A de­ser­ção na FAF

Jornal dos Desportos - - ÚLTIMA - TEI­XEI­RA CÂN­DI­DO

A saída inex­pli­ca­da de al­guns di­ri­gen­tes da Fe­de­ra­ção An­go­la­na de Fu­te­bol (FAF) é uma men­sa­gem, que não po­de ser ig­no­ra­da. É uma men­sa­gem que vai no sen­ti­do con­trá­rio ao do que acon­te­ce nos rel­va­dos. Ou se­ja, é um cli­ma que po­de per­tur­bar o ambiente de re­con­quis­ta dos Pa­lan­cas.

De­pois de um pe­río­do de des­cren­ça dos adep­tos, as últimas exi­bi­ções da equi­pa na­ci­o­nal es­tá a cha­mar de vol­ta os adep­tos, o que exi­ge da FAF si­lên­cio. Fa­zer apenas o ne­ces­sá­rio, co­mo co­lo­car à dis­po­si­ção das se­lec­ções as con­di­ções mí­ni­mas. É pre­ci­so que os di­ri­gen­tes da FAF co­lo­quem na me­sa o in­te­res­se mai­or. Te­rá si­do, alías, em no­me dis­so mes­mo que con­cor­re­ram pa­ra o car­go. Por is­so, os di­ri­gen­tes têm a obri­ga­ção de en­co­lher os egos. Re­co­lher os tí­tu­los e al­gu­ma ar­ro­gân­cia em no­me do fu­te­bol. Co­mo em to­das as ins­ti­tui­ções, o pre­si­den­te deve ser o pri­mei­ro, o aglu­ti­na­dor e não o dis­su­a­sor. A saída de Nor­ber­to de Cas­tro foi ig­no­ra­da, por­que en­ten­de­ram mui­tos que se tra­tas­se do ca­rác­ter de­le.

Co­mo em to­das as ins­ti­tui­ções, o pre­si­den­te deve ser o pri­mei­ro, o aglu­ti­na­dor e não o dis­su­a­sor

A seguir ou­tro vi­ce ba­teu a por­ta. Acen­deu o si­nal.Nor­ber­to de Cas­tro quei­xou-se de que tí­nha si­do pre­te­ri­do, que­ri­am-no a exer­cer um pa­pel de "of­fi­ce-boy" (es­ta­fe­ta ou menino de re­ca­dos) ao in­vés da fun­ção ini­ci­al­men­te pro­pos­ta: vi­ce-pre­si­den­te pa­ra o fu­te­bol jo­vem. Com a se­gun­da de­ser­ção, fi­cou con­cluí­da a ideia de que Ar­tur Al­mei­da fez um apartheid, cha­mou pa­ra jun­to de si al­guns, e fe­chou a por­ta pa­ra a mai­o­ria.

Fe­liz­men­te, as as­so­ci­a­ções des­per­ta­ram pa­ra uma si­tu­a­ção, que po­de con­ta­gi­ar o ca­mi­nho que os Pa­lan­cas Ne­gras es­tão a tri­lhar. Abro um pa­rên­te­ses pa­ra di­zer, que não vi­vo ob­ce­ca­do com a qua­li­fi­ca­ção pa­ra o Cam­po­e­na­to Afri­ca­no das Na­ções (CAN). Va­lo­ri­zo mais um pro­jec­to es­tru­tu­ran­te. Fecho, e gos­ta­ría de con­cluir com ape­lo pa­ra o se­re­nar dos âni­mos, a im­por­tân­cia de um trabalho con­jun­to, mais do que is­so trans­pa­ren­te. To­dos são pou­cos pa­ra a gran­de­za dos de­sa­fi­os do fu­te­bol na­ci­o­nal. En­ten­dam-se se­nho­res!

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