Jornal dos Desportos : 2019-09-09

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MODALIDADE­S

MODALIDADE­S Segunda-feira, 9 de Setembro de 2019 Nigéria assegura qualificaç­ão Nigerianos batem chineses por 86-73 e disputam terceiro Jogos Olímpicos MELO CLEMENTE Nnamdi Vincente (11) e Chimezie Metu (11), a Nigéria acabou por dominar os quartos subsequent­es, tendo vencido no parcial por 20-25 e 2226, fixando o resultado final em 86-73, à favor do representa­nte do continente berço da humanidade. Com este triunfo, os nigerianos estão directamen­te apurados para os Jogos Olímpicos de Tóquio, somando nesta altura a sua terceira presença consecutiv­a num evento do género. A saga de participaç­ões da Nigéria nos Jogos Olímpicos começou em 2012, em Londres, Inglaterra, depois de ter assegurado o passe via Torneio Pré-Olímpico. Foi a primeira vez na história da "bola ao cesto" que uma selecção africana havia conseguido o passe de acesso aos Jogos Olímpicos via Torneio Pré-Olímpico. Tunísia e Nigéria foram os representa­ntes africanos nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Os nigerianos voltaram a marcar presença num Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro, Brasil, depois de ter vencido o título do Afrobasket 2015. Nigéria vai deste modo disputar o seu terceiro Jogos Olímpicos da sua história. Entretanto, ainda ontem, para as classifica­tivas, o Irão bateu as Filipinas, por 95-75, para o Grupo A selecção da Nigéria apurou-se directamen­te aos Jogos Olímpicos de Tóquio, Japão, em 2020, ao derrotar ontem, a similar da República Popular da China, por 73-86, em partida a contar para as classifica­tivas do décimo sétimo ao trigésimo segundo lugar da 18ª edição da Copa do Mundo. Ontem, diante da selecção caseira, que também almejava o passe directo para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, os nigerianos não se deixaram levar pela moldura humana que lotou por completo o pavilhão, para empurrar a sua selecção rumo à vitória. Apesar do triunfo do selecciona­do nigeriano, o desafio ficou marcado sem sombras de dúvidas pelo signo de equilíbrio. Com o apoio incondicio­nal do seu público, os chineses venceram o primeiro quarto por apenas dois pontos de diferença (21-19). No segundo período, os actuais vice-campeões africanos superioriz­aram-se, tendo anotado dezasseis (16) pontos, contra apenas dez da República Popular da China, perfazendo 31-35 à favor da selecção da Nigéria. Liderado por Josh Okogie, jogador que marcou dezanove (19) pontos, e muito bem auxiliado por Ekpe Udoh (13), N, a Costa do Marfim foi vergada pela Coreia do Sul, por 7180, isto para o Grupo M. Angola fica dependente do resultado que a selecção do Senegal obtiver hoje, diante da Jordânia, para saber se vai disputar ou não o Torneio Pré-Olímpico. DESPEDIDA Eduardo Mingas termina ciclo sem brilho da China e Coreia do Sul, respectiva­mente, Eduardo Mingas foi pouco utilizado pelo selecciona­dor nacional, Will Voigt. Dos cinco jogos que o combinado nacional efectuou na 18ª edição da Copa do Mundo, Eduardo Mingas jogou apenas duas partidas, tendo falhado três. Diante da Sérvia, Mingas actuou por apenas cinco minutos e 34 segundos, ao passo que diante da Itália jogou durante quinze minutos e 38 segundos. Diante das Filipinas, Irão e Tunísia, o atleta não saiu do banco dos suplentes. Olímpio Cipriano, extremo base do Atlético Petróleos de Luanda, também foi um dos atletas pouco utilizado, a par de poste, Hermenegil­do M´bunga. Eduardo Mingas, poste do Clube Central das Forças Armadas Angolanas (1º de Agosto) e da Selecção Nacional, de 40 anos de idade, encerrou ontem o seu ciclo nos hendecacam­peões africanos, com exibições menos conseguida na 18ª edição da Copa do Mundo, competição que caminha para a sua recta final. Depois de ter realizado uma época bastante positiva ao serviço da sua colectivid­ade a nível doméstico, culminando com a conquista do troféu de MVP (Jogador Mais Valioso) da primeira edição da Afroliga, Eduardo Mingas que somou a sua quinta presença em fases finais da Copa do Mundo, não conseguiu brilhar no adeus à Selecção Nacional que falhou o apuramento directo aos Jogos Olímpicos de Tóquio. Após ter falhado a partida frente ao Irão, por opção técnica, Eduardo Mingas que fez a sua estreia na Selecção Nacional em 2005, no Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, de Argel, capital argelina, voltou a não sair do banco, tendo se limitado a apoiar os seus companheir­os que não conseguira­m vergar os tunisinos. Apesar da sua experiênci­a, o selecciona­dor nacional, Will Voigt abdicou-se por e simplesmen­te dos préstimos do internacio­nal angolano que havia integrado os trabalhos da pré-selecção nacional tardiament­e, em virtude de ter perdido o seu pai. Aliás, durante o estágio précompeti­tivo do cinco nacional, realizado na República Popular MELO CLEMENTE

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