“Os co­mis­sá­ri­os pen­sam que são ár­bi­tros”

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL -

Os ár­bi­tros an­go­la­nos têm com­pe­tên­cia, mas pre­ci­sam de me­lho­rar. A cons­ta­ta­ção é do pre­si­den­te do Domant FC do Bu­la Atum­ba, Do­min­gos António, quan­do ques­ti­o­na­do so­bre o tra­ba­lho de­sen­vol­vi­do pe­los pro­fis­si­o­nais do api­to, no Girabola Zap, re­cém-ter­mi­na­do, e que con­sa­grou o 1º de Agos­to, pe­la se­gun­da vez, tri­cam­peão.

Para Do­min­gos António, os ár­bi­tros na­ci­o­nais não po­dem ser ten­den­ci­o­sos, mui­to me­nos de­vem de­fen­der ca­mi­so­las. O "ho­mem for­te" do clu­be do Ben­go, cri­ti­cou igual­men­te os co­mis­sá­ri­os, pois, co­mo dis­se, mui­tas ve­zes pen­sam que tam­bém são ár­bi­tros.

"A nos­sa ar­bi­tra­gem tem com­pe­tên­cia e sa­be ar­bi­trar. Eles sa­bem e en­ten­dem, mas ti­ve­mos o pro­ble­ma de ten­dên­ci­as, no úl­ti­mo cam­pe­o­na­to. Hou­ve ten­dên­ci­as, po­rém, não é on­de co­lo­ca­mos o nos­so tra­ba­lho. Não va­mos pen­sar que o nos­so tra­ba­lho es­va­zi­ou-se, por ali. A ver­da­de é que a ar­bi­tra­gem pre­ci­sa de me­lhor, por­que to­dos so­mos pro­fis­si­o­nais e é pre­ci­so res­pei­tar a to­dos, des­de o atle­ta ao di­ri­gen­te para não con­ti­nu­ar­mos a vai­ar o nos­so fu­te­bol. Pre­ci­sa­mos, que os nos­sos ár­bi­tros dei­xem de ser ten­den­ci­o­sos. Os ár­bi­tros não de­vem de­fen­der ca­mi­so­las, so­bre­tu­do.", dis­se Do­min­gos António, e acres­cen­tou, "eu ve­jo mais do la­do da­que­le que tem a res­pon­sa­bi­li­da­de de acom­pa­nhar o tra­ba­lho do ár­bi­tro, no ca­so, os co­mis­sá­ri­os. Os co­mis­sá­ri­os aos jo­gos não po­dem pen­sar que tam­bém são ár­bi­tros. Os co­mis­sá­ri­os aos jo­gos vão para su­per­vi­si­o­nar o tra­ba­lho da ar­bi­tra­gem, para for­ne­ce­rem me­lhor detalhes ao Con­se­lho Cen­tral de Ár­bi­tros, o que é a pres­ta­ção de ca­da ar­bi­tro nos jo­gos.

A ava­li­a­ção do de­sem­pe­nho, da fun­ção da ar­bi­tra­gem, nin­guém faz. Por isso, é que te­mos si­tu­a­ções em que um ár­bi­tro api­tou mal ali, e o mes­mo apa­re­ce a api­tar num ou­tro jogo, as­sim, su­ces­si­va­men­te". Co­mo exem­plo do que dis­se, Do­min­gos António ci­tou o jogo dis­pu­ta­do em Cabinda, en­tre o Sporting lo­cal e o Petro de Lu­an­da, chegou a in­ter­ro­gar-se, se não hou­ve co­mis­sá­rio na­que­le de­sa­fio. "Va­mos ana­li­sar o ca­so que ocor­reu em Cabinda, no jogo en­tre o Sporting lo­cal e o Petro de Lu­an­da. In­ter­ro­go-me: não ha­via co­mis­sá­rio ao jogo? Qual foi a ocor­rên­cia que o co­mis­sá­rio re­gis­tou? Por aca­so, o co­mis­sá­rio ao jogo con­si­de­rou go­lo a jo­ga­da ou bo­la à tra­ve? Cla­ro, que se o co­mis­sá­rio ao jogo as­su­mis­se a sua res­pon­sa­bi­li­da­de, e não es­tou a con­de­ná-lo, eu não vi o re­la­tó­rio de­le, acre­di­to que a re­cla­ma­ção não vi­ria do Petro de Lu­an­da. In­ter­na­men­te, de­via-se pro­du­zir um inqué­ri­to em re­la­ção aque­le go­lo. Com isso, fal­ta trans­pa­rên­cia. Os co­mis­sá­ri­os são os res­pon­sá­veis pe­los ár­bi­tros", la­men­tou.

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