MDB mur­cha no Con­gres­so e perde ca­ci­ques no po­der

Agora - - Nas Ruas - (FSP)

No olho do fu­ra­cão que var­reu a po­lí­ti­ca tra­di­ci­o­nal das ur­nas, o MDB foi o par­ti­do que mais per­deu ca­dei­ras na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, en­co­lheu no Se­na­do e, re­gi­o­nal­men­te, viu clãs que pro­ta­go­ni­za­ram a vi­da po­lí­ti­ca das úl­ti­mas dé­ca­das so­fre­rem der­ro­tas fra­go­ro­sas.

O can­di­da­to eme­de­bis­ta à Pre­si­dên­cia, Hen­ri­que Mei­rel­les, amar­gou o sé­ti­mo lu­gar, com 1,2% dos vo­tos. E o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer, o mais im­po­pu­lar da his­tó­ria re­cen­te, tor­nou-se ar­ti­go tó­xi­co.

En­tre as mai­o­res ban­ca­das elei­tas no Con­gres­so nas úl­ti­mas três dé­ca­das, o MDB co­me­ça­rá 2019 com po­der re­du­zi­do. Al­guns dos prin­ci­pais ar­ti­cu­la­do­res não ocu­pa­rão pa­lá­ci­os nem tri­bu­nas

Na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, cu­jas ca­dei­ras sig­ni­fi­cam aces­so a fun­do par­ti­dá­rio e tem­po de te­le­vi­são, a ban­ca­da eme­de­bis­ta en­co­lheu de 66 elei­tos em 2014 pa­ra 34 nes­te ano. No Se­na­do, o MDB con­ti­nua com o mai­or nú­me­ro de ca­dei­ras, mas per­deu 7 e ocu­pa­rá 12. “O MDB e ou­tros par­ti­dos tra­di­ci­o­nais, pa­ra se re­cons­truí­rem, te­rão de dei­xar es­sas fi­gu­ras”, diz o ve­te­ra­no eme­de­bis­ta Pe­dro Si­mon. “Elas aca­ba­ram pois fo­ram cas­sa­das e es­tão ou vão à ca­deia. O po­vo es­tá sa­ci­a­do.”

Edu­ar­do Ani­zel­li/ Fo­lha­press

Hen­ri­que Mei­rel­les, o pre­si­den­ciá­vel do MDB

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