CAF im­põe no­vos ho­rá­ri­os à FAF

Jornal dos Desportos - - FUTEBOL - BETUMELEAN­O FERRÃO

O se­cre­tá­rio-ge­ral da FAF, Rui Cos­ta, re­ve­lou ao Jor­nal dos Des­por­tos que a mar­ca­ção do An­go­la - Gâm­bia pa­ra às 20h00, é da in­tei­ra res­pon­sa­bi­li­da­de da CAF. "Não foi ini­ci­a­ti­va da FAF mar­car o jo­go pa­ra às 20h00, foi a pró­pria con­fe­de­ra­ção que es­co­lheu es­se ho­rá­rio"pa­ra o de­sa­fio de es­treia das du­as se­lec­ções, pa­ra a cor­ri­da ao afri­ca­no dos Ca­ma­rões, em 2021.

O di­ri­gen­te con­fi­den­ci­ou que a Fe­de­ra­ção an­go­la­na ain­da ten­tou sem su­ces­so, jun­to da con­fe­de­ra­ção "al­te­rar o ho­rá­rio", in­clu­si­ve, su­ge­riu um ho­rá­rio mais con­ve­ni­en­te. "In­fe­liz­men­te, dis­se­ram-nos que não tí­nha­mos ou­tra saí­da, se­não cum­prir com a ho­ra que mar­ca­ram", as­se­gu­rou.

Rui Cos­ta ga­ran­tiu ao JD, que a CAF além de "não dar ne­nhum ti­po de jus­ti­fi­ca­ção", tam­bém fez saber à FAF que o jo­go da se­gun­da jor­na­da com o Ga­bão, a ser dis­pu­ta­do na ca­pi­tal ga­bo­ne­sa no dia 17, tam­bém vai ser dis­pu­ta­do à mes­ma ho­ra.

A Fe­de­ra­ção cos­tu­ma es­co­lher ho­rá­ri­os mais fa­vo­rá­veis pa­ra os jo­gos ca­sei­ros das se­lec­ções na­ci­o­nais, em fun­ção da re­a­li­da­de do seu país, mas a mudança de com­por­ta­men­to da con­fe­de­ra­ção vai fa­zer com que in­ter­na­men­te se fa­ça um re­a­jus­te, pa­ra se adap­tar à no­va re­a­li­da­de, "tra­ta-se de uma im­po­si­ção", en­fa­ti­zou.

O se­cre­tá­rio-ge­ral as­se­gu­rou, que o elen­co de que faz par­te de­ci­diu aca­tar a de­li­be­ra­ção da con­fe­de­ra­ção, ao mes­mo tem­po que se re­ser­vam ao di­rei­to de não ali­men­tar dis­cus­sões em tor­no do ho­rá­rio do jo­go.

"Ca­da um é li­vre de ti­rar as su­as con­clu­sões, mas não que­re­mos re­a­gir com es­pe­cu­la­ções. A FAF não vai en­trar por es­te ca­mi­nho, pa­ra ten­tar des­co­brir por que a CAF to­mou es­se ti­po de de­ci­são", re­ma­tou.

O iné­di­to ho­rá­rio do jo­go que vai mar­car o re­en­con­tro das se­lec­ções an­go­la­na e gam­bi­a­na es­tá a dar mo­ti­vos de quei­xa por par­te dos adep­tos, pois, vai ser a pri­mei­ra vez que a equi­pa na­ci­o­nal jo­ga em ca­sa, nu­ma ho­ra pou­co co­mum.

Por via de re­gra, a FIFA e as con­fe­de­ra­ções con­ti­nen­tais só cos­tu­mam ser rí­gi­das nas da­tas e nos ho­rá­ri­os, quan­do se tra­ta­se de jo­gos da úl­ti­ma jor­na­da que po­dem de­fi­nir o apu­ra­men­to. Nes­ses ca­sos, as se­lec­ções e os clu­bes têm de en­trar em cam­po à mes­ma ho­ra, por cau­sa da ver­da­de des­por­ti­va, mas quan­do não há na­da a de­fi­nir, quer a FIFA quer a CAF acei­tam ser fle­xí­veis.

MIQUEIAS MACHANGONG­O | EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

Se­cre­tá­rio-ge­ral da FAF, Rui Cos­ta

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