TÍ­TU­LO QUE DÁ GOS­TO

TUR­MA MI­LI­TAR É TRI-CAM­PEÃ NA­CI­O­NAL

Jornal dos Desportos - - PORTADA - BETUMELEANO FER­RÃO

O1º de Agos­to igua­lou on­tem o ri­val Petro de Lu­an­da no nú­me­ro de tris, plu­ral de tri, ou três con­quis­tas con­se­cu­ti­vas. Em to­da a his­tó­ria do Cam­pe­o­na­to Na­ci­o­nal de Futebol da Pri­mei­ra Di­vi­são, ape­nas equipas lu­an­den­ses, as ou­tras du­as são o Petro de Lu­an­da e o ASA, con­se­gui­ram três ve­zes se­gui­das o triunfo no Gi­ra­bo­la Zap, mas é coin­ci­den­te que to­das as pro­e­zas dos mi­li­ta­res fo­ram ob­ti­das à cus­ta dos avi­a­do­res e tri­co­lo­res.

Ao che­gar ao tri-cam­pe­o­na­to, o 1º de Agos­to aca­bou com o que pa­re­cia uma ma­la­pa­ta, re­al­men­te em du­as oca­siões dis­tin­tas na dé­ca­da de 90 do sé­cu­lo pas­sa­do, os mi­li­ta­res ti­nham tu­do pa­ra so­mar três triun­fos se­gui­dos no cam­pe­o­na­to, mas aca­ba­ram por fra­cas­sar o ob­jec­ti­vo. É tam­bém por es­se de­ta­lhe, que o fei­to ago­ra al­can­ça­do tem um sa­bor es­pe­ci­al, além de se des­co­lar do ASA, a equi­pa ru­bro-ne­gra deu um pas­so em fren­te pa­ra se igua­lar ao Petro, o que tem sem­pre um ca­riz es­pe­ci­al, por ser o ri­val dos ri­vais.

A his­tó­ria de “tris” do 1º de Agos­to po­de­ria ter ini­ci­a­do em Setembro de 1979, mas a mor­te de Agos­ti­nho Ne­to atra­sou o iní­cio do cam­pe­o­na­to pa­ra De­zem­bro. Pe­la pri­mei­ra vez, An­go­la re­a­li­za­va o seu cam­pe­o­na­to e pa­ra jun­tar o útil ao agra­dá­vel, as 24 equipas fo­ram re­par­ti­das em 4 sé­ri­es com 4 equipas ca­da, e o iné­di­to co­mo que foi o pre­nún­cio do que iria acon­te­cer no de­cor­rer da com­pe­ti­ção.

Quan­do to­das as sé­ri­es con­cluí­ram os seus jo­gos, fi­cou cla­ro que o des­fe­cho do cam­pe­o­na­to se­ria co­mo na vi­da re­al, os opostos iri­am mes­mo se atrair. O 1º de Agos­to pas­se­ou no gru­po A e apro­vei­tou a fra­que­za dos ad­ver­sá­ri­os pa­ra fa­zer o ple­no, 10 vi­tó­ri­as em tan­tos jo­gos, 43 golos mar­ca­dos e 8 so­fri­dos, en­quan­to na sé­rie D a TAAG, ho­je ASA, fez 16 pon­tos no gru­po mais equi­li­bra­do de todos, bas­ta ver que os Di­a­bos Ver­des, ho­je Spor­ting de Lu­an­da, e Es­tre­la Ver­me­lha do Hu­am­bo, ac­tu­al Benfica, ter­mi­na­ram am­bos com 15 pon­tos.

Co­mo o re­gu­la­men­to da com­pe­ti­ção só pre­via que às mei­as-fi­nais de­ve­ri­am ser dis­pu­ta­das en­tre os ven­ce­do­res de to­das as sé­ri­es, o cru­za­men­to fez com que as du­as me­lho­res equipas do cam­pe­o­na­to, 1º de Agos­to e TAAG, dis­pu­tas­sem a fi­nal an­te­ci­pa­da. Quem as­sim pen­sou não se en­ga­nou, pois até ho­je es­sa meia-fi­nal ain­da não ter­mi­nou, em­bo­ra te­nha si­do ne­ces­sá­rio um ter­cei­ro jo­go pa­ra apu­rar o fi­na­lis­tas, nas hos­tes avi­a­do­res ain­da há má­goa na ho­ra de ex­pli­car o que acon­te­ceu há dé­ca­das.

Ao es­ta­be­le­cer o re­cor­de de 11-0 so­bre o Des­por­ti­vo de Xan­gon­go do Cu­ne­ne, foi na 7ª. jor­na­da da sé­rie D, a TAAG ti­nha tu­do pa­ra pôr à pro­va o ver­da­dei­ro poder de fo­go dos mi­li­ta­res, tan­to é as­sim que co­me­çou a per­der, Lou­ren­ço fez o 1-0, aos 20´, mas Gon­çal­ves, aos 65´, e Chin­gui­to, aos 85´, dei­xa­ram os avi­a­do­res a um triunfo da fi­nal.

O 1º de Agos­to fez pe­la vi­da ao em­pa­tar a eli­mi­na­tó­ria com o ma­gro go­lo de Barros, aos 23´. Na ne­gra ou fi­na­lís­si­ma, uma vez mais, os mi­li­ta­res fo­ram mais for­tes ao vol­ta­rem a triun­far por 2-0 com golos de Amân­dio e San­são.

O 1º de Agos­to che­gou ao der­ra­dei­ro jo­go de so­bre­a­vi­so, ain­da bem que foi as­sim, por­que os Palancas do Hu­am­bo, que eli­mi­nou nas mei­as-fi­nais o Na­ci­o­nal de Ben­gue­la, por 3-1, só caiu aos 85´, quan­do San­são fez o 2-1, an­tes Ndun­gui­di, 1º de Agos­to, e Quim, Palancas, ti­nham fei­tos os golos, deu o tí­tu­lo aos mi­li­ta­res li­de­ra­dos pe­lo téc­ni­co an­go­la­no Ni­co­la Be­rar­di­nel­li, re­cen­te­men­te fa­le­ci­do.

Mi­li­ta­res fi­ze­ram o pri­mei­ro tri­cam­pe­o­na­to na épo­ca de 1981

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