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Protesto ocorre até a ssaaíídaa de Dilma, dizem manifestan­tes

Avenida Paulista foi ocupada na quarta e, até a conclusão desta edição, grupo permanecia no local

- (FSP)

O estopim foi o anúncio do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, anteontem. Agora, muitos afirmam que só sairão da Paulista após a renúncia ou impeachmen­t da presidente Dilma Rousseff (PT).

A tática foi a mesma adotada por jovens egípcios para derrubar o ditador Hosni Mubarak, em 2011. Manifestan­tes se concentrar­am na praça Tahrir, onde muitos acabaram presos e mortos por forças de segurança antes da deposição do regime.

Na Paulista, porém, o clima é de festa na maior parte do tempo. E a relação com policiais foi bem amistosa, com direito a fila para selfies.

Enrolados em bandeiras do Brasil para se proteger do frio, ao menos cem pessoas estavam reunidas por volta das 4h em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A sede da federação —que à noite ganhou as cores verde e amarelo e as palavras “renúncia já” —foi o QG dos manifestan­tes. De lá, saía o som do hino nacional e até almoço para alguns dos que passaram a noite.

O ator e administra­dor de empresas Bruno Balestreir­o, 27, relatou que cerca de dez pessoas almoçaram na entidade. “Cheguei às 23h de quarta e estou aqui até agora [às 17h de quinta]. A Fiesp viu essa situação e ofereceu cordialmen­te almoço e banheiro para a gente”, diz Balestreir­o, que comeu arroz, carne e salada. A Fiesp serviu seu cardápio habitual, mas apenas a pessoas de movimentos ligados à federação.

Entre os manifestan­tes, a maioria aderiu espontanea­mente após saber do protesto pela TV ou redes sociais. Emissoras televisiva­s transmitia­m a multidão ao vivo. Segundo a PM, 4.000 estiveram no local à tarde.

Quando uma decisão da Justiça Federal de Brasília determinou a suspensão do ato de nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, manifestan­tes comemoram como um gol.

O professor Gilberto de Mattos, 51, vestiu a si mesmo e ao filho com fardas. “Sou a favor de que as Forças Armadas conduzam um período de transição de cerca de um ano”, disse.

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Paulo Whitaker/Reuters Jovens participam de manifestaç­ão pelo impeachmen­t da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra o ex-presidente Lula, em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo); segundo a PM, cerca de 4.000 estiveram no local durante o período...
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Renato Costa/Folhapress Manifestan­tes contra o governo (de amarelo) protestam na posse de Lula em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília (DF); houve confronto com a polícia

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