A cor­ri­da ao CAN

Jornal dos Desportos - - ABERTURA -

Ul­tra­pas­sa­das as di­fi­cul­da­des, que da­vam con­ta da pos­sí­vel não in­te­gra­ção dos jo­ga­do­res con­vo­ca­dos pa­ra a Selecção Na­ci­o­nal de fu­te­bol em hon­ras, que evo­lu­em no es­tran­gei­ro, na se­gun­da jor­na­da das eli­mi­na­tó­ri­as pa­ra o Cam­pe­o­na­to Afri­ca­no das Na­ções de 2019, nos Ca­ma­rões, sur­ge ago­ra a “boa no­va”, com es­tes a fa­ze­rem já par­te dos tra­ba­lhos.

Na se­ma­na pas­sa­da, di­vul­ga­ram-se no­tí­ci­as à vol­ta das di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras por que pas­sa a Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Fu­te­bol (FAF) e que pe­ri­ga­va, pa­ra já, a des­lo­ca­ção dos pro­fis­si­o­nais ao país, pa­ra o jo­go des­te do­min­go, com o Botswa­na, no 11 de No­vem­bro.

Ao que o nos­so jor­nal apu­rou, a di­rec­ção da fe­de­ra­ção, li­de­ra­da por Ar­tur de Al­mei­da e Sil­va, des­do­brou-se em “ene” ac­ções pa­ra con­se­guir os di­nhei­ros, que pos­si­bi­li­tam o pa­ga­men­to das des­pe­sas ine­ren­tes a es­te du­e­lo do Gru­po I da cor­ri­da aos Ca­maões-2019.

E, fe­liz­men­te, a FAF te­rá si­do bem su­ce­di­da nos seus in­ten­tos, pois, des­de se­gun­da­fei­ra úl­ti­ma, con­fir­ma­ram-se as vin­das ao país dos jo­ga­do­res que evo­lu­em no es­tran­gei­ro, pa­ra mais es­ta em­prei­ta­da dos Pa­lan­cas Ne­gras nu­ma Ta­ça de Áfri­ca das Na­ções.

Gel­son Da­la e Bau­tu (Rio Aves), Ma­teus Ga­li­a­no (Bo­a­vis­ta), Fredy (Be­len­ses), Vá e Chi­co Ban­za (Lei­xões), to­dos es­ses em­ble­mas de Portugal, as­sim co­mo Djal­ma Cam­pos (Alanyas­por da Tur­quia) e Bas­tos (La­zio da Itá­lia) in­te­gram a lis­ta de pro­fis­si­o­nais.

Os Pa­lan­cas Ne­gras, que na ron­da inau­gu­ral des­ta cor­ri­da ao CAN dos Ca­ma­rões per­de­ram, por 1-3, fren­te ao Bur­ki­na Fa­so, em Ou­a­ga­dou­gou, são obri­ga­dos a ven­cer do­min­go o Botswa­na, pois qual­quer ou­tro re­sul­ta­do com­pro­me­te as su­as as­pi­ra­ções.

Po­rém, o con­jun­to ori­en­ta­do pe­lo sér­vio Sr­dan Va­sil­je­vic te­rá de re­do­brar os es­for­ços di­an­te das “Ze­bras” tswa­ne­ses, que, na es­treia, tam­bém ba­que­a­ram aos pés da Mauritânia, per­den­do por 1-0, em Nu­a­que­xo­te, seu re­du­to.

Os tswa­ne­ses es­tão ain­da res­sen­ti­dos da der­ro­ta con­sen­ti­da em ca­sa e daí, ob­vi­a­men­te, vão pro­cu­rar com­pli­car ao má­xi­mo a ta­re­fa dos Pa­lan­cas Ne­gras que são, as­su­mi­da­men­te, can­di­da­tos à con­quis­ta da vi­tó­ria, mais a mais, por jo­ga­rem em ca­sa.

Mas, co­mo os jo­gos têm 90 mi­nu­tos, é im­pe­ri­o­so es­pe­rar pe­lo des­fe­cho des­te con­fron­to de do­min­go pa­ra, daí, se fa­ze­rem as even­tu­ais con­tas, em re­la­ção ao que po­de ser a sor­te de Angola, nes­ta ca­mi­nha­da pa­ra a gran­de mon­tra do fu­te­bol, com pal­co nos Ca­ma­rões.

O com­bi­na­do an­go­la­no, que mar­cou pre­sen­ça pe­la pri­mei­ra vez num CAN em 1996, por si­nal dis­pu­ta­do na Áfri­ca do Sul e sob ori­en­ta­ção ma­lo­gra­do pro­fes­sor Car­los Alhi­nho, qua­li­fi­cou-se pa­ra ou­tras seis edi­ções des­ta gran­de mon­tra do fu­te­bol con­ti­nen­tal.

Além da es­treia com o lu­so­ca­bo­ver­di­a­no, Angola es­te­ve pre­sen­te em 1998 (no Bur­ki­na Fa­so), 2006 (Egip­to), 2008 (Gha­na), 2010 (na pro­va em que o país or­ga­ni­zou), 2012 (co-or­ga­ni­za­da pe­lo Ga­bão e Gui­néE­qua­to­ri­al) e, fi­nal­men­te, em 2013 (Áfri­ca do Sul).

Após a sua es­treia em 1996, na Áfri­ca do Sul, Angola fa­lhou as edi­ções dos CAN de 2000 (or­ga­ni­za­da pe­lo Gha­na e Ni­gé­ria) e 2002 (Mali), as­sim co­mo as de 2015 e 2017, que ti­ve­ram co­mo pal­co a Gui­né-Equa­to­ri­al e Ga­bão, res­pec­ti­va­men­te. Por is­so, re­co­men­da-se me­lhor ati­tu­de e de­ter­mi­na­ção nes­ta ca­mi­nha­da pa­ra os Ca­ma­rões2019. To­dos os an­go­la­nos es­tão ex­pec­tan­tes.

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