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GM propõe tirar estabilida­de de novos funcionári­os

Mudança é uma das condições para evitar o corte dos 1.000 trabalhado­res em São Caetano do Sul

- (Vanessa Sarzedas)

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgic­os de São Caetano (ABC) se reuniram novamente para discutir a situação dos 1.000 trabalhado­res em lay-off. A montadora apresentou nova proposta para evitar os cortes, mas manteve o congelamen­to dos salários neste ano.

A principal novidade da proposta foi a mudança nas regras da estabilida­de. Segundo o sindicato, para o trabalhado­r que já tem doença profission­al nada muda, mas os que vierem a enfrentar problemas de saúde devido à função terão 42 meses de estabilida­de. A GM apresentou uma nova proposta ao sindicato para evitar a demissão de 1.000 trabalhado­res

Estabilida­de de emprego

Situação do trabalhado­r Quem já tem doença profission­al Quem tiver doença depois do acordo Quem entrar na empresa após o acordo

Novos funcionári­os, que entrarem após a assinatura do acordo e vierem a ter doença profission­al, não terão garantia de emprego. No caso de acidentes de traba-

Estabilida­de Continua não podendo ser demitido Terá estabilida­de de 42 meses (3 anos e meio) Não terá direito Para o funcionári­o que sofre acidente de trabalho, a regra de estabilida­de não muda lho, a empresa continuará sem poder demitir.

Esta é a cláusula que mais preocupa o sindicato, já que ele não aceita reduzir direitos dos trabalhado­res.

Se o acordo for fechado, os 1.000 funcionári­os poderão continuar afastados por até oito meses. Na semana que vem as negociaçõe­s continuam.

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