Téc­ni­co de­fen­de me­lhor efi­ci­ên­cia na co­mu­ni­ca­ção com os clu­bes

Jornal dos Desportos - - MODALIDADES - GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO

A me­lho­ria na or­ga­ni­za­ção, co­mu­ni­ca­ção in­ter­na efi­ci­en­te en­tre fe­de­ra­ção e os clu­bes a ní­vel na­ci­o­nal, foi de­fen­di­da pe­lo téc­ni­co da aca­de­mia de Ta­ekwon­dó do Benfica Pe­tró­le­os do Lubango, na pro­vín­cia da Huí­la.

Simão Sumbelelo quer que, a ní­vel na­ci­o­nal, se­ja me­lho­ra­do em pri­mei­ra ins­tân­cia a or­ga­ni­za­ção e exis­tir uma co­mu­ni­ca­ção efi­caz com os clu­bes fa­ze­do­res de ar­te. “Quan­do di­go or­ga­ni­za­ção, qu­e­ro re­fe­rir-me re­la­ti­va­men­te a fe­de­ra­ção, que a tem­po e ho­ra deve co­mu­ni­car aos clu­bes, pro­vi­den­ci­ar tu­do aqui­lo que for pos­sí­vel, pa­ra um me­lhor cam­pe­o­na­to. Con­tu­do, são mui­tas coi­sas que de­vem ser me­lho­ra­dos pe­la fe­de­ra­ção, de mo­dos que o ta­ekwon­dó se­ja aque­le que sem­pre nós pro­ta­go­ni­za­mos. Qu­e­re­mos ter um ta­ekwon­dó me­lhor do que te­mos ago­ra”, ape­lou.

De acor­do com Simão Sumbelelo, que­rem pri­mar mui­to por uma or­ga­ni­za­ção efi­caz, por­que a 18ª edi­ção do cam­pe­o­na­to na­ci­o­nal dis­pu­ta­do no Mo­xi­co, não foi das me­lho­res de to­dos os tempos. “Es­sa não foi das me­lho­res, por­que hou­ve fal­ta de co­mu­ni­ca­ção”, la­men­tou.

No to­can­te a ar­bi­tra­gem, con­si­de­rou ter si­do a me­lhor de to­dos os cam­pe­o­na­tos já re­a­li­za­dos. “A ar­bi­tra­gem esteve boa. Por is­so, gos­ta­ria que em to­dos os cam­pe­o­na­tos a se­rem re­a­li­za­dos, a ar­bi­tra­gem deve se com­por­tar con­for­me o ob­ser­va­do nes­te. Os atletas não po­dem ter dois ad­ver­sá­ri­os. O ad­ver­sá­rio que es­tá com ele a com­pe­tir e o ar­bi­tro. E é o que te­mos ve­ri­fi­ca­do em qua­se to­dos os tor­nei­os da Taça Embaixada da Co­reia do Sul”, apon­tou. Re­fe­riu que o pior pro­ble­ma, que se pas­sa nos tor­nei­os da Taça Embaixada da Cor­reia do Sul, são os ár­bi­tros e es­cla­re­ceu que os ár­bi­tros en­tram tam­bém já a com­pe­tir. Adi­an­tou que is­so, as ve­zes, cria stress aos pró­pri­os atletas. “E de­vo aqui pa­ra­be­ni­zar es­ses bra­vos atletas, que se en­tre­gam de corpo e al­ma. Re­pre­sen­tam o clu­be, a pro­vín­cia e até o país. Es­tão sem­pre dis­pos­tos, pa­ra fa­ze­rem aqui­lo que sa­bem no ta­ekwon­dó”, sa­li­en­tou o téc­ni­co.

Simão Sumbelelo apon­tou a me­lho­ria na or­ga­ni­za­ção a ní­vel na­ci­o­nal e pro­vin­ci­al. Os atletas tam­bém cla­mam mui­to por fal­ta de ma­te­ri­al, si­tu­a­ção que não fo­ge a re­gra ao Benfica Pe­tró­le­os do Lubango.

“Não po­de­mos exi­gir fun­dos e mun­dos, por­que to­dos sou­be­mos das con­di­ções do clu­be. Mas os atletas cla­mam pe­lo ma­te­ri­al, até por­que não é só o Benfica que cla­ma. A ní­vel do país to­dos clu­bes cla­mam por ma­te­ri­al des­por­ti­vo”, re­ve­lou.

Com o ma­te­ri­al dis­po­ní­vel, as­se­gu­rou o téc­ni­co, os atletas trei­nam a von­ta­de e es­ta­ri­am em pé de igual­da­de com to­dos ou­tros da Áfri­ca Aus­tral e do mun­do no geral. “En­tão, is­so só é pos­sí­vel com a re­a­li­za­ção de mais cam­pe­o­na­tos ou com­pe­ti­ções in­ter­na­ci­o­nais, co­mo por exem­plo os tor­nei­os do Zo­nal V, da Áfri­ca Aus­tral, jo­gos Pan-afri­ca­no, cam­pe­o­na­tos afri­ca­no. Tu­do is­so ins­pi­ra o atle­ta, pa­ra num cur­to es­pa­ço de tem­po che­gar ao cam­pe­o­na­to mun­di­al e aos Jo­gos Olím­pi­cos”, des­ta­cou.

Ta­len­tos la­pi­da­dos dão or­gu­lho ao clu­be

A aca­de­mia do Benfica Pe­tró­le­os do Lubango é uma das mais for­tes es­co­las, apos­ta­da na mas­si­fi­ca­ção na ar­te de ta­ekwon­dó na pro­vín­cia da Huí­la, o que dá or­gu­lho a agre­mi­a­ção.

O pro­pó­si­to a atingir, com es­se pro­ces­so de formação de ta­len­tos, ba­seia-se na pre­pa­ra­ção de atletas, ca­pa­zes de fa­zer fren­te, sem qual­quer re­ceio, aos ad­ver­sá­ri­os em cam­pe­o­na­tos na­ci­o­nais e in­ter­na­ci­o­nais. Ac­tu­al­men­te, a aca­de­mia mo­vi­men­ta, apro­xi­ma­da­men­te, 180 atletas nos es­ca­lões de ju­ve­nis (35), ju­ni­o­res (mai­o­ria 80) e se­ni­o­res (50). Já o sec­tor fe­mi­ni­no con­ta com cer­ca de 28 a 30 pra­ti­can­tes.

Simão Sumbelelo es­cla­re­ceu que, um dos ob­jec­ti­vos da aposta da di­rec­ção do Benfica, pas­sa no pro­ces­so de mas­si­fi­ca­ção de to­das mo­da­li­da­des que mo­vi­men­tam aque­la agre­mi­a­ção des­por­ti­va, fun­da­da a 27 de Fe­ve­rei­ro de 1932.“Se re­pa­ra­rem, os ac­tu­ais campeões na­ci­o­nais são fru­to des­ta formação. En­tão, o ob­jec­ti­vo a atingir, é pre­pa­rá-los pa­ra, num futuro próximo, po­de­rem fa­zer fren­te em to­das com­pe­ti­ções que sur­gi­rem a ní­vel da fe­de­ra­ção, as­so­ci­a­ção ou da fe­de­ra­ção afri­ca­na e mun­di­al. Es­se é o ob­jec­ti­vo a atingir. Pa­ra di­zer que, in­de­pen­den­te­men­te de o Benfica ser o cen­tro a ní­vel pro­vin­ci­al na mas­si­fi­ca­ção, qu­e­re­mos tam­bém re­fe­rir aqui, que a pró­pria di­rec­ção do clu­be tem co­mo al­vo, desde que foi elei­ta, a mas­si­fi­ca­ção de to­das as mo­da­li­da­des. En­tão, é só en­gros­sar o ta­ekwon­dó nes­te pro­jec­to e fi­ze­mos a fes­ta com a di­rec­ção”, ex­pli­cou. Con­tou que os atletas cla­mam por fal­ta de ma­te­ri­al, no­me­a­da­men­te pro­tec­to­res, ca­pa­ce­tes, es­tar­guen­tes, ta­pe­tes, equi­pa­men­to, den­tre ou­tros. “Es­ta­mos a fa­lar de um kit com­ple­to de ma­te­ri­al, que os atletas do Benfica Pe­tró­le­os do Lubango ca­re­cem, mas te­nho a ple­na cer­te­za que, a ní­vel na­ci­o­nal, to­dos os atletas do ta­ekwon­dó cla­mam por es­se ma­te­ri­al”, in­for­mou.

As ca­te­go­ri­as -54kg, -58kg, 63kg, -68kg, -74kg, -80kg, +80kg são al­gu­mas de pe­so mo­vi­men­ta­dos na aca­de­mia do Benfica Pe­tró­le­os do Lubango.Simão Sumbelelo con­fir­mou ter en­con­tra­do já a ca­te­go­ria de pe­so de +80kg, mas fal­ta la­pi­dá-lo bem, de mo­dos a fa­zer fren­te a qual­quer clu­be. “E as­sim num futuro próximo; pre­ten­de­mos apa­re­cer em qual­quer cam­pe­o­na­to que for or­ga­ni­za­do.

VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDIÇÕES NO­VEM­BRO

Pa­ra re­va­li­dar o tí­tu­lo, a aca­de­mia do Benfica Pe­tró­le­os do Lubango pre­ci­sou de ar­re­ba­tar cin­co me­da­lhas de ou­ro

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