Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

ÁFRICA : 26 : 26

ÁFRICA

ÁFRICA 26 Economia & Finanças )LQDQoDV GH ÉIULFD SHGHP resposta coordenada DR Os ministros acordaram ser necessário uma resposta coordenada na logística e entrega imediata de equipament­os O s ministros africanos das Finanças reuniram-se em conferênci­a virtual, para trocar ideias sobre os esforços dos seus respectivo­s governos para lidar com os impactos sociais e económicos do Covid-19. Os ministros observaram que, mesmo antes da pandemia do Covid-19, a África já enfrentava uma enorme lacuna de financiame­nto em medidas e programas de financiame­nto destinados a alcançar os ODS e as metas e objectivos da Agenda 2063. Por isso, enfatizara­m que, sem esforços coordenado­s, a pandemia do Covid-19 terá implicaçõe­s impor- tantes e adversas nas economias africanas e na sociedade em geral. As previsões económicas originais na maioria das economias são, em média, rebaixadas em 2-3 pontos percentuai­s para 2020, devido à pandemia. A África precisa de um estímulo económico de emergência imediata, no valor de 100 mil milhões de dólares, e a renúncia a todos os pagamentos de juros, estimados em 44 mil milhões em 2020, para se proporcion­ar espaço e liquidez fiscal imediatos aos governos, em seus esforços para responder ao Covid-19. Como parte de uma resposta imediata à saúde, os ministros acordaram ser necessário uma resposta coordenada na logística e entrega dos equipament­os de teste e enfatizara­m a necessidad­e de trabalhar com a OMS e as instituiçõ­es continenta­is existentes, em particular a União Africana e o CDC da África, enquanto fazem o máximo uso dos sistemas e parceiros de financiame­nto existentes, como o Fundo Global. Para os ministros africanos das Finanças, a isenção de pagamento de juros deve incluir não apenas pagamentos de juros sobre dívida pública, mas também sobre títulos soberanos. Para os estados frágeis, os ministros concordara­m com a necessidad­e de considerar a renúncia ao principal e aos juros e incentivar o uso das instalaçõe­s existentes no Banco Mundial, FMI, Banco Africano de Desenvolvi­mento e outras instituiçõ­es regionais.

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