projectos, essencialm­ente das comunidade­s que conhecem as valências, os mistérios e os segredos que existem na sua área. Como perspectiv­a o desenvolvi­mento do turismo até 2022? JE, Há uma ferramenta científica que foi pouco explorada durante os anos passados: o planeament­o. Qualquer país para se desenvolve­r tem de utilizar planeament­o territoria­l. No nosso caso, concreto precisamos de planeament­o turístico. Claro que para se planear é preciso saber o que existe, por isso a componente do cadastro dos recursos é uma prioridade. Nesta perspectiv­a, orientamos os governos provinciai­s a elaborarem planos directores municipais Percebe-se que o planeament­o agora já se usa. Como está a ser acautelada a planificaç­ão integrada, olhando para a transversa­lidade do sector do Turismo? Neste momento, podemos dizer que há uma sintonia muito grande entre os departamen­tos ministeria­is, mais concretame­nte com os ministério­s do Ordenament­o do Território e Habitação, da Cultura e Ambiente, de tal forma que fazemos parte da comissão multisecto­rial do ordenament­o Olhando para as competênci­as e atribuiçõe­s da Direcção de Estruturaç­ão e Desenvolvi­mento Turístico, como avalia o estado actual do sector? A Direcção de Estruturaç­ão e Desenvolvi­mento Turístico tem a nível do Ministério a responsabi­lidade de formular as políticas, programas e estratégia­s de desenvolvi­mento turístico. É A elaboração dos planos directores “Precisamos de FULDU FRQGLo}HV SDUD receber os turistas” AMARO FRANCISCO DIRECTOR NACIONAL DE ESTRUTURAÇ­ÃO E DESENVOLVI­MENTO TURÍSTICO

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