Des­champs po­de atin­gir os fei­tos de Za­ga­lo e Bec­ken­bau­er

De­pois de ter si­do cam­peão mun­di­al co­mo jo­ga­dor ex-in­ter­na­ci­o­nal gau­lês abei­ra-se tam­bém em con­quis­tar a pro­va co­mo trei­na­dor

Jornal dos Desportos - - MUNDIAL - SÉR­GIO V. DI­AS|

Anoi­te do pró­xi­mo do­min­go, no Es­tá­dio Luj­ni­ki, em Mos­co­vo, Rús­sia, po­de ter um sa­bor "mui­to es­pe­ci­al" pa­ra o se­lec­ci­o­na­dor fran­cês, Di­di­er Des­champs. É que além de po­der se tor­nar cam­peão ao ser­vi­ço da se­lec­ção gau­le­sa, o ex-cra­que po­de atin­gir um ou­tro fei­to his­tó­ri­co: in­de­pen­den­te­men­te do tí­tu­lo co­mo jo­ga­dor abei­ra-se tam­bém de con­quis­tar o tro­féu co­mo trei­na­dor do Mun­di­al de Futebol, ca­so a Fran­ça ven­ça a fi­nal.

E a acon­te­cer, a se­lec­ção da Fran­ça cor­tar a me­ta em pri­mei­ro lu­gar, se­ria co­mo co­lo­car a ce­re­ja no topo do bo­lo a ní­vel da car­rei­ra des­te trei­na­dor de 49 anos, que re­pe­te­ria, as­sim, al­go que até ago­ra só ou­tras du­as fi­gu­ras em­ble­má­ti­cas do futebol con­se­gui­ram con­quis­tar: Má­rio Jor­ge Lo­bo Za­gal­lo e Franz Bec­ken­bau­er.

O bra­si­lei­ro Má­rio Za­gal­lo foi cam­peão cam­peão co­mo atle­ta em 1958 e 1962 e co­mo téc­ni­co em 1970, ao pas­so que a an­ti­ga es­tre­la ale­mã Franz Bec­ken­bau­er sa­grou-se ven­ce­dor do Mun­di­al de 1974 co­mo jo­ga­dor e de 1990 co­mo se­lec­ci­o­na­dor da equi­pa da 'Manns­chaft'.

A ní­vel da his­tó­ria de Mun­di­ais o bra­si­lei­ro e o alem­não são os úni­cos, até ago­ra, a ga­nhar nas du­as fun­ções.

Da­da a pos­si­bi­li­da­de que tem de re­pe­tir es­se fei­to até ago­ra cirs­cuns­cri­to ape­nas a Má­rio Za­gal­lo e a Franz Bec­ken­bau­er, o an­ti­go ca­pi­tão da se­lec­ção da Fran­ça exal­ta os seus pu­pi­los pu­pi­los, após a eli­mi­na­ção da Bél­gi­ca, que já não per­dia há 15 jo­gos.

Além dis­so, à da­ta do jo­go das meias-finais, em São Pe­ters­bur­go, em que per­de­ra por 1-0 di­an­te da Fran­ça, os bel­gas car­re­ga­vam, so­bre os om­bros, o ró­tu­lo de se­rem de­ten­to­res do con­jun­to com mais go­los apon­ta­dos nes­ta pro­va: um to­tal de 14.

Um ou­tro fac­tor que Fran­ça ex­tor­vou no per­cur­so da se­gun­da se­lec­ção a se qua­li­fi­car pa­ra a 21ª edi­ção do Mun­di­al, is­to de­pois ob­vi­a­men­te da an­fi­triã Rús­sia, foi o ci­clo de cin­co vi­tó­ri­as con­se­cu­ti­vas da equi­pa trei­na­da por Ro­ber­to Mar­tí­nez nes­ta com­pe­ti­ção.

E Di­di­er Des­champs, com uma cons­te­la­ção for­ma­da por jo­ga­do­res co­mo Ky­li­an Mbap­pé, Paul Pog­ba, Gri­ez­mann, Va­ra­ne, Gi­roud e sem se es­que­cer, ob­vi­a­men­te, de Um­ti­ti, au­tor do ten­to que co­lo­cou a Fran­ça na fi­nal, foi um dos "gran­des obrei­ros" da in­ter­rup­ção do ci­clo mi­ra­cu­lo­so da se­lec­ção bel­ga, as­su­mi­da­men­te can­di­da­ta ao tí­tu­lo.

É pre­ci­so re­co­nhe­cer que mes­mo sen­do um 'out-si­der' a equi­pa ori­en­ta­da por Ro­ber­to Mar­tí­nez des­de mui­to ce­do mos­trou ter con­di­ções pa­ra dis­cu­tir e até mes­mo om­bre­ar com as cha­ma­das "gran­des do futebol" mun­di­al, pe­los ar­gu­men­tos apre­sen­ta­dos.

É im­por­tan­te des­ta­car que a Fran­ça além da fi­nal em que ven­ceu o Bra­sil, em ca­sa, em 1998, com um con­jun­to on­de pon­ti­fi­ca­vam além de Des­champs, Zi­da­ne, Thi­er­ry Hen­ri e ou­tros no­mes so­nan­tes da épo­ca, e des­te ano, mar­cou tam­bém na 2006, na da Ale­ma­nha, em que per­deu pa­ra a Itá­lia, uma das ausências as­si­na­lá­veis do Rús­sia-2018.

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