AN­GO­LA CO­ME­ÇA COM O QA­TAR NO MUN­DI­AL DE AN­DE­BOL MAS­CU­LI­NO

Se­lec­ci­o­na­dor na­ci­o­nal e pu­pi­los es­tão mo­ti­va­dos pa­ra dig­ni­fi­car as co­res do país

Jornal dos Desportos - - PORTADA - SIL­VA CA­CU­TI

Ase­lec­ção na­ci­o­nal sé­ni­or mas­cu­li­na de an­de­bol co­me­ça ama­nhã, às 15h30, di­an­te do Qa­tar a par­ti­ci­pa­ção na 26ª edi­ção do Cam­pe­o­na­to do Mun­do, in­se­ri­da no gru­po D que tem co­mo pal­co a ci­da­de di­na­mar­que­sa de Co­pe­nha­ga.

O jo­go da pri­mei­ra jor­na­da é dis­pu­ta­do no Royal Are­na com a ca­pa­ci­da­de de aco­lher 13.500 es­pec­ta­do­res.Há três anos, o Qa­tar é uma equi­pa que apa­re­ce nos areó­pa­gos do an­de­bol e é re­fe­ren­ci­a­do co­mo um dos gran­des do mun­do. De­pois da me­da­lha de pra­ta no cam­pe­o­na­to que aco­lheu, afas­tou a for­te Ale­ma­nha dos quar­tos-de-fi­nal em 2015 e aca­bou a com­pe­ti­ção em oi­ta­vo lu­gar.

Em 2017, o Qa­tar, tri-cam­peão asiá­ti­co, já não con­tou com gran­de par­te de no­mes que ti­nha na­tu­ra­li­za­do e que lhe per­mi­ti­ram che­gar ao se­gun­do lu­gar mun­di­al. Nes­ta edi­ção, os ca­ta­ren­ses tam­bém não ins­cre­ve­ram os mon­te­ne­gri­nos Go­ran Sto­ja­no­vic e Jo­vo Dam­ja­no­vic. O es­pa­nhol Bor­ja Vi­dal e o fran­cês Ber­trand Roi­né e ou­tros tam­bém es­tão au­sen­tes da equi­pa.

Ain­da as­sim, é uma equi­pa a ter em con­ta, co­mo bem sa­be o se­lec­ci­o­na­dor na­ci­o­nal Filipe Cruz.

"Pe­lo que sei, há pou­co tem­po, foi vi­ce-cam­peão mun­di­al e me- re­ce to­do o res­pei­to. Tem atle­tas de al­to ga­ba­ri­to e al­guns tro­ca­ram de na­ci­o­na­li­da­de. É, por is­so, um ad­ver­sá­rio a ter em con­ta", co­men­tou o trei­na­dor an­go­la­no.

O lí­der dos "Gu­er­rei­ros", co­mo tam­bém é tra­ta­da a se­lec­ção, é uma pes­soa avi­sa­da e an­te­ci­pa­da­men­te fez o tra­ba­lho de ca­sa.

"Que­re­mos ter uma se­lec­ção que pos­sa apre­sen­tar um an­de­bol fluí­do e es­cla­re­ci­do nas fa­ses do jo­go. Va­mos en­con­trar ad­ver­sá­ri­os po­de­ro­sos. É im­por­tan­te que te­nha­mos uma se­lec­ção ca­pa­ci­ta­da pa­ra se su­pe­rar", dis­se à saí­da pa­ra o es­tá­gio que en­cer­ra ofi­ci­al­men­te ho­je na Po­ló­nia.

Da par­te de jo­ga­do­res há pron­ti­dão, co­mo faz crer Ade­li­no Pes­ta­na, atle­ta do In­ter­clu­be. O "po­lí­cia" faz o seu se­gun­do cam­pe­o­na­to mun­di­al.

"Es­ta­mos pron­tos. A mo­ti­va­ção é das me­lho­res. Aguar­da­mos pe­la ho­ra do jo­go. Uma coi­sa, que te­nho a cer­te­za, é de que va­mos dar o me­lhor pa­ra dig­ni­fi­car a nos­sa bandeira", co­men­tou.

O es­tre­an­te Cláu­dio Lo­pes es­tá fo­ca­do na pas­sa­gem de fa­se e con­si­de­ra a sua pre­sen­ça no gru­po dos elei­tos de Filipe Cruz uma opor­tu­ni­da­de ím­par pa­ra mos­trar tra­ba­lho. "Te­nho jo­ga­do nos trei­nos e es­pe­ro dar o meu con­tri­bu­to na lu­ta pa­ra a pas­sa­gem de fa­se nes­te Mun­di­al", dis­se.

Além do Qa­tar e An­go­la, o gru­po D integra o Egipto, Ar­gen­ti­na, Sué­cia e Hun­gria. Na sequên­cia da jor­na­da inau­gu­ral, às 18h00, a Ar­gen­ti­na jo­ga com a Hun­gria e a Sué­cia de­fron­ta o Egipto, às 20h00.

ÚL­TI­MO MUN­DI­AL DE PE­DRO GO­DI­NHO

Em 2021, qu­an­do a Áfri­ca vol­tar a aco­lher ou­tra edi­ção do Mun­di­al sé­ni­or mas­cu­li­no, Pe­dro Go­di­nho já não se­rá o pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção An­go­la­na de An­de­bol. O pró­prio anun­ci­ou que não se can­di­da­ta pa­ra novo man­da­to, qu­an­do ter­mi­nar o ac­tu­al em 2020.

Go­di­nho vai dei­xar o le­me do an­de­bol an­go­la­no com a tran­qui­li­da­de de qu­em pres­tou tra­ba­lho ao país. De­pois dos fei­tos da se­lec­ção sé­ni­or fe­mi­ni­na, é no seu man­da­to que An­go­la con­se­guiu dois pó­di­os con­ti­nen­tais e con­se­quen­te­men­te du­as pre­sen­ças con­se­cu­ti­vas em mun­di­ais.

Cons­ci­en­te ou não, a ver­da­de é que pa­ra es­te Mun­di­al, a Fe­de­ra­ção deu um to­que es­pe­ci­al à pre­pa­ra­ção do con­jun­to an­go­la­no ao ofe­re­cer cer­ca de 50 di­as que cul­mi­na­ram com um es­tá­gio pré-com­pe­ti­ti­vo na Po­ló­nia.

Re­cor­dar que o Egipto aco­lheu a pri­mei­ra edi­ção do Mun­di­al no con­ti­nen­te afri­ca­no em 1999. Em 2005, foi a vez da Tu­ní­sia. Egipto e Tu­ní­sia são ou­tros re­pre­sen­tan­tes con­ti­nen­tais no Mun­di­al que a Di­na­mar­ca e Ale­ma­nha aco­lhem a par­tir de ho­je.

Me­lho­rar a clas­si­fi­ca­ção an­te­ri­or é o ob­jec­ti­vo do "se­te" na­ci­o­nal

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