SAMUEL ETO'O

PÕE FIM À CAR­REI­RA AOS 38 ANOS

Jornal dos Desportos - - PORTADA -

No sá­ba­do, dia 7, aos 38 anos de ida­de, Samuel Eto'o anun­ci­ou a re­ti­ra­da dos rel­va­dos, após 22 anos de car­rei­ra. Eto'o fez his­tó­ria e tor­nou-se uma len­da nas gran­des equi­pas da Eu­ro­pa, de que se des­ta­cam o Barcelona e o In­ter de Mi­lão. A par dis­so, du­ran­te lar­gos anos, foi o prin­ci­pal jogador da se­lec­ção dos Camarões.

Num "post" no Ins­ta­gram, Eto'o ti­nha su­ge­ri­do aos fãs de que ia "pen­du­rar as chuteiras".

"O fi­nal ru­mo a um no­vo de­sa­fio. Obri­ga­do a to­dos. Gran­de amor. Adre­na­li­na", es­cre­veu na le­gen­da.

O avançado te­ve pas­sa­gens por "gi­gan­tes" eu­ro­peus. O seu pri­mei­ro gran­de con­tra­to foi com o Re­al Ma­drid, em 1997, con­tu­do, da­da a pou­ca ida­de foi em­pres­ta­do ao Le­ga­nés, on­de fi­cou du­ran­te uma épo­ca. Em 1998, vol­tou pa­ra o clu­be me­ren­gue com con­tra­to até 2000, mas vol­tou a ser em­pres­ta­do ao Es­panyol e de­pois ao Mal­lor­ca, foi con­tra­ta­do em 2000, pe­lo último.

No Mal­lor­ca, o seu ta­len­to foi apre­sen­ta­do ao mun­do, pe­la pri­mei­ra vez. Em 2002, foi cam­peão da Ta­ça do Rei e tor­nou-se o mai­or ar­ti­lhei­ro da his­tó­ria do clu­be, com 70 golos em 163 jo­gos. Saiu da equipa, em 2004, ano em que se trans­fe­riu pa­ra o Barcelona, por 24 mi­lhões de eu­ros.

Co­me­ça­va a bri­lhan­te his­tó­ria de Eto’o. Na sua passagem pe­lo Bar­ça, fez par­te da equipa len­dá­ria que con­quis­tou três títulos de "La Liga", uma Ta­ça do Rei, uma Su­per­ta­ça de Es­pa­nha e du­as "Cham­pi­ons Le­a­gue", foi o me­lhor em campo no jo­go com o Ar­se­nal (2005/2006) e au­tor de um go­lo, na fi­nal com o Man­ches­ter Uni­ted (2008/2009).

A sua his­tó­ria no clu­be ca­ta­lão, in­clu­si­ve, ren­deu-lhe uma in­di­ca­ção pa­ra o prémio de me­lhor jogador do mun­do, mas fi­cou em ter­cei­ro, atrás de Ro­nal­di­nho Gaú­cho e de Frank Lam­pard. Dei­xou o Barcelona em 2009.

Nes­se ano, Samuel Eto’o foi con­tra­ta­do pe­lo In­ter de Mi­lão, on­de man­te­ve o al­to ní­vel fu­te­bo­lís­ti­co e pô­de re­pe­tir al­guns fei­tos que con­quis­tou no Barcelona. Al­can­çou a "trí­pli­ce" co­roa no pri­mei­ro ano, ao ser­vi­ço do In­ter: um Campeonato Ita­li­a­no, uma Ta­ça de Itália e uma "Cham­pi­ons Le­a­gue", com a "su­per" equipa trei­na­da por Jo­sé Mou­ri­nho. Per­ma­ne­ceu em Mi­lão, até à épo­ca de 2012.

De­pois de con­quis­tar tu­do, fez as ma­las pa­ra a Rús­sia, pa­ra ac­tu­ar pe­lo Anzhi Makha­ch­ka­la, por três épo­cas.

Em 2014, vol­tou pa­ra a Eu­ro­pa. De­pois jo­gou pe­lo Chel­sea, Ever­ton, Samp­dó­ria, An­talyas­por e Konyas­por. Por fim, jo­gou pe­lo fu­te­bol do Qa­tar, no Qa­tar SC, on­de ter­mi­nou a sua car­rei­ra, es­ta se­ma­na.

Pe­la Se­lec­ção Ca­ma­ro­ne­sa ven­ceu as Olim­pía­das de 2000 e du­as ve­zes a Ta­ça de Áfri­ca de Na­ções, em 2000 e 2002 e foi o mai­or ar­ti­lhei­ro da his­tó­ria da equipa, com 55 golos mar­ca­dos.

Num “post” no Ins­ta­gram, Eto'o ti­nha su­ge­ri­do aos fãs de que ia “pen­du­rar as chuteiras”. "O fi­nal ru­mo a um no­vo de­sa­fio. Obri­ga­do a to­dos

DR

Jogador é ído­lo do Barcelona e In­ter de Mi­lão e con­quis­tou três "Cham­pi­ons Le­a­gue"

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