o yo­ga pra­ti­ca­do a pa­res e com acro­ba­ci­as

O yo­ga é uma prá­ti­ca mi­le­nar que pro­mo­ve a saú­de fí­si­ca e men­tal. Mas tem ser­vi­do de ins­pi­ra­ção pa­ra ou­tras mo­da­li­da­des, co­mo o acroyoga que é pra­ti­ca­do com três pes­so­as e se ins­pi­ra nas acro­ba­ci­as cir­cen­ses

Super Fashion - - Saúde Bbleeiflleeeszztaayle - POR MA­RIA SANTOS

Oa­croyo­ga é uma ver­são do yo­ga pra­ti­ca­da por três ou mais pes­so­as, com in­fluên­ci­as das acro­ba­ci­as do cir­co e da mas­sa­gem tai­lan­de­sa. E por­que é re­a­li­za­da em par­ce­ria, exi­ge ain­da uma mai­or con­cen­tra­ção, pa­ra ali- nhar os mo­vi­men­tos e a res­pi­ra­ção - é ide­al pa­ra quem quer tra­ba­lhar o equi­lí­brio e ga­nhar for­ça, mas tam­bém ga­nhar con­fi­an­ça.

A grande di­fe­ren­ça entre o acroyoga e o yo­ga tra­di­ci­o­nal é que o pri­mei­ro fo­men­ta o con­cei­to de co­mu­ni­da­de en­quan­to o ou­tro é uma prá­ti­ca in­di­vi­du­al que de­sen­vol­ve a par­te mais es­pi­ri­tu­al. Fo­men­tar e apro­fun­dar o re­la­ci­o­na­men­to hu­ma­no, bem co­mo o sen­ti­men­to de per­ten­ça a uma co­mu­ni­da­de, foi de res­to um

dos ob­je­ti­vos de Ja­son Ne­mer e Jenny Sau­er-Klein, os cri­a­do­res des­ta mo­da­li­da­de.

"O acroyoga mis­tu­ra a sa­be­do­ria do yo­ga, o po­der di­nâ­mi­co da acro­ba­cia e a gen­ti­le­za das ar­tes te­ra­pêu­ti­cas. Es­sas três li­nhas for­mam a fun­da­ção de uma prá­ti­ca que cul­ti­va a con­fi­an­ça, lu­di­ci­da­de e co­mu­ni­da­de", es­cre­ve o acroyoga.com.

Ide­al pa­ra for­ta­le­cer a men­te e o cor­po, o acroyoga é, sem dú­vi­da al­gu­ma, uma mo­da­li­da­de do yo­ga mais di­nâ­mi­ca, já que im­pli­ca téc­ni­cas, acro­ba­ci­as no so­lo e mas­sa­gem tai­lan­de­sa. O ide­al é pra­ti­car acroyoga em es­pa­ços ao ar li­vre, co­mo jar­dins ou prai­as, já que exi­ge grande li­ber­da­de de mo­vi­men­tos. Não é ta­xa­ti­vo, mas con­si­de­ra-se "acroyoga so­lar" a par­te acro­bá­ti­ca e "acroyoga lu­nar" a par­te te­ra­pêu­ti­ca.

Os exer­cí­ci­os de­sen­vol­vi­dos tra­ba­lham pra­ti­ca­men­te to­do o cor­po, desde a re­gião ab­do­mi­nal, co­mo as cos­tas, as per­nas, os bra­ços, om­bros e glú­te­os. As­sim, a sua prá­ti­ca au­men­ta a for­ça mus­cu­lar e aju­da a ema­gre­cer.

Os exer­cí­ci­os são pra­ti­ca­dos a dois, sen­do que exis­te uma ter­cei­ra pes­soa, a que se cha­ma "an­jo" e que tem a fun­ção de ob­ser­var e mo­no­to­ri­zar os mo­vi­men­tos de quem es­tá a pra­ti­car acroyoga e que se cer­ti­fi­ca­rá que os mo­vi­men­tos es­tão a ser fei­tos de for­ma cor­rec­ta. Já a du­pla é cons­ti­tuí­da pela "ba­se" e pe­lo "vo­a­dor".

A "ba­se", co­mo o pró­prio no­me in­di­ca, é o par­cei­ro que fi­ca dei­ta­do de cos­tas e que su­por­ta o pe­so do "vo­a­dor" com as per­nas. No fi­nal, o "vo­a­dor" agra­de­ce à "ba­se" com uma mas­sa­gem.

O acroyoga po­de ser exe­cu­ta­do por pes­so­as de to­das as ida­des, mas não é uma mo­da­li­da­de que se fi­que a do­mi­nar lo­go na pri­mei­ra au­la. É pre­ci­so al­gu­ma pa­ci­ên­cia, pa­ra que se con­si­ga do­mi­nar as po­si­ções e mo­vi­men­tos. É tam­bém mui­to im­por­tan­te que os pra­ti­can­tes di­gam ao seu par­cei­ro quan­do não se sen­te con­for­tá­vel du­ran­te um exer­cí­cio, prin­ci­pal­men­te por­que as­sim evi­ta­rá que al­gum de vo­cês de ma­goe e a sin­ce­ri­da­de for­ta­le­ce­rá os la­ços de con­fi­an­ça entre os dois.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Angola

© PressReader. All rights reserved.