Removidas mais de 43 mil minas anti-pessoais
anti-pessoais foram removidas, durante o processo de desminagem, ao longo do Corredor do Lobito, no percurso que parte da província de Benguela ao Moxico-leste, informou, o director-geral da Agência Nacional da Acção Contra Minas (ANAM).
Leonardo Sapalo falou durante a recente visita dos embaixadores de vários países, encabeçada pelo encarregado de negócios dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola e São Tomé e Príncipe, James Story, no Centro de Desminagem da The Halo Trust, na cidade do Huambo.
No período em balanço, disse, foram removidas e destruídas 2. 460 minas antitanque e 235.050 engenhos explosivos não detonados.
Ao apresentar o impacto da actividade da desminagem ao longo do Corredor do Lobito, o responsável revelou que a acção foi possível pelo engajamento do Governo de Angola, através de brigadas, com destaque para as Forças Armadas Angolanas (FAA), o Instituto Nacional de Desminagem (INAD), a The Halo Trust, a Agência Nacional da Acção Contra Minas ( ANAM) além de outras empresas privadas.
“O processo de desminagem ao longo do Corredor do Lobito está no caminho certo, porque as províncias do Huambo e Benguela estão na fase de conclusão da desminagem em áreas conhecidas”, revelou.
Áreas minadas
O também brigadeiro das Forças Armadas Angolanas informou que a ANAM tem o controlo de 975 áreas minadas em todo o país, cujos trabalhos de desminagem decorrem com normalidade, apesar da necessidade do aumento de investimentos, especificamente para as FAA e o Centro Nacional de Desminagem (CND),
Para tal, continuou o responsável, são necessários 240 milhões de dólares americanos, para que estas áreas catalogadas estejam livres de minas. Apesar de algumas dificuldades financeiras, disse, o Governo angolano, por via dos seus parceiros, continua a trabalhar para mobilizar recursos junto dos países doadores do Programa Mundial de Acção Contra Minas.
O director da ANAM referiu que, apesar do processo de desminagem estar no fim, particularmente para a província do Huambo, ao longo do corredor do Lobito será dada maior atenção ao Bié, Moxico e Moxico-leste, para a clarificação de áreas destinadas para os projectos de desenvolvimento socioeconómico, com destaque para estradas, caminhos-de-ferro, pólos industriais, centros logísticos, reservas fundiárias, centralidades, barragens, linhas de transportes de energia eléctrica, parques de energía fotovoltaica, áreas agrícolas, polígonos turísticos e outros.