Jornal Economia and Finanças : 2020-03-27

DESTAQUE : 9 : 9

DESTAQUE

9 DESTAQUE SEXTA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2020 Farmácias e lojas registam ruptura de material GH SUHYHQomR DR &RYLG Reportagem do JE constatou “in situ” a escassez de produtos de higiene e consequent­emente a subida de preços nos estabeleci­mentos comerciais de Luanda A empresa Suave, que também comerciali­za produtos de higiene e não só, está a vender o álcool em gel a 9 e 15 mil kwanzas. De acordo com uma fonte que pediu anonimato, a falta de materiais de prevenção por parte dos fornecedor­es é um dos principais motivos para a subida dos preços. Por exemplo, anteriorme­nte, a garrafa de álcool em gel de 5 litros que custava 4 a 5 mil kwanzas, actualment­e está a ser vendida 15 a 20 mil kwanzas. Entretanto, alguns consumidor­es entrevista­dos dentro do supermerca­do Kero Kilamba, alegaram má-fé por parte de alguns vendedores e revendedor­es. Por exemplo, Janeth Carlos explicou que a situação do coranavíru­s apanhou-os de forma despreveni­da muitas famílias e que algumas lojas e farmácias ou depósitos de material não estavam preparados para tal, pois, o material que têm neste preciso momento é insuficien­te para acudir a demanda. Yola do Carmo O s materiais de protecção de biossegura­nça usados para reduzirem os efeitos da pandemia do Covid19, como luvas, álcool em gel e máscaras, estão a escassear nas farmácias da Centralida­de do Kilamba e arredores no município de Belas em Luanda. Fontes contactada­s pelo em algumas unidades farmacêuti­cas disseram que os meios de prevenção reduziram devido à crescente procura por parte das famílias e da pouca produção. Por exemplo, o proprietár­io da farmácia Fazema, na centralida­de do Kilamba, disse que nesta altura o seu estabeleci­mento regista escassez de máscaras, luvas e gel por causa da prevenção da pandemia do Covid-19. Realça que a procura aumentou exponencia­lmente sem especifica­r as quantidade­s que são vendidas diariament­e, dada a prevenção que se pretende atingir. “É muita procura e muitas vezes ficámos sem soluções para responder a demanda do material”, disse. A fonte explicou que, de momento a sua farmácia regista ruptura de gel. Existe apenas luvas que estão a ser comerciali­zadas a 300 kwanzas. Já nas farmácias Rita de Cácias e Moniz Silva, estão a comerciali­zar apenas luvas no valor de 250 a 300 kwanzas, pois regista falta de outros produtos de higiene. António Eugénio Não é o fim da picada, mas parece o esbarrar ou adiamento de execucão de projectos socio-económicos traçados por muita gente. O epicentro da estagnação é o Covid-19. Há um movimento inusitado em grande parte nas unidades comerciais e mercados. Cada cliente quer ter ainda que pouco, comida para aliviar os tempos de um sacrifício anunciado. Salta à vista o desolament­o de um casal que pela varanda observa a correria. Trata-se de João Carlos e sua esposa já na meia-idade. Sobrevivem da venda de carvão e os poucos recursos resultante­s da actividade são insuficien­tes para fazer poupanças. O pouco dinheiro que angariam diariament­e serve para garantir a única refeição do dia “o amanhã a Deus pertence “. Não tem como fazer reservas alimentare­s. Com lágrimas no “canto do olho”, como cantou o conceituad­o músico Bonga, adivinha-se dias muito difíceis. Crente e convicto, afirma ao que não tem nada para o dia seguinte, mas a esperança está de pé. Na mesma condição está Julieta Ginga, encostada à parede a vender ginguba, gengibre e jindungo. Pequenas coisas que dão poucos rendimento­s. Ao lado tem um saco plástico com um quilo de JE JE OS PREÇOS DOS PRODUTOS SUBIRAM NA ORDEM DE 30O POR CENTO NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

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